Clemente Micara

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Clemente Micara
Cardeal da Santa Igreja Romana
Atividade Eclesiástica
Diocese Diocese de Roma
Nomeação 26 de janeiro de 1951
Predecessor Dom Francesco Cardeal Marchetti Selvaggiani
Sucessor Dom Luigi Cardeal Traglia
Ordenação e nomeação
Ordenação presbiteral 20 de setembro de 1902
Roma, Itália
Nomeação episcopal 7 de maio de 1920
Ordenação episcopal 8 de agosto de 1920
Roma, Itália
por Dom Pietro Cardeal Gasparri
Cardinalato
Criação 22 de fevereiro de 1946
por Papa Pio XII
Ordem Cardeal-presbítero (1946)
Cardeal-bispo (1946-1965)
Título Santa Maria sobre Minerva (1946)
Velletri (1946-1965)
Brasão
Coat of arms of Clemente Micara.svg
Lema IN DOMINO CONFIDO
Dados pessoais
Nascimento Frascati, Roma, Itália
24 de dezembro de 1879
Morte Frascati, Roma, Itália
11 de março de 1965 (85 anos)
Nacionalidade Italiano
Sepultado Basílica de Santa Maria sobre Minerva
dados em catholic-hierarchy.org
Cardeais
Categoria:Hierarquia católica
Projeto Catolicismo

Clemente Micara (24 de dezembro de 187911 de março de 1965) foi um cardeal italiano da Igreja Católica. Ele foi feito cardeal em 1946 e trabalhou como vigário-geral de Roma de 1951 até a sua morte.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Nascido em Frascati, Micara frequentou o Pontifício Seminário Romano, a Pontifícia Universidade Gregoriana, a Pontifícia Universidade Lateranense, e a Pontifícia Academia Eclesiástica. Foi ordenado presbítero em 20 de setembro de 1902 e terminou seus estudos em 1904. Depois de entrar para a Cúria Romana, na Secretaria de Estado, em 1904, Micara foi nomeado secretário da nunciatura da Argentina em 1909. Ele foi elevado à categoria de camareiro particular de Sua Santidade em 5 de janeiro de 1910, e, mais tarde, prelado doméstico de Sua Santidade em 21 de agosto de 1918. Micara foi feito auditor da nunciatura belga em 16 de abril de 1915, e da nunciatura austríaca em 1916.

Em 7 de maio de 1920, foi nomeado o primeiro núncio para a Checoslováquia e arcebispo titular de Apameia na Síria. Ele recebeu sua consagração episcopal em 8 de agosto seguinte do cardeal Pietro Gasparri, com os bispos Antonio Valbonesi e Karl Kašpar servindo como co-consegrantes, na capela do Colégio Boêmio em Roma. Depois de ser nomeado núncio para a Bélgica e internúncio para Luxemburgo em 30 de maio de 1923, Micara concedeu a Rosa de Ouro à rainha Isabel da Bélgica como representante papal em 10 de dezembro de 1925. Ele residiu em Roma, durante a ocupação nazista da Bélgica, de 1940 a 1944, época em que o núncio retomou o seu posto.

papa Pio XII criou Micara cardeal-presbítero de Santa Maria sopra Minerva, no consistório de 18 de fevereiro de 1946, e, em seguida, bispo de Velletri-Segni em 13 de junho. Em 11 de novembro de 1950, ele era prefeito da Sagrada Congregação dos Religiosos, e o pró-prefeito da Sagrada Congregação dos Ritos na Cúria Romana. Em 1953, ele renunciou ao cargo de prefeito de Religiosos (17 de janeiro) e o pró-prefeito de Ritos (26 de janeiro). Micara foi também presidente da Pontifícia Comissão de Arqueologia Sagrada de 1951 até sua morte.

Micara foi nomeado vice-reitor do Colégio dos Cardeais em 13 de janeiro de 1951, e vigário-geral de Roma em 26 de janeiro seguinte. Na sua qualidade de vigário-geral, Micara governoiu de acordo com a prática estabelecida para a Diocese de Roma, embora sem o título de bispo de Roma, que é reservado para o Papa, o qual delega o dia-a-dia da administração da diocese ao seu vigário. Para a eleição geral italiana de 1953, Micara exortou os católicos de Roma a "[v]otar bem, votar como católicos, votar como romanos".[1]

Depois de servir como cardeal eleitor no conclave papal de 1958 que escolheu o papa João XXIII, Micara participou do conclave de 1963, que resultou na eleição do papa Paulo VI. Ele ficou conhecido como o "Grande Eleitor" entre a Cúria por causa de seu papel influente na obtenção dos votos dos cardeais conservadores para o papa Paulo, de quem ele era amigo, no último conclave.[2] Visto como progressista, o cardeal viveu tempo suficiente para atender às primeiras três sessões do Concílio Vaticano II, de 1962 a 1964.

Ele morreu depois de uma longa doença em Roma, aos 85 anos, e seu corpo foi enterrado na basílica de Santa Maria sopra Minerva.

Honrarias[editar | editar código-fonte]

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. Revista TIME.
  2. Revista TIME.
  3. Decreto Real de 1925/-Mémorial du centenaire de l'Ordre de Léopold. 1832-1932.

Links externos[editar | editar código-fonte]


Precedido por
Enrico Gasparri
Brasão cardinalício
Cardeal-Bispo de Velletri

1946 - 1965
Sucedido por
Fernando Cento
Precedido por
Eugène Tisserant
Brasão cardinalício
Cardeal-Presbítero de Santa Maria sobre Minerva
in commendam

1946 - 1965
Sucedido por
Antonio Samorè
Precedido por
Francesco Marchetti Selvaggiani
Brasão cardinalício
Vigário-Geral de Roma
Presidente da Pontifícia Comissão de Arqueologia Sacra

1951 - 1965
Sucedido por
Luigi Traglia
Precedido por:
Eugène Tisserant
Brasão cardinalício
Vice-Decano do Colégio dos Cardeais

1951 - 1965
Sucedido por:
Giuseppe Pizzardo
Brasão cardinalício
Camerlengo do Colégio dos Cardeais

1960 - 1961
Precedido por
Luigi Lavitrano
Brasão da Santa Sé
Prefeito da Congregação dos Religiosos

1950 - 1953
Sucedido por
Valerio Valeri
Precedido por
Carlo Salotti
(prefeito)
Brasão da Santa Sé
Pró-Prefeito da Congregação dos Ritos

1950 - 1953
Sucedido por
Gaetano Cicognani
(prefeito)
Precedido por
Sebastiano Nicotra
Brasão da Santa Sé
Núncio Apostólico na Bélgica
Internúncio Apostólico em Luxemburgo

1923 - 1946
Sucedido por
Fernando Cento
Precedido por
Brasão da Santa Sé
Núncio Apostólico na Checoslováquia

1920 - 1923
Sucedido por
Francesco Marmaggi
Precedido por
René-François Renou
Brasão arquiepiscopal
Arcebispo Titular de Apameia da Síria

1920 - 1946
Sucedido por
Luigi Arrigoni