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Cleveland (30 Rock)

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Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
"Cleveland"
20.º episódio da 1.ª temporada de 30 Rock
A corrida dos ratos na porta de Floyd DeBarber (Jason Sudeikis).
Informação geral
DireçãoPaul Feig
Escrito por
Canções"Ride of the Valkyries",
por Richard Wagner
CinematografiaVanja Černjul
EdiçãoKen Eluto, A.C.E.
Cód. de produção120
Exibição original19 de Abril de 2007
Convidados
Episódios da 1.ª temporada
30 Rock (1.ª temporada)
Lista de episódios

"Cleveland" é o 20.° episódio da primeira temporada da série de televisão de comédia de situação norte-americana 30 Rock. O argumento foi escrito por Jack Burditt e Robert Carlock, ambos produtores executivos da temporada, enquanto a realização ficou a cargo de Paul Feig. Entre os convidados especiais destacam-se Emily Mortimer, Jason Sudeikis, Maulik Pancholy, Jason Sudeikis, Kevin Brown, Grizz Chapman, e Eric Dysart. O jornalista Lester Holt também participou, interpretando uma versão fictícia de si próprio como apresentador do Today.

No episódio, Jack Donaghy (interpretado por Alec Baldwin) deseja que Liz Lemon (Tina Fey) conheça melhor Phoebe (Mortimer), com quem acaba de ficar noivo. Então, Liz e Jenna organizam um "dia de raparigas" com Phoebe, mas rapidamente se apercebem que não estão em sintonia. Liz é ainda incumbida de vigiar Phoebe, após descobrir que esta mentiu a Jack sobre os seus planos para aquela noite. Paralelamente, Tracy Jordan (Tracy Morgan), tenta obter financiamento para o seu projecto cinematográfico sobre Thomas Jefferson, mas, perante a falta de apoio, convence-se de que está a ser perseguido pela Cruzada Negra. Por fim, Floyd DeBarber (Sudeikis), frustrado com a vida na Cidade de Nova Iorque e com a ausência de oportunidades profissionais, decide mudar-se para Cleveland, Ohio.

De forma geral, "Cleveland" é considerado um dos episódios mais engenhosos e memoráveis da primeira temporada de 30 Rock. Foi amplamente elogiado pela sua densidade cómica, ritmo narrativo exemplar e inteligência satírica. Críticos destacaram a forma como o episódio aproveitou cada minuto com humor eficaz, funcionando como uma paródia cultural sofisticada — nomeadamente através da sátira à teoria conspirativa da Cruzada Negra e da representação idealizada de Cleveland como uma utopia tranquila, em contraste com o caos de Nova Iorque. Apesar de alguns críticos o considerarem apenas "bastante bom" em comparação com episódios anteriores, o consenso geral é que "Cleveland" reforçou o estatuto de 30 Rock como uma série sólida, capaz de equilibrar humor absurdo com profundidade emocional, e de introduzir personagens marcantes como Phoebe.

Apesar da recepção crítica positiva, a performance em termos de audiência foi modesta. O episódio foi visto por uma média de 5,16 milhões de telespectadores, registando 2,5 pontos na faixa etária dos 18 aos 49 anos, com uma quota de 7% de share. Na sua faixa horária, ficou em terceiro lugar, atrás de Anatomia de Grey — que liderou com mais de 20 milhões de espectadores — e de uma repetição de CSI: Crime Scene Investigation. No ranking semanal dos programas mais vistos em horário nobre, "Cleveland" posicionou 30 Rock no 71.º lugar entre 97 emissões.

Produção e desenvolvimento

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"Cleveland" foi realizado por Paul Feig.

"Cleveland" é o 20.° episódio da primeira temporada de 30 Rock.[1] As filmagens decorreram a 16 de março de 2007 nos Estúdios Silvercup em Long Island City, Nova Iorque.[2][3][4] O argumento foi escrito por Jack Burditt, co-produtor executivo da temporada, e por Robert Carlock, produtor executivo, sendo este o quarto episódio redigido por ambos.[5][6] No episódio, Jack anuncia que vai casar-se a 18 de Maio, data do aniversário de Tina Fey — criadora, co-showrunner, produtora executiva, argumentista-chefe e estrela de 30 Rock.[7][8]

