Clarissa Pinkola Estés

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Clarissa Pinkola Estés
Conhecido(a) por Mulheres que correm com os lobos: mitos e histórias do arquétipo da mulher selvagem (1992)
Nascimento 27 de janeiro de 1945 (74 anos)
Indiana, Estados Unidos
Residência Brasil
Nacionalidade norte-americana
Alma mater
  • Union Institute & University
  • Colorado Heights University
Página oficial
clarissapinkolaestes.com
Instituições Hospital de Veteranos Edward Hines Jr.
Campo(s) Psicanálise e literatura

Clarissa Pinkola Estés (Indiana, 27 de janeiro de 1945) é uma psicóloga Junguiana, poeta e escritora norte-americana especializada em traumas pós-guerra. Ficou mundialmente conhecida por seu livro de 1992, Mulheres que correm com os lobos: mitos e histórias do arquétipo da mulher selvagem, onde aborda o arquétipo feminino, seus mistérios e potência com base em mitos, histórias ancestrais e contos.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Nascida e criada em uma pequena vila no estado de Indiana[1], em 1945[2], é filha de Cepción Ixtiz e Emilio Maria Reyés, de ascendência mexicana e nativa americana.[1] Seus pais eram trabalhadores braçais mexicanos, próximos à divisa com o Michigan. Em casa aprendeu a falar espanhol, mas logo em seguida Clarissa foi posta para adoção ainda muito pequena. Aos 4 anos de idade, ela foi adotada pelo casal de imigrantes húngaros, Maruska Hornyak e Joszef Pinkola, também muito pobres e analfabetos.[2][3][4]

Convivendo com imigrantes desde tenra infância, Clarissa teve acesso a muitas histórias, lendas e mitos de outros povos, contatos e recontados por parentes e pelos pais adotivos.[1][2] Depois de terminar o ensino médio, Clarissa se mudou para o Colorado. Casou-se pela primeira vez em 1967, divorciando-se em 1974. A união resultou em três filhas, que ficaram sob a sua custódia.[3][4]

Carreira[editar | editar código-fonte]

Clarissa se formou em psicologia e psicoterapia pela Colorado Heights University em 1976.[4] Pelo Union Institute & University, em Cincinnati, obteve seu doutorado em psicologia étnico-clínica em 1981, com foco na história indígena e de padrões psicológicos e sociais de grupos e culturas tribais.[1][2] Em 1984, fez pós-doutorado pela The Inter-Regional Society of Jungian Analysts, em Zurique, na Suíça.[1][2] É psicóloga registrada, especializada em recuperação pós-traumática e psicoanalista com prática clínica.

Como especialista em eventos traumáticos e recuperação pós-trauma, começou a trabalhar na área ainda na década de 1960 no hospital de veteranos Edward Hines Jr., de Illinois. Atendeu pacientes veteranos da Primeira e Segunda guerras mundiais, além de ex-combatentes da Guerra do Vietnã com perdas de membros ou cadeirantes.[1][2] Ajudou também as famílias de pacientes e pessoas com transtorno de estresse pós-traumático. Ensinou escrita criativas em várias prisões dos Estados Unidos.[1]

Atuou em locais de desastres naturais, onde desenvolveu um protocolo de recuperação pós-trauma para os sobreviventes do terremoto na Armênia. Tal protocolo foi traduzido para diversos idiomas e vem sendo usado em locais de desastre para ajudar os sobreviventes na recuperação e em como orientar os resgatistas.[1] Também trabalhou na comunidade após o Massacre de Columbine entre os anos de 1993 e 2003. Trabalha ainda com os atendentes do sistema de atendimento 911 nos Estados Unidos e ainda atende famílias de sobreviventes de desastres e massacres.[1]

Literatura[editar | editar código-fonte]

É autora de diversos livros traduzidos para mais de 35 idiomas. Clarissa começou a escrever com cerca de 25 anos, mas seu primeiro livro só seria publicado 25 anos depois.[3] Escrevia poesias e boa parte das histórias que coletou em viagens e nos anos de trabalho. Por volta dessa época, Clarissa se casou novamente, com um 1º sargente da Força Aérea dos Estados Unidos. Seu nome começou a ganhar fama quando ela começou a trabalhar na rádio, em 1989, falando de Jung, em Denver. Isso levou a um contrato com uma gravadora para lançar fitas cassete com suas observações e orientações e em alguns meses, suas fitas eram campeãs de vendas no país.[3]

As editoras se interessaram por Clarissa após o sucesso de venda de suas fitas e em alguns meses cerca de seis editoras começaram a fazer ofertas por um livro seu. Seu primeiro livro, Mulheres que correm com os lobos: mitos e histórias do arquétipo da mulher selvagem[5], foi um grande sucesso e ficou cerca de 70 semanas na lista dos mais vendidos do The New York Times.[1][3]

Obras selecionadas[editar | editar código-fonte]

  • A Ciranda das Mulheres Sábias: ser jovem enquanto velha, velha enquanto jovem;
  • Mulheres que correm com os lobos: mitos e histórias do arquétipo da mulher selvagem (1992);

Referências

  1. a b c d e f g h i j «Bigraphy». Oficial Website. Consultado em 3 de setembro de 2019 
  2. a b c d e f «Clarissa Pinkola Estés». Biography. Consultado em 3 de setembro de 2019  Há uma cerca divergência quanto à data oficial, pois a autora declarou datas divergentes em entrevistas várias vezes, sendo que inicialmente era 1943, depois 1945 e agora ela vem declarando ser 1946.
  3. a b c d e «Estés, Clarissa Pinkola: 1943—: Writer, Psychologist». Encyclopedia. Consultado em 3 de setembro de 2019 
  4. a b c «Clarissa Pinkola Estés». Colorado Great Women. Consultado em 3 de setembro de 2019 
  5. Clarissa Pinkola Estés (ed.). «Clarissa Pinkola Estés, author of Women Who Run With The Wolves». Penguin. Consultado em 3 de setembro de 2019