Cláudio Pastro

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Cláudio Pastro

Cláudio Pastro (São Paulo, 16 de outubro de 1948 - São Paulo, 19 de outubro de 2016) foi um artista plástico brasileiro dedicado a trabalhos de arte sacra. Considerado por especialistas, o maior nome da arte sacra em seu tempo.[1][2]

Carreira[editar | editar código-fonte]

Desde 1975, Pastro se dedicou à arte sacra, tendo cursado teoria e técnicas de arte na Abbaye Notre Dame de Tournay (França), no Museu de Arte Sacra da Catalunha (Espanha), na Academia de Belas Artes Lorenzo de Viterbo (Itália), na Abadia Beneditina de Tepeyac (México) e no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo.

Realizou pinturas, vitrais, azulejos, altares, cruzes, vasos sagrados e esculturas para presbitérios, capelas, igrejas, mosteiros e catedrais, não apenas no Brasil, como também na Argentina, Bélgica, Itália, Alemanha e Portugal.[carece de fontes?]

Ilustrou os seguintes livros: Os diálogos de São Gregório Magno (Alemanha), Vida de Santo Antônio (Itália), Músicas natalinas para crianças (Itália), A Virgem de Guadalupe (Alemanha, Espanha e Brasil), entre outros.

Lecionou cursos de Estética e Arte Sacra em seminários, escolas teológicas, mosteiros, museus e faculdades, e dedicou ao vasto projeto de ambientação da Basílica Nacional de Aparecida.[3]

Foi o responsável pela reforma da Sé Catedral de Uberlândia, Minas Gerais, na década de 90, adequando-a às orientações do Concílio Ecumênico Vaticano II, cuja pintura do painel central tem inspiração escatológica no livro da Revelação. Colaborou, ainda, para restauração da obra realizada nos últimos anos.

Entre as obras mais recentes do artista, estão o monumento em honra a Nossa Senhora Aparecida nos Jardins do Vaticano e a medalha comemorativa pelos 300 anos do encontro da imagem de Nossa Senhora Aparecida.

medalha comemorativa pelos 300 anos do encontro da imagem de Nossa Senhora Aparecida.

Foi o artista escolhido pela Santa Sé para conceber a imagem do Cristo Evangelizador do Terceiro Milênio, para as celebrações do Jubileu do ano 2000[1], obra que se encontra permanentemente exposta no Vaticano.

Morreu na madrugada do dia 19 de outubro de 2016, aos 68 anos, após sofrer um AVC.[4] Seu velório e seu enterro ocorreram no Mosteiro Nossa Senhora da Paz, em Itapecerica da Serra, no estado de São Paulo.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Arte Sacra (1986)
  • Itapeva: Um tesouro em vaso de barro (1992)
  • Arte Sacra, o espaço sagrado hoje (1993)
  • Guia do Espaço Sagrado ( 1999 ) Editora Loyola
  • Oração e Trabalho ( 2001 ) Editora Saga
  • O Deus da Beleza ( 2008 ) Editora Paulinas
  • A Arte no Cristianismo - Fundamentos / Linguagem ( 2010 ) Editora Paulus
  • Imagens do Invisível ( 2013 ) Editora Loyola
  • Aparecida ( 2013 ) Editora Santuário

Referências

  1. a b Aureliano Biancarelli (8 de junho de 1997). «Brasileiro desenha o Cristo do 3º milênio». Folha de S. Paulo. UOL. Consultado em 20 de outubro de 2016 
  2. Rafael Cariello (8 de abril de 2007). «Claudio Pastro é "Michelangelo" de Basílica de Aparecida». Folha de S. Paulo. UOL. Consultado em 21 de outubro de 2016 
  3. Nathalia Zaccaro (30 de maio de 2013). «Cláudio Pastro é o artista do papa». Veja São Paulo. Consultado em 21 de outubro de 2016 
  4. «Artista sacro Cláudio Pastro morre aos 68 anos em São Paulo, SP». G1. Globo.com. 19 de outubro de 2016. Consultado em 20 de outubro de 2016 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Cláudio Pastro
Ícone de esboço Este artigo sobre arte ou história da arte é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.