Club Atlético Huracán

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Huracán
CAHuracan.png
Nome Club Atlético Huracán
Principal rival San Lorenzo
Fundação 1 de novembro de 1908 (112 anos)
Estádio Tómas Adolfo Ducó
Capacidade 48 314
Localização Buenos Aires, Argentina
Presidente Argentina Alejandro Nadur
Treinador Argentina Israel Damonte
Patrocinador Argentina Banco Ciudad
Material (d)esportivo Argentina TBS
Competição Campeonato Argentino de Futebol
Copa Sul-Americana
Website [1]
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
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Uniforme
titular
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Uniforme
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Uniforme
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O Club Atlético Huracán é uma instituição esportiva do bairro Parque Patricios, da cidade de Buenos Aires, Argentina, cuja principal atividade é o futebol. No clube também se praticam vôlei, hockey sobre patins, patins, taekwondo, hockey, ginástica, basquete, handebol, futsal, boxe, tango, tao yin, teatro, entre outros.

História[editar | editar código-fonte]

O Huracán foi fundado no dia 1 de novembro de 1908, no bairro portenho de Nueva Pompeya. Seu apelido é “El Globo” (o balão), ou o diminutivo “El Globito”, pois um dos fundadores do clube foi o aviador e engenheiro argentino, Jorge Newbery, famoso por ter dirigido um balão chamado El Huracán. Os torcedores do Huracán são chamados de “Quemeros”. Sua camiseta é branca, com símbolo e detalhes em vermelho.

O Huracán foi campeão da Primeira Divisão 5 vezes: 1921, 1922, 1925, 1928 e 1973, além de ter vencido 7 copas nacionais oficiais.

Em 2009, o Huracán esteve muito perto se tornar campeão nacional novamente depois de muitos anos, mas acabou perdendo o título na última rodada, ao ser derrotado pelo Vélez Sarsfield por 1 a 0 no Estádio José Amalfitani, em Buenos Aires, em um jogo recheado de polêmicas e justamente o Vélez acabou ficando com o título, pois por coincidência as duas equipes se enfrentaram na última na rodada disputando o título por pontos corridos.

"El Globo" disputou 73 vezes a Primera División Argentina, e 13 vezes a Primera B Nacional (equivalente a segunda divisão). Na temporada 2010/2011, após fracos resultados, o Huracán foi rebaixado para a Primera B Nacional. Somente em 2014, o clube conseguiu retornar a Primeira Divisão.

O Huracán também é um dos clubes que reivindica o título de “sexto grande” do futebol argentino, e foi o primeiro a sê-lo considerado formalmente ao conseguir o voto proporcional nas decisões da AFA em 1946.

Campeão da Supercopa Argentina[editar | editar código-fonte]

Fachada externa do Estádio Tomás Adolfo Ducó.

Depois de mais de 40 anos sem títulos importantes, em 2014, o Huracán voltou a comemorar um título nacional, quando se tornou campeão da Copa Argentina, batendo na final a equipe do Rosario Central, em uma emocionante disputa de pênaltis, pois a final em jogo único havia sido encerrada em 0 a 0. Sendo assim o Huracán conquistou uma vaga para a Pré-Libertadores 2015, enfrentando a equipe do Alianza Lima.

Em 2015, o Huracán chegaria ao título da Supercopa argentina ao vencer o River Plate por 1 a 0, que era o campeão do Torneio Final de 2014, o jogo foi disputado na Província de San Juan, na cidade do mesmo nome, em partida única.

Retorno à Primera Divisón Argentina[editar | editar código-fonte]

No mesmo período, o Huracán confirmou o bom momento, obtendo outro grande êxito, a promoção para a Primeira Divisão do Campeonato Argentino de Futebol, depois de um período de 3 temporadas na Primera B Nacional, a equipe conseguiu retornar para a elite do futebol argentino.

Finalista da Copa Sul-Americana 2015[editar | editar código-fonte]

Em 2015, o Huracán conseguiu chegar na decisão da Copa Sul-Americana, eliminando o Sport Recife nas oitavas de finais, o Defensor Sporting, do Uruguai, nas quartas de finais e na semifinal, eliminou o poderoso River Plate, campeão da Copa Libertadores da América de 2015 e então campeão da Copa Sul-Americana de 2014, vencendo a partida de ida por 1 a 0 em pleno Estádio Monumental de Nuñez e empatando o jogo da volta por 2 a 2, no Estádio Tomás Adolfo Ducó.

Na final da competição, a equipe enfrentou o Independiente Santa Fé, da Colômbia e após dois empates sem gols, o jogo de volta disputado no Estádio El Campín, em Bogotá, foi para a prorrogação onde manteve-se o empate por 0 a 0 e a disputa foi para as penalidades máximas, quando o clube colombiano acabou ficando com o título.

Acidente com ônibus[editar | editar código-fonte]

No dia 10 de março de 2016, o ônibus que transportava a delegação do Huracán depois do jogo pela fase prévia da Copa Libertadores 2016 contra a equipe do Caracas Fútbol Club, acabou tombando rumo ao aeroporto de Caracas, na Venezuela. Segundo a imprensa local, o veículo teria perdido os freios em uma subida e acabou caindo para lado quando o motorista procurou a pista de emergência.