A realização ficou a cargo de Paul Feig, que, apesar de atravessar uma fase menos bem-sucedida no cinema, já contava com uma carreira sólida na televisão, com trabalhos em The Office, Freaks and Geeks e Arrested Development.[9] Feig trouxe uma abordagem criativa ao episódio, incluindo uma cena em que um cavalo pisca o olho a Liz.[10] O realizador mostrou entusiasmo por trabalhar com Fey, cuja escrita considerava divertida e inteligente. Segundo Feig, o seu estilo habitual privilegia o realismo, mas neste episódio teve liberdade para explorar uma realidade exagerada, o que considerou uma oportunidade estimulante. A experiência foi positiva para ele, embora nem todos os membros do elenco tenham sido fáceis de dirigir. Tracy Morgan e Jack McBrayer foram elogiados pela energia e simpatia, enquanto Alec Baldwin, apesar do seu talento, revelou alguma impaciência com o processo criativo, preferindo fazer poucas tomadas.[11][12][13] Este episódio marcou a estreia do bordão "blerg", que surgiu espontaneamente durante a leitura do guião. Feig incentivou Fey a manter a expressão, considerando-a mais cómica do que alternativas como "blech."[14]

O comediante Jason Sudeikis fez uma participação especial em "Cleveland", a sua sexta em 30 Rock no papel de Floyd DeBarber.[15][16] Sudeikis é um ex-integrante do elenco do programa de televisão humorístico Saturday Night Live (SNL), programa no qual Tina Fey foi argumentista-chefe entre 1999 e 2006, tem muitas conexões com 30 Rock. 30 Rock é muitas vezes visto como um reflexo cómico do SNL, e Liz Lemon como uma versão ficcionada de Fey, encarnando as dificuldades de liderar um programa cómico num ambiente dominado por homens, tal como o seu papel na vida real no SNL. Vários outros ex-alunos do SNL já desempenharam papéis importantes ou fizeram participações especiais em 30 Rock, tais como Fred Armisen, Jimmy Fallon, Siobhan Fallon Hogan, Will Ferrell, Will Forte, Gilbert Gottfried, Bill Hader, Jan Hooks, Julia Louis-Dreyfus, Tim Meadows, Bobby Moynihan, Amy Poehler, Rob Riggle, Horatio Sanz, Molly Shannon, Chris Parnell, e Kristen Wiig.[17][18][19] Tanto Tracy Morgan como Fey já integraram o elenco do SNL, com Fey tendo sido ainda a primeira apresentadora feminina do segmento Weekend Update. Além disso, membros da equipa de 30 Rock já trabalharam no SNL, como: John Lutz, argumentista entre 2003 a 2010; Beth McCarthy-Miller, realizadora entre 1995 e 2006; e Steve Higgins, argumentista e produtor de 1995 a 2009.[20][21] Alec Baldwin, apesar de nunca ter integrado o elenco do SNL, detém o recorde de ser o anfitrião do programa por mais vezes, com dezassete vezes.[22]

O episódio assinalou a estreia de Lester Holt em 30 Rock.

No episódio, Liz acompanha Floyd à sua cidade natal, Cleveland, após este perder uma promoção na General Electric para Alan Garkel, um advogado afro-americano cadeirante.[15][23] Segundo Mike Roe, autor de The 30 Rock Book (2021), a série brinca com a ideia de que Floyd, por ser branco, não teria hipótese contra Garkel, insinuando que a escolha se deve a políticas de ação afirmativa — uma piada controversa que Roe atribui a uma equipa de argumentistas maioritariamente branca.[14] Garkel é interpretado por Eric Dysart, na sua primeira participação televisiva, e voltaria a aparecer no centésimo episódio, na quinta temporada. Mais tarde, é sugerido que Garkel finge a sua condição para obter vantagens profissionais.[7]

A visita a Cleveland é retratada como uma fuga idealizada à dureza de Nova Iorque.[23] A cidade é apresentada com um tom quase mágico, acompanhada por uma canção jazz interpretada por Tina Fey e Jason Sudeikis, composta por Jeff Richmond, diretor musical de 30 Rock. A música, com sonoridade inspirada nos anos 1960, evoca um jingle publicitário e descreve a cidade como maravilhosamente mundana.[24][25] Esta e outras composições instrumentais foram incluídas no álbum oficial da banda sonora de 30 Rock, lançado em 2010 pela Relativity Music Group.[26][27] Contudo, em três momentos do episódio, a música reproduzida não corresponde às legendas automáticas: quando Tracy menciona a Cruzada Negra, as legendas indicam "música ominosa," mas há silêncio; quando Phoebe confronta Liz, é referida a "Theme from Jaws," mas ouve-se o tema habitual da série; e na cena final, quando Liz sai do escritório de Jack, as legendas indicam "Theme from The Godfather," embora se ouça novamente a música de 30 Rock.[7]

