Cléo Martins

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Cléo Martins nascida na cidade de São Paulo aos 11 de junho de 1956 é escritora e romancista brasileira.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Filha do jornalista aposentado e editor de trabalhismo e sindicalismo de O Estado de S. Paulo Itaborai Martins (Itaborahy Feitosa de Oliveira Martins)que, em 1959, ainda estudante de Direito do Largo de São Francisco e já jornalista de "O Estadão"-propôs (e conseguiu, com grande margem de votos) a candidatura do rinoceronte Cacareco para Vereador pela cidade de São Paulo e Cleofe Salatin(i) de Oliveira Martins, filha de Duílio Salatin, antigo jogador da Lazio, de Roma e de Jandira Ferreira de Castro Salatini. Pertence a família de veteranos jornalistas paulistas: Ibiapaba Martins (falecido) que foi Diretor do Correio Paulistano e Última Hora, (também romancista, vencedor do prêmio literário Jabuti com o romance "Noites do relâmpago" (1969), membro da Academia Paulista de Letras); Araguaia Martins, também escritor (falecido aos 44 anos, em 1967; foi homenageado com a Rua Araguaia Feitosa Martins, na Vila Mazzei- SP), Itamarati Martins (falecido), do grupo Folhas, Floriano Alves Feitosa (irmão de sua avó materna, Jacyra Feitosa de Oliveira Martins). Seu tio, o artista plástico Itajahy Martins (Itajahy Feitosa Martins), falecido em 1991, empresta o nome ao Museu de Arte Contemporânea Itajahy Martins, na cidade de Botucatu (SP). Tem dois irmãos, o advogado Luís Duílio de Oliveira Martins, do Clube Hípico de Santo Amaro (CHSA)casado com Sandra Andrea Smith (da Federação Argentina de Hipismo) e a economista Patrícia Valéria de Oliveira Martins Antunes de Souza, casada com o Engenheiro João Antunes de Souza. É tia de Vinícius Martins Antunes de Souza, Cesar Pousa de Oliveira Martins, Martin Smith de Oliveira Martins e Ricardo Felipe Smith de Oliveira Martins. Cléo Martins é apaixonada por cinofilia, enologia e, em especial, canto coral. Enquanto estudante de Direito no Largo de São Francisco (1975/79) foi membro do Coral Acadêmico XI de Agosto( naipe dos contraltos). Em 2007 juntou-se aos cantores do Coral de São Bento (Salvador-Ba), sob direção atual de D. Marcos OSB e a competente regência do Maestro Dilton Cesar Ferreira, internacionalmente conhecido. Permaneceu no coral até 2009 quando se mudou para o Rio Grande do Sul, onde residiu no Mosteiro da Santíssima Trindade como monja beneditina de votos temporários. Isto até o final de 2015.

Profissão[editar | editar código-fonte]

Advogada, escritora (cronista, romancista) e compositora (amadora). Cléo Martins é bacharelada e pós-graduada em Direito  pelo Largo de S.Francisco [USP] na turma de 1979, com especialização em Direito do Trabalho e da Segurança Social. No mesmo Largo de S.Francisco concluiu os créditos para o Mestrado no curso de pós-graduação em Direito do Trabalho comparado em 1982, tendo como orientador o Prof. Dr. Cássio de Mesquita Barros Jr e a Prof. Dra Nair Lemos Gonçalves, vice-diretora da Faculdade de Direito que é prima de Jandira Ferreira de Castro Salatini (sua avó materna). 

Cléo cursou cinco anos de Teologia no Instituto Lumen Christi (Salvador-Ba),com especialização em pneumatologia e ecumenismo. É formada em inglês (Fisk School) e italianono (Instituto Italo Brasileiro-SP). Enquanto estudante de Direito lecionou a língua inglesa na Escola Fisk (SP). É detentora de vários prêmios na área de Direito do Trabalho, a exemplo do Prêmio LTR (1977). Fundou a Advocacia Oliveira Martins em 1983 (SP), desde 1991 aos cuidados e sob a competente direção de seu irmão Luís Duílio de Oliveira Martins. Também em 1991 nasceu a filial da advocacia em Salvador, onde Cléo Martins trabalhou até se aposentar. É escritora inscrita na União Brasileira de Escritores UBE; roteirista, compositora tendo sido articulista semanal (colaboradora)por mais de seis anos de o "Jornal A Tarde" (Ba) nas editorias "Opinião" e "Religião". Escrevera, como colaboradora, para o jornal "O Correio da Bahia", Jornal do Brasil (RJ) e Icapra (RJ). Escreveu vários roteiros para filmes de diversos gêneros. No Rio Grande do Sul colabora para o jornal Gazeta do Sul como colunista de "O Pêndulo do Relógio". Enquanto beneditina, a coluna foi assinada por Teresa Paula OSB

