Cisma

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O cisma ou Seita (do Inglês traduzido no conceito do Indu, da Índia antiga) é uma separação de uma pessoa ou grupo de pessoas do seio de uma organização ou movimento, geralmente religioso. O termo costuma referir-se a uma divisão que acontece no âmbito de um corpo religioso, com organização e hierarquia definidas.

Por derivação de sentido, a palavra pode aplicar-se a qualquer desacordo ou dissidência.

O adepto de um cisma é designado pelo adjetivo "cismático".

Etimologia[editar | editar código-fonte]

O termo foi recebido pelo português a partir do grego σχίσμα skhísma, "separar, dividir", através do latim eclesiástico schisma. A palavra já era registrada no vernáculo em 1393, evoluindo de "cisma" para "sisma", no século XV, até a forma atual.

Cismas da cristandade[editar | editar código-fonte]

A palavra "cisma" é quase exclusivamente usada para designar as divisões ocorridas no cristianismo. Os principais cismas cristãos foram:

  1. O Cisma do Oriente tradicionalmente datado em 1054;
  2. O Cisma do Ocidente, chamado Grande Cisma, datado entre 1378 e 1417, quando havia dois pretensos Papas, um residindo em Roma e outro (os chamados antipapas) na cidade de Avinhão, na França.
  3. A Reforma Protestante iniciada pelo Luteranismo, baseado nos ideais teológicos do padre Martinho Lutero. Este cisma, separou inicialmente estados alemães da Igreja Romana, a partir da excomunhão papal em 3 de Janeiro de 1521, e posteriormente, estes ideais se alastraram por toda a Europa, separando da autoridade espiritual de Roma vários outros países e estados, posteriormente sub-dividindo-se em diversos grupos motivados pelos mais diversos ideais, até os dias de hoje.

Pena canônica[editar | editar código-fonte]

A Igreja Católica excomunga os cismáticos(cristãos), tal como sucedeu a Lutero.

Referências

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