A produção utilizou Battery Park City, em Nova Iorque, para simular o ambiente de Cleveland, reforçando o contraste entre as duas cidades. Liz é tratada com gentileza, acaricia um cavalo e é deixada passar à frente numa fila de cachorros-quentes — em oposição à agressividade nova-iorquina, onde alguém chega a cuspir-lhe na boca. Feig idealizou esta cena como uma sátira subtil, explicando que, quando estavam a tentar planear aquela piada, o departamento de adereços lhe apresentou uma série de dispositivos complexos, onde o ator teria uma mangueira junto à boca. Mas o realizador preferiu uma abordagem visual discreta à comédia física explícita.[14] As imagens de Cleveland — incluindo planos do Rock and Roll Hall of Fame e da Public Square — foram fornecidas pela Glazen Creative Studios. Segundo o presidente da empresa, Ron Goldfarb, a equipa de 30 Rock contactou o Convention and Visitors Bureau de Cleveland, que enviou um arquivo de vídeo. A NBC considerou o material tão bom que decidiu não regravar, adaptando a montagem e a canção ao conteúdo existente. Goldfarb comentou: "Chamaram-lhe uma carta de amor a Cleveland. Como habitantes da cidade, já ouvimos isso antes. Mas achei o episódio divertido e fiquei contente por fazer parte dele."[28][29]

Judah Friedlander, intérprete do argumentista Frank Rossitano em 30 Rock, é conhecido pela sua coleção de bonés de camionista decorados com slogans, frases ou palavras variadas. Esta característica não é apenas um adereço visual, mas parte integrante da personalidade de Frank e do humor da série. Segundo Friedlander, é ele próprio quem concebe e cria os bonés, produzindo modelos suficientes para usar um diferente em cada cena, o que equivale a cerca de três por episódio. As mensagens dos bonés refletem frequentemente o sarcasmo de Frank, os seus interesses peculiares ou referências à cultura popular. Alguns exemplos notáveis incluem erros ortográficos, frases nostálgicas e afirmações bizarras que dão uma ideia do carácter de Frank antes mesmo de ele falar. Por vezes, os bonés são incorporados no enredo, acrescentando uma camada extra de comédia.[30][31][32] Em "Cleveland", o boné usado apresenta a inscrição "Alabama Legsweep."[33][34]

Liz Lemon (Tina Fey) e Floyd DeBarber (Jason Sudeikis) visitam um apartamento luxuoso na zona mais exclusiva de Nova Iorque, com uma vista deslumbrante. No entanto, Liz fica chocada ao ver o valor da renda e questiona Floyd sobre a sua capacidade para pagar aquele montante. Ele responde que, se conseguir a tão desejada promoção na General Electric, vai ganhar o tipo de dinheiro que lhe permitiria "safá-lo de assassinar a primeira mulher." O plano de arrendamento, porém, falha quando um magnata árabe aluga o apartamento para o filho guardar as motas. Jack Donaghy (Alec Baldwin) tenta ajudar Floyd na entrevista para a promoção, mas o outro candidato, Alan Garkel, aparece numa cadeira de rodas, e Jack percebe que Floyd não tem hipótese. Floyd perde a promoção e, desiludido com Nova Iorque, começa a ponderar regressar a Cleveland, a sua cidade natal. Após isto, ao tentarem entrar no Metropolitano de Nova Iorque, enquanto polícias armados revistam a mala de Liz, Floyd fala com nostalgia sobre Cleveland. Liz tenta dissuadí-lo disso e observa duas mulheres na rua: uma idosa endurecida pela vida nova-iorquina e outra vibrante, a cantar louvores à cidade — até que esta última é atirada contra um monte de lixo. Liz começa a cantar também, tentando mostrar a Floyd a alegria de viver naquela cidade, mas o momento é interrompido quando um sem-abrigo lhe cospe na boca.[34]

Parte do episódio é ambientada em Cleveland, Ohio.