Religião[editar | editar código-fonte]

Cléo Martins, desde muito jovem, priorizou a busca do Sagrado.Pertenceu a grupos de jovens em sua Paróquia (Nossa Senhora Mâe do Salvador- Alto de Pinheiros- SP) e no Colégio Stella Maris (SP) onde participara e trabalhara em "Encontros da juventude", inclusive proferindo palestras (1973). Em 1975 ingressou no colorido universo da Religão dos Orixás onde durante mais de três décadas esteve firmemente engajada.Vejamos sua trajetória religiosa na religião dos Orixás e ancestrais:Sendo filha de Oyá (Iansã) e Ogum foi iniciada na religião dos Orixás (Candomblé) nos anos 1970 pela falecida Ebame Eunice de Xangô da Casa Branca do Engenho Velho: Obá Sanhá. Completou sua iniciação religiosa inicialmente com Mãe Xagui, filha de Mãe Bada de Oxalá a sucessora imediata de Mãe Aninha a fundadora do Ilê Axé Opô Afonjá e, posteriormente, com Mãe Stella de Oxóssi, a quinta iyalorixá, auxiliada por Aida Margarida Muniz, a decana das filhas de Iansã, filha de Tibúrcio Muniz, ogan de Ogum de Manoel da Caixa Dágua e secretário fundador da Sociedade Cruz Santa do Axé Opô Afonjá, em 1936. Por mais de vinte anos vivera o dia-a-dia do referido terreiro, o Ilê Axé Opô Afonjá, participando de perto de iniciações e todo tipo de eventos religiosos e culturais, muitos destes sua criação, a exemplo do Alaiandê Xirê: o festival de músicos-sacerdotes dos terreiros. Foi a primeira Agbeni Xangô do Ilê Axé Opô Afonjá (e do Brasil) confirmada aos dois de maio de 1990: dia do 65º aniversário natalício de Mãe Stella. Agbeni significa "aquela que divide a mesma causa" e, também, a que "fala" por Xangô e veicula seuaxé, vez que "Agbeni" corresponde a orobô ou Orogbo (Garcinia kola), a principal fruta oracular do culto do referido orixá, o padroeiro do Axé Opô Afonjá. O referido oiê (cargo) foi introduzido no Brasil por Mãe Stella de Oxossi. Hoje em dia é adotado em muitas comunidades religiosas.

Foi a Aya Odé do Ilê Axé Olofacossin, do finado Talambê, confirmada em 1998 na ocasião em que Mãe Stella instituiu o Aramefá (seis conselheiros de Odé) no referido terreiro e também Iya Agan (ou Iyagan,o mais raro posto feminino em uma tradição de sacerdócio exclusivamente masculino) apontada por Babá Arasoju, um dos mais antigos egungun de Xangô, no terreiro Ile Baba Adeboula, em Areia Branca Lauro de Freitas, Bahia, confirmada em 2006, ano em que completou cinquenta anos de vida, pelos Ojé Agbá (veterano; antigo)o Alabá (chefe dos ojés) da comunidade religiosa) Manuel Barué (iniciado no Ilê Babá Olokotun, antigo Tuntum, o Barro Branco sito em Amoreiras, Itaparica) e Eurico de Araujo Santos (Ojé Lejibé do Ilê Babá Agboulá, o "Bela Vista", na Ponta de Areia, Itaparica) que é o Alabá do Ile Ase Asiuaju em Santana de Parnaíba, São Paulo.

Cléo Martins foi a primeira Iya Agan de que se tem notícia confirmada, no Brasil, em um terreiro exclusivo do culto de egungun. Iya Agan, posto raríssimo e praticamente desconhecido neste continente, significa "mãe do ancestral"; "mãe do Babá", por tal razão afetivamente também considerada a "mãe dos ojés". Na África ocidental onde existe "uma Iya Agan" para cem ojés" é a única mulher autorizada a participar dos segredos do culto. Somente se tem notícia de outra Iya Agan na atualidade, após a morte de Eliana Miranda, confirmada no Ilê Axé Opô Aganjú, terreiro de Xangô fundado pelo babalorixá Balbino Daniel de Paula (obaraim). Esta é Mãe Stella de Oxóssi, apontada (mas não confirmada) neste oiê (posto) em 1989, no próprio Axé Opô Afonjá, por ocasião de seu quinquagésimo ano de iniciação religiosa. Iya Nitinha de Oxum, da Casa Branca do Engenho Velho, falecida em fevereiro de 2008, foi Iya Agan apontada do terreiro de Baba Agboula (Itaparica), embora jamais tenha confirmado o respectivo oiê (posto).

