Clarissa (romance)

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Disambig grey.svg Nota: Este artigo é sobre o livro de Érico Veríssimo. Para outros significados, veja Clarissa (desambiguação).
Clarissa
Autor(es) Érico Veríssimo
Idioma Português
País Brasil
Editora Brasil Editora Globo / Companhia das Letras (atualmente)
Lançamento 1933
Páginas 197
ISBN 852500247X
Cronologia
Fantoches
Caminhos Cruzados

Clarissa é o primeiro romance do escritor brasileiro Érico Veríssimo, publicado em 1933.[1]

Conta o despertar de uma adolescente, Clarissa, para a vida, seus sonhos e desilusões. A personagem apareceria, ainda, em mais três romances: Caminhos Cruzados, Música ao Longe e Um Lugar ao Sol.

(…) Amaro caminha para o piano. Seus dedos magros batem de leve nas teclas. Duas notas tímidas e desamparadas: mi, sol... Mas a mão tomba desanimada. O olhar morto passeia em torno, vê as imagens familiares: a cama desfeita, os livros da noite, empilhados sobre o mármore da mesinhade- cabeceira, a escrivaninha com papéis em desordem; nas paredes brancas, a máscara mortuária de Beethoven e o espelho oval por cima da pia, o espelho que rebrilha, reflectindo na superfície lisa o semblante dum homem triste (…)”

Clarissa

Enredo[editar | editar código-fonte]

Clarissa é uma jovem de treze anos, filha de fazendeiros, que vai morar na pensão da tia Eufrasina (Dona Zina) enquanto estuda em Porto Alegre. No pequeno universo da pensão onde mora, a jovem entra em contato com realidades que seu otimismo juvenil não imaginava que existissem: a infidelidade de Ondina a seu marido Barata; a deficiência física de Tonico; o sofrimento da mãe de Tonico, a pobre e trabalhadora viúva Dona Tatá; as discussões políticas de Levinsky, um judeu comunista que não perde a chance de alfinetar a religião cristã; a vizinha rica, que constrasta com a pobreza de Dona Tatá; a namoradeira amiga Dudu, vista com maus olhos por Eufrasina; e a infelicidade e as desilusões do músico Amaro, que tem grande admiração por Clarissa.

Referências

  1. Cláudia Silveira (7 de maio de 2013). «"Clarissa", de Érico Veríssimo». Diário Catarinense. Consultado em 16 de julho de 2015