Mais tarde, Liz visita Jack no seu gabinete e encontra-o com Phoebe (Emily Mortimer), a sua noiva, recém-chegada de Paris. Enquanto Phoebe se dirige à loja da Christie's na qual trabalha para avaliar arte erótica chinesa, Jack pede a Liz que a conheça melhor. Para isso, entrega-lhe o seu cartão de crédito dourado e sugere que leve Phoebe e Jenna Maroney (Jane Krakowski) a almoçar e às compras. Durante o almoço, Liz e Phoebe têm dificuldade em encontrar pontos em comum. Liz, desconfiada das intenções de Phoebe, insiste em saber mais, levando-a a admitir que os seus motivos podem parecer suspeitos. Não obstante, as compras correm bem, mas os comentários de cultura pop de Liz continuam a passar despercebidos. No entanto, Phoebe começa a partilhar preocupações sobre a sua compatibilidade sexual com Jack, revelando que ele adormeceu durante um momento íntimo. Ainda assim, quer fazê-lo feliz e gasta o cartão em lingerie excêntrica.[34]

Entretanto, Tracy Jordan (Tracy Morgan) vê o seu pedido de empréstimo para financiar um filme biográfico sobre Thomas Jefferson ser recusado pelo banco, devido às numerosas cenas de sexo em claymation. Mas Tracy não se deixa abater: o filme é apenas uma parte do seu "Regresso de Tracy Jordan," que inclui uma digressão de comédia e um álbum de versões de canções de Michael McDonald. Liz mostra-se cética, mas Tracy garante que está a trabalhar arduamente. Todavia, no estúdio do TGS, Frank ROssitano (Judah Friedlander) mostra-lhe um recorte onde Bill Cosby o critica, chamando-o uma vergonha para os afro-americanos. Além disso, Kenneth Parcell (Jack McBrayer) informa-o que a Universidade Temple cancelou o espetáculo de stand-up de Tracy e que McDonald estava a bloquear os direitos das músicas. É aí que Tracy nota um padrão e pressupõe que a Cruzada Negra está a tentar destruí-lo.[34]

No gabinete de Jack, este exibe a Liz os tacos de golfe de Gerald Ford, presente de Phoebe. Liz menciona a lingerie extravagante comprada por Phoebe, desejando-lhe "boa sorte com isso esta noite." Mas Jack confessa que não vai além da Rua 72 há uma década e que faltará ao discurso de Phoebe nas Universidade Columbia. Ao sair, Jonathan (Maulik Pancholy), o assistente de Jack, revela a Liz que Phoebe tem, na verdadem planos no centro da cidade e que provavelmente mentiu sobre Columbia. Liz segue-a até um restaurante e encontra-a a jantar de mãos dadas com um homem mais velho. Phoebe reconhece o toque do telemóvel de Liz e percebe que está a ser vigiada. Porém, antes que Liz possa contar a Jack, ele desvia a atenção para Tracy, que incendiou um cartaz de Al Roker e trancou-se no camarim, convencido de que a Cruzada Negra o quere eliminar como fez com Coolio. Floyd aparece para levar Liz a Cleveland no fim de semana — coincidentemente, o mesmo destino escolhido por Tracy para se esconder. Durante o jantar em Cleveland, Floyd revela que recebeu uma proposta de trabalho num escritório de advogados prestigiado e convida Liz a mudar-se com ele. De regresso a Nova Iorque, Liz está entusiasmada com a ideia de se mudar a Cleveland até descobrir que Tracy desapareceu. Confessa a Jack que pondera mudar-se para lá, mas ele recorda-lhe que da última vez que se deixou levar pela euforia das férias, acabou com uma propriedade partilhada em Port Arthur, Texas.[34]

Nos bastidores do TGS, Liz confronta Phoebe, que admite que, naquela noite, estava a tentar terminar um antigo caso amoroso com discrição. Mas Liz não se convence com isso e confronta-a. Enfurecida, Phoebe abandona o sotaque britânico, revelando a sua farsa a Liz. Mais tarde, Tracy liga a Liz de Cleveland, sem revelar a localização exata, e anuncia que vai abandonar a fama para começar uma nova vida. Ao saber que é por causa da Cruzada Negra, Jack percebe a gravidade da situação e parte para resolver o problema. Mais adiante, Liz visita Floyd no seu gabinete e diz-lhe que não se pode mudar para Cleveland. Percebe que a sua vida está em Nova Iorque e que conhece Floyd há apenas um mês. Ele concorda que foi uma ideia precipitada, mas deixa claro que irá sem ela.[34]

