Clóvis Tavares

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Clóvis Tavares
Nome completo Sebastião Clóvis Tavares
Nascimento 20 de janeiro de 1915
Campos dos Goytacazes, Rio de Janeiro
Morte 13 de abril de 1984 (69 anos)
Campos dos Goytacazes, Rio de Janeiro
Ocupação Professor, escritor espírita e palestrante.

Sebastião Clóvis Tavares, mais conhecido por Clóvis Tavares (Campos dos Goytacazes, 20 de janeiro de 1915 - Campos dos Goytacazes, 13 de abril de 1984), foi um espírita brasileiro.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Natural de São Sebastião, no município de Campos dos Goytacazes, a família mudou-se para a sede do município quando ele contava nove anos de idade. Ali concluiu o curso primário, ingressando no Liceu de Humanidades de Campos. Cursou a Faculdade Nacional de Direito, bacharelando-se em Direito. Ingressou na carreira do Magistério como professor de História e de Direito Internacional.

Noivo da jovem Nina Arueira, que conhecera no liceal e ao lado de quem militara na União da Juventude Comunista, perdeu-a por tifo, que a vitimou em março de 1935.

Inconformado com a dor, foi informado por amigos de que o espírito de Nina havia se comunicado, vindo desse modo a entrar em contato com a doutrina espírita. As mensagens, inicialmente através da mãe dela, e posteriormente pelo médium mineiro Francisco Cândido Xavier, não lhe deixaram dúvidas acerca da sobrevivência da alma.

Desse modo, em 27 de outubro de 1935 fundava a "Escola Jesus Cristo de Evangelização para Infância", idealizada por Nina, a que se dedicou, vindo a transformá-la, posteriormente, na "Instituição Espírita Escola Jesus Cristo", em função da grande afluência de adultos, responsáveis de educação das crianças. Junto com a colaboradores da instituição, criaram dois orfanatos, "A Casa da Criança", para o atendimento a meninas, e "O Lar dos Meninos", para o atendimento a estes, além de vários outros departamentos comuns em instituições espíritas.

Em 12 de junho de 1936 veio a conhecer Francisco Cândido Xavier na sede da Federação Espírita Brasileira, de quem se tornará amigo, sempre convidando-o a passar férias em sua casa em Campos.[1][2]

Anualmente, no dia de Finados, visitava os cemitérios distribuindo mensagens de apoio e falando para o grande público que ali acorria naquela data para homenagear os entes queridos.

Nos anos 1950 passou a trocar correspondências com Pietro Ubaldi, conseguindo que o italiano viesse ao Brasil em duas ocasiões. Traduziu os seguintes livros de Ubaldi: As Noúres, Ascese Mística, Grandes Mensagens e Fragmentos de Pensamento e Paixão.[3]

Desposou Hilda Mussa Tavares, sua parceira nos trabalhos de benemerência, com quem teve cinco filhos, Carlos Vítor, Margarida, Flávio, Luís Alberto e Celso Vicente.[4] Faleceu, vítima de parada cardíaca no hospital Santa Casa de Campos, em 13 de abril de 1984.

Obras[editar | editar código-fonte]

Como divulgador, percorreu todo o estado do Rio de Janeiro e estados vizinhos proferindo palestras sobre a doutrina.

De sua bibliografia destacam-se:

  • Sementeira Cristã (três volumes)
  • A Vida de João Baptista (para crianças)
  • Histórias que Jesus Contou (para crianças)
  • A vida de Allan Kardec (para crianças)
  • Os Dez Mandamentos (para crianças)
  • Meu Livrinho de Orações (para crianças).
  • Trinta Anos com Chico Xavier
  • Amor e Sabedoria de Emmanuel
  • De Jesus para os que Sofrem

Deixou inédito, para posterior publicação, De Jesus para os que Sofrem.


Referências

  1. http://www.febnet.org.br/blog/geral/noticias/100-anos-de-clovis-tavares/. Página visitada em 27 de dezembro de 2015.
  2. TAVARES, Clóvis. Trinta anos com Chico Xavier. 5ª ed. Araras: IDE, 1991, pág. 41.
  3. http://www.uemmg.org.br/pioneiros/clovis-tavares/. Página visitada em 27 de dezembro de 2015.
  4. TAVARES, Carlos Vitor. A Morte Simples Mudança. São Paulo: USE/ Madras, 2005.


Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • LUCENA, Antonio de Souza. Pioneiros de Uma Nova Era: Espíritas do Brasil. Rio de Janeiro: Edições CELD, 1997. p. 67-70.