Clodomiro Amazonas

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Clodomiro Amazonas
Nascimento 14 de março de 1883
Morte 22 de setembro de 1953
Cidadania Brasil
Ocupação pintor

Clodomiro Amazonas Monteiro (Taubaté, 14 de março de 1883São Paulo, 22 de setembro de 1953) foi um pintor, desenhista, ilustrador e restaurador brasileiro.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Fez sua estreia na pintura com 16 anos, restaurando telas e afrescos do convento Santa Clara de Taubaté. Com a intenção de promover atividades culturais na cidade, ele funda 1905 a Associação Artística e Literária.[1] Casou-se muito cedo, aos 21 anos, e para sustentar a família mudou-se para São Paulo onde poderia ter maiores oportunidades de emprego. Isto se deu em 1906. Obteve colocação em um banco e, logo em seguida, numa repartição pública. Clodomiro também foi ilustrador em publicações como a Revista da Semana.[1]

Em agosto de 1912 organiza sua primeira exposição no Salão Radium, em São Paulo. Apresentou 35 quadros, na sua maioria paisagens.

Ambicionando uma bolsa para estudar na Europa através do Pensionato Artístico do Estado de São Paulo, em 1914 tomou aulas de pintura com Augusto Luís de Freitas e, em seguida, com Carlo de Servi. Apesar desse esforço em aprimorar-se, não lhe foi concedida a cobiçada bolsa visto que a Europa já se encontrava em guerra.

Seguiram-se, a partir de 1918 uma série de exposições que o tornaram paulatinamente um pintor conhecido e admirado. A partir de 1924, Clodomiro se dedica somente à pintura. O pintor mantinha contanto com artistas, intelectuais e escritores como Monteiro Lobato, Georgina de Albuquerque e Pedro Alexandrino[1] e foi um dos idealizadores do Salão Paulista de Belas Artes.

Sua obra é basicamente paisagística, temática na qual se mostrou exímio. Bastante valorizados e procurados por colecionadores, os trabalhos de Clodomiro Amazonas são comparados em qualidade e beleza aos de Baptista da Costa, artista com quem entra em contato ao se mudar para São Paulo. [1]

Colinas, matas fechadas, riachos e árvores coloridas do interior de São Paulo são alguns dos elementos presentes em sua tela, como em Caminho com Jacarandá Paulista (1935). Isolado das novas propostas do movimento modernista, o artista se mantém alinhado com a pintura tradicional, fazendo uso de óleo, aquarela, pastel e carvão.[1]

Exposições individuais[2][editar | editar código-fonte]

  • 1912: Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo, São Paulo, SP
  • 1918: Juiz de Fora, MG
  • 1918: São Paulo, SP
  • 1919: Taubaté, SP
  • 1921: Casa Brotero, São Paulo, SP
  • 1922: Rio de Janeiro, RJ
  • 1923: São Paulo, SP
  • 1924: São Paulo, SP
  • 1924: São Paulo, SP: Rua XV de Novembro
  • 1925: Fortaleza, CE
  • 1926: Rio de Janeiro, RJ
  • 1926: São Paulo, SP: Rua da Quitanda
  • 1928: Galeria Blanchon, São Paulo, SP
  • 1929: São Paulo, SP
  • 1931: Casa Assunpção, São Paulo, SP
  • 1933: São Paulo, SP
  • 1934: São Paulo, SP
  • 1944: São Paulo, SP
  • 1946: Galeria Benedetti, São Paulo, SP
  • 1948: São Paulo, SP
  • 1949: Galeria Itá, São Paulo, SP
  • 1951: Galeria Itá, São Paulo, SP
  • 1953: Galeria Rio Branco, São Paulo, SP
  • 1955: Galeria Sete de Abril, São Paulo, SP

Exposições Coletivas[2][editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c d e Cultural, Instituto Itaú. «Clodomiro Amazonas | Enciclopédia Itaú Cultural». Enciclopédia Itaú Cultural 
  2. a b Cultural, Instituto Itaú. «Clodomiro Amazonas | Enciclopédia Itaú Cultural». Enciclopédia Itaú Cultural 

Ver também[editar | editar código-fonte]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • BRAGA, Teodoro. Artistas pintores no Brasil. São Paulo: São Paulo Edit., 1942.
  • RUBENS, Carlos. Pequena história das artes plásticas no Brasil. Rio de Janeiro: Cia. Editora Nacional, 1941.
  • TARASANTCHI, Ruth Sprung. Pintores paisagistas. São Paulo 1890 a 1920. São Paulo: EDUSP/Imprensa Oficial, 2002.