No final do episódio, Liz volta ao gabinete de Jack para informar sobre a sua descoberta. Quando ele lhe pergunta o que pensa de Phoebe, Liz começa por elogiá-la, mas acaba por enumerar todos os seus defeitos. É aí que Jack revela que Phoebe acredita que Liz está apaixonada por ele. Liz, irritada, confessa que sabe que Jack adormeceu em cima de Phoebe em Paris. Nesse momento, Phoebe entra e Jack, zangado, pede a Liz que se vá embora.[34]

Referências culturais

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As referências desportivas são um elemento recorrente em 30 Rock, utilizadas tanto como recurso humorístico como ferramenta de caracterização. Jack emprega frequentemente metáforas desportivas para expressar estratégias empresariais, enquanto Tracy protagoniza situações absurdas relacionadas com o desporto, como quando se autoproclama o "Brian Dennehy negro." A série também satiriza o universo da imprensa desportiva, colocando Liz, pouco versada em desporto, em situações de desconforto e estranheza. Num momento emblemático, em "Stride of Pride", um debate sobre se as mulheres são engraçadas é parodiado como se fosse uma competição desportiva, expondo o absurdo de aplicar métricas de vitória a algo subjetivo como o humor. Em "Cleveland", Tracy questiona-se sobre o que terá feito para envergonhar a população negra, recordando um momento em que roubava uma televisão com Dot Com. Quando este lhe pergunta por que o estão a fazer, Tracy responde: "Porque os Jets perderam!"[35] O New York Jets é uma equipa profissional de futebol americano sediado na Região Metropolitana de Nova Iorque.[36]

A trama de Tracy em "Cleveland" parodia uma teoria da conspiração em torno de Dave Chappelle.

Logo no início do episódio, Liz exclama "By the hammer of Thor" ao ver o preço de arrendamento de um apartamento. Mais tarde, Floyd, frustrado por não ter sido promovido, queixa-se da corrida dos ratos — que, literalmente, se revela uma corrida de ratos organizada pelos vizinhos no corredor do prédio, com direito a apostas.[4][37][38] No restaurante, Liz tenta explicar o enredo de Caddyshack (1980) a Phoebe e Jenna, que compara o cenário à série O Sexo e a Cidade, dizendo que é Samantha Jones, Phoebe é Charlotte York e Liz é "a senhora que fica em casa a ver o seriado."[39] O toque de telemóvel de Liz é Cavalgada das Valquírias, o que leva Phoebe a perguntar se ela é fã do compositor Richard Wagner. Liz responde que, na verdade, é fã de Elmer Fudd. Segue-se uma cena em que Liz e Jenna cantam "Kill the Wabbit", paródia de Der Ring des Nibelungen de Wagner no desenho animado What's Opera, Doc? (1957).[40][38] Jack revela que ele e Phoebe ficaram num pequeno alojamento no 7.º arrondissement de Paris — bairro chique onde se encontram a Torre Eiffel e o Musée d'Orsay. Tracy, por sua vez, revela planos para gravar um álbum de versões de Michael McDonald, enquanto Kenneth imita o cantor interpretando "What a Fool Believes" (1978), escrita por Kenny Loggins e McDonald.[40][37][38] Phoebe diz a Liz que é a Yoko de Jack, fazendo uma analogia com John Lennon, que, segundo ela, só percebeu que era melhor do que os restantes Beatles depois de conhecer Yoko Ono.[14][23]

Uma das tramas de "Cleveland" envolve a paranoia de Tracy, que entra em fuga para a Pensilvânia com o objetivo de escapar à Cruzada Negra.[23] Este grupo é descrito por ele como uma cabala secreta de afro-americanos poderosos e influentes — composta por Bill Cosby, Oprah Winfrey, Jesse Jackson, Colin Powell, e Gordon da Rua Sésamo — que alegadamente se reúne no crânio da Estátua da Liberdade. Tracy explica a Liz que a Cruzada visa arruinar qualquer figura pública negra que, na sua opinião, denigra a comunidade, citando como provas o facto de terem afundado o filme Get Rich or Die Tryin' (2005) de 50 Cent, lesionado o tornozelo de Terrell Owens e cancelado o Óscar de Eddie Murphy por ter abandonado Mel B. A sua paranoia culmina com a leitura de um anagrama na capa da Oprah Magazine que, segundo ele, significa "outlaw sour Tray." Toda esta narrativa constitui uma paródia direta à teoria da conspiração real que se popularizou na internet após a abrupta saída do comediante afro-americano Dave Chappelle do seu programa na Comedy Central em 2004.[41] Na vida real, a especulação sugeria que figuras negras influentes teriam coagido Chappelle a sair por considerarem que a sua comédia promovia estereótipos sobre afro-americanos. 30 Rock absorveu esta teoria sensacionalista, que Chappelle desmentiu citando stress e conflito moral, elevando-a a um patamar de completo absurdo.[42][43] O episódio inclui ainda uma quebra da quarta parede quando o jornalista Lester Holt surge numa reportagem no programa Today e, através do ecrã, transmite uma mensagem subliminar a Tracy sobre a perseguição, um aceno claro a uma cena de paranoia do filme The Game (1997), realizado por David Fincher.[40][44]