Cléo Martins participou de seminários e proferiu conferências no Brasil e exterior sob a religião dos Orixás e cultura,a exemplo daConferência Mundial Contra o Racismo, Xenofobia e Intolerâncias correlatas em Durban (2001) tendo sendo a pioneira a escrever na coluna "Religião", assinando como Agbeni Xangô, a partir de junho de 2003, no jornal A Tarde tarefa que levou a cabo até 2009. Antes disso a referida coluna "religião" não contava com a participação da referida tradição religiosa. Qualquer referência sobre "Candomblé" situava-se na parte de "folclore".

Em junho de 1983 Cléo Martins fundou o Ilê Axé Asiuaju, sito em Santana de Parnaíba, hoje aos cuidados de uma comunidade ativa, onde é a líder.

Registre-se antes que desde 1997 Cléo Martins mantivera compromissos e laços de amizade com o Mosteiro Beneditino da Anunciação do Senhor, da cidade de Goiás (Goiás Velho), no estado de Goiás, em especial com o monge e escritor Marcelo Barros, seu querido amigo, autor de prefácios e textos em alguns de seus livros. Cléo sempre acreditou e acredita no diálogo entre as religiões. Salientara sempre, em muitos escritos, que "Deus se revela a todas as religiões para as quais sempre tem particular palavra amorosa". Ainda no Axé Opô Afonjá deu importantes passos de compromisso e pertença no Mosteiro da Anunciação, também se consagrando a Deus, na tradição cristã/católica, no dia 20 de julho de 2000. Proferiu votos monásticos provisórios (três anos- hoje expirados) aos 12 de dezembro de 2012. Aos 15 de outubro de 2016 proferiu votos solene e foi consagrada na Ordo Virginum. Na atualidade, está a frente do Ile Ase Asiwaju. De volta, desde o final de 2017.

E daí aconteceu o encanto, em co-autoria com Mãe Stella de Oxóssi- edição das autoras, 1988.

  • Faraimará:O Caçador traz alegria: Mãe Stella, 60 anos de iniciação- em parceria com Raul Lody - Pallas, 1999, ISBN 9788534702010
  • Euá a Senhora das Possibilidades, Pallas, 2001, ISBN 8534702497
  • Iroco o Orixá da Árvore e à Árvore Orixá, (com Roberval Marinho), Pallas, 2002, ISBN 8534702098
  • Obá (Orixá) a amazona belicosa, Pallas, 2002, ISBN 853470256X
  • Ao Sabor de Oia (romance), Pallas, 2003, ISBN 8534703666
  • "Lineamentos da Religião dos Orixás - Memórias de Ternura" (artigos compilados- participação especial de Mãe Stella) Alaiandê Xirê, 2004-ISBN 8590467813.
  • "Nanã - a senhora dos primórdios", Pallas,2008, ISBN 9788534704069
  • "A Cruz, a espada e o agogô", Editora Metanoia do RJ, 2016.ISBN 978-85-9475-0006-8
  • "Sangue Verde. O Encanto das Folhas." (Em parceria com Ed Machado). Editora Metanoia do RJ, 2016. ISBN 9788594750105
  • "As Ayabás do Rei" (romance) Editora Metanóia, Rio de Janeiro, 2017. ISBN 9788594750242

Roteiros de filmes[editar | editar código-fonte]

É autora dos roteiros:

  • "A cidade das mulheres"- longa metragem- 2005- X Filmes da Bahia: prêmio Tatu de Ouro e BNDS (2005)
  • "Orixás da Bahia"- série- 2000- X Filmes da Bahia: produção para o Jornal "O Correio da Bahia"
  • "O guerreiro matreiro"- curta metragem- 2001-X Filmes da Bahia
  • "Correnteza da tradição"- curta metragem- 2001- X Filmes da Bahia
  • "A história da tradição é a tradição da história"- X Filmes da Bahia- 2002.

Cléo Martins é compositora e letrista. Em diferentes gêneros musicais, a exemplo de grande parte da trilha sonora dos filmes em que participara como roteirista "O Cidade das Mulheres" (melodia e versos).

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

"Um vento sagrado", editado pela Editora Mauad e de autoria de Muniz Sodré e Luis Filipe de Lima. "Contribuição do Atabaque para uma liturgia mais inculturada"- Gabriel Gonzaga-2004 .RELIGIÃO/ OFÍCIO DE MÃE Suzana Barbosa - Correio da Bahia, 24 Agosto 2001 "Dona Stella de Oxóssi chega aos 80 anos"- Cleidiana Ramos- Jornal a Tarde, 02 de maio de 2005 br.oocities.com/baba_ogobenga.../Stella.htm

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