Libertadores da América[editar | editar código-fonte]

O Huracán disputou a Copa Libertadores da América em três ocasiões: 1974, quando chegou as semifinais e aplicou goleadas como 5 a 1 no clube chileno Unión Española e 4 a 0 no também argentino Rosario Central; 2015, quando parou na Primeira Fase, e em 2016, nas oitavas de final, quando parou no Atlético Nacional.[1]

Rivalidades[editar | editar código-fonte]

Seu rival histórico é o San Lorenzo de Almagro, com quem protagoniza o chamado Clásico del Barrio, sendo este um dos clássicos de maior rivalidade do país, principalmente por causa da proximidade geográfica das instituições, o que as faz representativas dos bairros do sul de Buenos Aires, dando ao clássico um toque de “portenhidade”. O Huracán também rivaliza com River Plate, Racing Club, Boca Juniors, Independiente, Vélez Sarsfield e Argentinos Juniors.

Torcida[editar | editar código-fonte]

Em português Huracán significa furacão. Seu apelido é "El Globo" e seus torcedores são chamados de "Quemeros".

A famosa torcida La Banda de la quema.

Este apelido originalmente tinha uma forte carga pejorativa[2], e faz referência a um fato que ocorria na cidade de Buenos Aires no final do Século XIX e começo do Século XX: em terrenos próximos ao estádio do Huracán eram depositados os resíduos sólidos (lixo) da cidade, e depois eram incinerados. Por este motivo, o local era conhecido como "La Quema", e diziam-se "quemeros" aqueles que revolviam o lixo em busca de elementos de valor comercial. À época, em Buenos Aires, quemero era sinônimo de catador de lixo.[3]
Além disso, nos primeiros tempos do campo de futebol do Huracán, a fumaça gerada pela queima de lixo nas cercanias do estádio, dificultava a visão dos espectadores em algumas partidas.[4]

Sua torcida é fiel e fanática, muito numerosa na Cidade de Buenos Aires e arredores, mas quase inexistente no interior do país.

A barra brava do Huracán é a La Banda de la Quema, umas das barras mais tradicionais da Argentina e fiel ao teu bairro, Parque Patricios.

Estádio[editar | editar código-fonte]

O estádio do Huracán é o Tomás Adolfo Ducó, conhecido como "El Palácio", com capacidade para 49 314 espectadores e que leva o nome do maior presidente da história do clube portenho.

Títulos[editar | editar código-fonte]

Nacionais
Competição Títulos Temporadas
Trofeo-mini-copa-alumni.png Campeonato Argentino 5 4 (1921, 1922, 1925, 1928) Era Amadora
1 (1973) Nacional
Copa Argentina 7 (1920) Copa Estímulo, (1922 e 1925) Copa Dr. Carlos Ibarguren, (1942 e 1943) Copa Escobar, (1944) Copa de Competência Britânica e 2013-14
Supercopa Argentina 1 2014
Trofeo-mini-copa-alumni.png Campeonato Argentino B 3 1913, 1989-90, 1999-00

Campanha de Destaque[editar | editar código-fonte]

Elenco[editar | editar código-fonte]

Legenda
  • Capitão: Capitão
  • Lesionado: Jogador lesionado/contundido
  • Suspenso: Jogador suspenso
  • +: Jogador sem condições (físicas ou jurídicas) de atuar


Goleiros
N.º Jogador
1 Argentina Facundo Cambeses
12 Argentina Joaquín Mendive
22 Argentina Rafael Ferrario
Defensores
N.º Jogador Pos.
2 Argentina Renato Civelli Z
6 Paraguai Saúl Salcedo Z
13 Argentina Walter Pérez Z
23 Argentina Lucas Merolla Z
25 Argentina César Ibáñez Z
' Argentina David Abraham Z
4 Argentina Raúl Lozano LD
13 Argentina Ezequiel Bonifacio LD
3 Argentina Leandro Grimi Capitão LE
40 Argentina Agustín Casco LE
Meio-campistas
N.º Jogador Pos.
5 Argentina Santiago Hezze V
8 Argentina Adrián Arregui V
15 Argentina Federico Marín V
30 Argentina Diego Mercado V
' Argentina Esteban Rolón V
11 Argentina Franco Cristaldo M
12 Argentina Sebastián Ramírez M
14 Argentina Ezequiel Navarro M
18 Argentina Patricio Toranzo M
42 Argentina Pablo Oro M
Atacantes
N.º Jogador
7 Argentina Juan Garro
9 Argentina Andrés Chávez
10 Argentina Norberto Briasco
16 Argentina Braian Maidana
19 Argentina Nicolás Cordero
24 Argentina Fernando Coniglio
29 Argentina Diego Mendoza
39 Argentina Rodrigo Cabral
43 Argentina Agustín Curruhinca
Comissão técnica
Nome Pos.
Argentina Israel Damonte T

Referências

  1. Revista PLACAR Super Guia Libertadores 2016, página 88.
  2. «Nuestra Comuna: "los Quemeros"». La Región (em espanhol). 26 de fevereiro de 2014. Consultado em 27 de junho de 2017 
  3. Federico Argento. «Entre "canallas" y "triperos": historia de los apodos en el fútbol argentino». Buena Vibra (em espanhol). Consultado em 27 de junho de 2017 
  4. Pedro Uzquiza. «Historia de los apodos de los clubes de fútbol». Agencia El Vigia (em espanhol). Consultado em 27 de junho de 2017 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Bandeira de ArgentinaSoccer icon Este artigo sobre clubes de futebol argentinos é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.