O episódio faz uma exploração extensa e irónica da cidade de Cleveland, que funciona como um contraste idealizado e idílico face ao stress de Nova Iorque.[23] Floyd, desiludido após perder a promoção na GE, pondera regressar a Cleveland, mencionando diversos locais e instituições reais: os subúrbios de Lakewood e Shaker Heights, o parque Big Creek Parkway, a escola católica Dom João Bosco, a equipa de basebol Cleveland Guardians e o estádio Jacobs Field. Jack, ao comentar sobre o desejo de Liz de visitar a cidade, ironiza que "todos gostaríamos de fugir para a Cleve e andar nos club-hops do The Flats e almoçar com Little Richard, mas resistimos a esses impulsos porque temos responsabilidades."[45] The Flats é uma área de vida noturna à beira-rio em Cleveland.[46][47] O contraste atinge o seu auge na canção "Cleveland", interpretada por Liz e Floyd.[48] A melodia, que parodia o pop ligeiro de Burt Bacharach, idealiza a cidade, citando até instituições de Cleveland já extintas, como a loja de departamentos Higbee's, que faliu 15 anos antes do episódio ir para o ar. A canção também menciona Chef Boyardee, cuja empresa foi fundada em Cleveland, embora o próprio Ettore Boiardi tenha nascido na Itália e só se tenha mudado para a cidade em 1926.[49] Outro detalhe é o cartão de visita entregue a Liz pelo director da WKYC-TV, estação que pertenceu à NBC entre 1948 e 1991.[39][38] Ironicamente, a cidade, apelidada de "The Cleve" por Jack, é retratada como um refúgio onde mulheres consideradas medianas para os padrões de Hollywood, como Liz, são abordadas com propostas para serem modelos, simbolizando um mundo mais modesto e menos exigente.[50][51][52][53][54]

A cena final do episódio, em que Jack fecha a porta na cara de Liz, é uma recriação da cena final de O Padrinho (1972), quando Michael é saudado como Don Corleone e a porta se fecha sobre Kay. Paul Feig trouxe o vídeo original para o estúdio de 30 Rock para garantir fidelidade à recriação, embora Alec Baldwin tenha demonstrado pouca paciência para os detalhes técnicos.[14][23]

Transmissão e repercussão

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Audiência

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Nos Estados Unidos, "Cleveland" foi originalmente transmitido na noite de 19 de Abril de 2007 pela NBC, como o 20.º episódio da primeira temporada de 30 Rock.[1] Segundo os dados divulgados pela empresa de medição de audiências Nielsen Media Research, a transmissão original de "Cleveland" foi acompanhada por uma média de 5,16 milhões de domicílios. No segmento demográfico mais valorizado pela indústria televisiva — adultos entre os 18 e os 49 anos — o episódio registou 2,5 pontos de audiência e obteve 7% de share. Isto significa que 2,5% de todos os indivíduos dessa faixa etária nos Estados Unidos assistiram ao episódio, e que 7% dos que tinham a televisão ligada naquele momento estavam sintonizados em 30 Rock.[55][56] Naquela noite, em comparação com os restantes programas transmitidos em simultâneo pelas três grandes emissoras norte-americanas, 30 Rock foi a terceira transmissão mais vista na sua faixa horária. A liderança pertenceu a Anatomia de Grey, da ABC, que dominou com mais de 20 milhões de espectadores e uma classificação de 8,5 e 22 de share, apesar de ter registado uma ligeira descida face à média da temporada anterior, enquanto a vice-liderança pertenceu a uma repetição de CSI: Crime Scene Investigation, da CBS.[57] Na classificação semanal das transmissões em horário nobre, "Cleveland" posicionou 30 Rock no 71.º lugar entre os 97 programas mais vistos da televisão norte-americana.[58]

Análises da crítica

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Críticas profissionais
Avaliações da crítica
Fonte Avaliação
A.V. Club A-[38]
IGN 9,7/10[59]
TV Squad 6,0/7[39]
Emily Mortimer foi aclamada pelo seu desempenho.

Robert Canning, analista de televisão do portal britânico IGN, considerou "Cleveland" o episódio mais hilariante e engenhoso da temporada de 30 Rock, elogiando a forma como cada minuto foi aproveitado, combinando humor inteligente com um ritmo narrativo exemplar. Ele enalteceu a centralidade de Liz na acção e os momentos cómicos proporcionados pela sua visita a Cleveland. Para Canning, o episódio não só manteve com mestria o desenvolvimento das tramas principais, como também assinalou de forma brilhante o fim do romance entre Liz e Floyd. Em 2010, ao rever o episódio "Floyd", o crítico reforçou a sua opinião, defendendo que "Cleveland" continuava a ser um dos melhores episódios alguma vez produzidos pela série.[59] De forma semelhante, Matt Webb Mitovich, da revista TV Guide, sublinhou que "Cleveland" confirma o estatuto de 30 Rock como uma série sólida e merecedora de atenção. Ele vangloriou o envolvimento emocional crescente com as personagens excêntricas e neuroticamente cómicas, bem como o cuidado técnico da produção, nomeadamente a música, que considerou excelente e bem integrada no tom humorístico da narrativa. Mitovich apreciou ainda o tom fantasioso da montagem musical sobre Cleveland e a prestação de Emily Mortimer, que, segundo ele, se divertiu com o papel excêntrico de Phoebe. Ademais, a subtrama de Tracy foi vista como uma sátira ousada e divertida.[40]

Joe Reid, do portal Decider, argumentou que 30 Rock se destacou por retratar com precisão os prazeres e horrores, e os prazeres horríveis, de viver em Nova Iorque. Segundo o crítico, "Cleveland" encapsula na perfeição o desejo de escapar à cidade, ao apresentar a utopia que Liz imagina ao seguir Floyd para o Midwest. Reid considera o episódio uma joia rara da série, especialmente por integrar Phoebe, uma das personagens mais memoráveis.[60] O especialista em televisão Alan Sepinwall selecionou os seus momentos mais cómicos através de uma lista de cenas e frases memoráveis, centrando-se nas personagens excêntricas, como Tracy e Jenna, bem como nos detalhes caricatos que tornraam o episódio especial — desde referências à mitologia nórdica até à conspiração da Cruzada Negra. Sepinwall revelou ainda que o prazer que retira de 30 Rock reside precisamente na sua capacidade de surpreender e divertir com criatividade constante.[61]

Num tom mais moderado, Erik Adams, do jornal de entretenimento A.V. Club, interpretou Cleveland como uma expressão do desejo das personagens por uma vida mais simples e gratificante, em contraste com o caos de Nova Iorque. No entanto, observou que essa utopia se revela ilusória, e Liz acaba por perceber que o seu lugar é no meio da confusão criativa e emocional do TGS. Adams destacou ainda a densidade narrativa do episódio, o seu tom de encerramento de ciclos e o uso inteligente da sátira, especialmente através da conspiração da Cruzada Negra, que considerou um comentário metatextual sobre estereótipos raciais. Para o crítico, "Cleveland" seduz o espectador com humor, ritmo e profundidade emocional.[38]

Por outro lado, na sua dissertação para a coluna TV Squad, a jornalista Anna Johns expressou que, embora tenha sido "bastante bom", o episódio não atingiu o nível de humor de episódios anteriores como "Fireworks". Ela lamentou a queda abrupta na sorte de Liz, que enfrenta múltiplos dilemas pessoais e profissionais, e considerou que o humor da série funciona tanto quando Liz é vista como uma perdedora como quando está em ascensão. A autora sublinhou ainda que os momentos mais cómicos do episódio surgem da caricatura de Cleveland como um destino paradisíaco, bem como das situações absurdas envolvendo Tracy, embora note a ausência de personagens normalmente mais cómicas como Kenneth.[39]

Em 2020, apreciadores de 30 Rock fizeram analogias entre a trama do episódio com um incidente com Hilaria Baldwin (esquerda), esposa de Alec Baldwin (direita).

"Cleveland" adquiriu uma nova camada de relevância cultural anos após a sua estreia. Na narrativa da série, Phoebe é retratada como uma britânica sofisticada e delicada, com "ossos ocos" e um sotaque aristocrático. Contudo, acaba por ser desmascarada por Liz, revelando que a sua identidade foi construída de forma deliberada para benefício próprio. Anos mais tarde, Alec Baldwin, intérprete de Jack, viu-se envolvido num escândalo mediático quando a sua esposa, Hilaria Baldwin, foi acusada de ter fabricado uma identidade espanhola. Apesar de ter nascido e crescido nos Estados Unidos — com ascendência inglesa, franco-canadiana, alemã, irlandesa e eslovaca — Hilaria apresentava-se publicamente como espanhola, adotando um sotaque e referindo-se à cultura espanhola como parte integrante da sua vida. A controvérsia gerou intensos debates sobre apropriação cultural, construção da imagem pública e os limites entre a persona e a realidade. A semelhança entre as histórias de Phoebe e Hilaria tornou-se um ponto de reflexão entre fãs e críticos, que passaram a revisitar "Cleveland" com uma nova perspectiva.[62][63][64]

Reconhecimento

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Ao longo dos anos, "Cleveland" consolidou-se como um dos episódios mais reconhecidos e debatidos de 30 Rock, recebendo atenção contínua por parte de críticos e publicações especializadas. [37][65] O portal universitário Penn State CommRadio atribuiu-lhe a 71.ª posição no seu ranking, escrevendo: "Nunca pensei precisar de uma canção sobre Cleveland na minha vida, mas não podia estar mais contente com isso. Não sou fã da namorada do Jack, o que fez com que este episódio não atingisse o topo da lista."[66] O blogue Film School Rejects posicionou o episódio em 44.º lugar, com o comentador Jacob Trusell salientando o contraste entre a utopia fictícia de Cleveland — onde se pode acariciar cavalos, almoçar com Little Richard e onde todos a leste dos Allegheny são supermodelos — e a realidade das responsabilidades que impedem Liz de fugir com Floyd. O autor também exaltou a trama envolvendo Tracy e a Cruzada Negra.[67] Chris Morgan, da revista Paste, classificou o episódio como o 50.º melhor da série, considerando que funciona melhor como preparação para o final da primeira temporada do que como episódio isolado. Destacou ainda as aventuras de Liz e Floyd em Cleveland como particularmente divertidas, embora tenha sentido que a subtrama da Cruzada Negra não tenha envelhecido tão bem, "por razões óbvias."[68]

Segundo o portal ScreenRant, "Cleveland" empatou com "The Baby Show" e "The Rural Juror" como o oitavo episódio favorito da primeira temporada, com base nas avaliações dos fãs na IMDb, onde mantém uma pontuação média de 8,0 em 10. A autora Drew Gillis sublinha que este episódio marca uma das primeiras vezes em que Liz é forçada a escolher entre a carreira e a vida amorosa — uma batalha que, ao longo da série, a vida amorosa tende a perder.[69] O periódico That’s Entertainment! posicionou "Cleveland" como o 9.º melhor episódio da temporada, elogiando a forma como a série equilibra os elementos narrativos com uma imaginação ao estilo do SNL, incluindo um número musical. Enalteceu também o desenvolvimento da relação entre Liz e Jack, reforçada pelo conflito emocional com Phoebe.[70]

A página Decider celebrou o 9.° aniversário da transmissão do episódio, refletindo sobre ele como parte de uma fase de experimentação típica das séries em início de carreira, sugerindo que revisitar a primeira temporada permite observar elementos ainda não consolidados na identidade da série.[60] O episódio recebeu ainda uma menção honrosa na lista dos 10 melhores episódio mais engraçados da televisão moderna, elaborada pela plataforma WatchMojo em 2019.[71][72] O IndieWire também exaltou "Cleveland", considerando-o um dos episódio essenciais de 30 Rock, referindo que a relação complexa da série com Nova Iorque é particularmente evidenciada neste episódio, à medida que Liz pondera se a vida fora da Grande Maçã poderia ser mais satisfatória. O episódio é igualmente valorizado pela presença de Floyd, considerado um dos melhores pares românticos de Liz.[73]

A canção "Cleveland" foi incluída na lista dos 10 melhores temas musicais originais da série, publicada pelo ScreenRant.[24]

Referências

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Ligações externas

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