Club Deportivo Filanbanco

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Filanbanco
Nome Club Deportivo Filanbanco
Alcunhas El Equipo Bancario, El Equipo Banquero, El Equipo Naranja
Fundação 29 de janeiro de 1979
Estádio Estadio Alberto Spencer,
Capacidade 50.000
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Uniforme
titular
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Uniforme
alternativo
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O Club Deportivo Filanbanco foi um clube de futebol equatoriano, da cidade de Guayaquil. Fundado em 29 de janeiro de 1979, pelo presidente da instituição bancária de mesmo nome, Nahim Isaías Barquet. Logo após mais de uma década de fundação o clube foi extinto, cedendo o lugar para o Valdez SC, em 1991.

Teve um clube filial que se chamou Filancard Fútbol Club.

A filosofia institucional era "El banco que sabe crecer" (O banco que sabe crescer) e no esporte, basicamente no futebol, muitos achavam que com o passar dos anos o clube conquistaria muitos títulos, devido ao poderoso respaldo financeiro que possuía. Afinal de contas, o banco possuía meios próprios como canais de televisão, emissoras de rádio e jornal.

O Filanbanco contava com uma verdadeira infraestrutura desportiva como o Complejo de Los Samanes e a sua sede social localizava-se no bairro Astillero.

Sua melhor temporada foi a de 1987, quando sagrou-se vice-campeão da Primera Categoría (Primeira Divisão) do Campeonato Equatoriano de Futebol, o que lhe valeu um lugar na Copa Libertadores 1988.

Apogeu[editar | editar código-fonte]

Em 1983 o clube conquistaria a Segunda Categoría (Segunda Divisão) do Campeonato Equatoriano de Futebol, batendo a quem cruzasse pela frente. Era presidido pelo Gerente Geral do banco, Miguel Baduy Auad e o Diretor de Futebol era Pedro Isaías. O treinador era o equatoriano Eduardo Macías.

A equipe contava com jogadores recrutados em outros clubes como Marcelo Hurtado e Ubaldo "La Uva" Quinteros do Emelec, Gonzalo Cárdenas do Nueve de Octubre, dentre outros.

Para a estréia na Primeira Divisão, em 1984, a diretoria reestrutura a equipe, contratando os zagueiros Freddy Bravo e Orly Klinger da Liga de Portoviejo, o veterano goleiro Carlos "Bacán" Delgado do El Nacional, o ponteiro Guillermo Jauch do Nueve de Octubre, além de Santos González do Everest. Todavia, fracassa na contratação do goleador equatoriano Ermen Benítez do El Nacional, tida como certa. O clube também investiria na contratação de três brasileiros: os volantes Noé (Samuel Cupertino Dos Santos) e Luis Carlos Macedo, além do ponta direita Newton.

Vale ressaltar que, quando o Filanbanco despertava o interesse em algum jogador de outro clube; estes faziam propostas com preços exorbitantes. E, devido ao fato do banco ser o maior conglomerado financeiro do país na época, isto não era problema para a diretoria do banco.

A estréia na elite deu-se contra a Asociación Deportiva Nueve de Octubre com uma derrota por 2 a 0. Na primeira etapa do torneio terminaria em segundo lugar do seu grupo, o que o credenciou a disputar o Octagonal Final do torneio. Neste, terminaria em último lugar e, conforme o regulamento, teria que disputar uma espécie de torneio da morte contra o Club Deportivo Quevedo e a Sociedad Deportiva Aucas, equipe que terminaria rebaixada.

Durante a temporada a equipe teve dois treinadores: Eduardo Macías sustituído por outro equatoriano Ernesto Guerra Galarza que seria garantido para o ano seguinte.

O time base durante a tempora de 1984 foi: Marcelino Cetre (Pedro Coll); Freddy Bravo, Luis Preciado, Orly Klínger e Luis Capurro; Marcelo Hurtado, Noé e Macedo; Newton, Eduardo Aparicio e Guillermo Jauch.

Para o ano de 1985 foram contratados o goleiro Pedro Latino do Deportivo Quito, o zagueiro Carlos Calderón do América de Quito, o volante Hamilton Cuvi e José Valencia do Nueve de Octubre, além do goleador brasileiro Paulo César do Barcelona de Guayaquil que ocuparia a vaga deixada por Newton.

Aos poucos a equipe despertaria o interesse do público devido às boas atuações que lhe valeriam o apelido de ''Laranja Mecânica".

No meio da temporada o brasileiro Paulo César deixar o plantel por desavenças com o treinador Ernesto Guerra, sendo substituído pelo paraguaio Faustino Alonso.

Mesmo sendo a melhor equipe da temporada, a equipe terminaria sem o título nacional e sem a vaga para a Copa Libertadores.

Time base 1985: Pedro Latino (Carlos Montesdeoca); Freddy Bravo, Carlos Calderón, Orly Klínger e Luis Capurro; Marcelo Hurtado, Noé e Hamilton Cuvi; José Valencia, Faustino Alonso e Luis Carlos Macedo.

Para a temporada de 1986 a diretoria investiu pesado em contratações multimilionárias que sacudiriam o mercado da bola equatoriano. No mercado interno foram contratados o goleiro Israel Rodriguez do Emelec, o ponta direito Mario Tenorio do Barcelona local, outro goleiro Alex Cevallos, os volantes, Luis Carrión e Edgar Dominguez, além do atacante Pedro Mauricio Muñoz. No mercado externo foram recrutados o zagueiro chileno Osvaldo "Papudo" Vargas e o atacante argentino Mario Eduardo Bevilacqua.

A equipe teve um mal começo de temporada e, após a derrota para a LDU Quito, ainda na segunda rodada, trocou de técnico. O peruano Hernán Saavedra deu lugar ao ofensivo técnico chileno Pedro "Perico" García. As mudanças não parariam por aí. Osvaldo "Papudo" Vargas e Mario Eduardo Bevilacqua tiveram seus contratos rescindidos pela baixa performance e também pelo fato de não se adaptarem ao futebol local. Foram substituídos pelo chileno Oswaldo "Arica" Hurtado e ´pelo brasileiro Guimarães. Ambos teriam um bom começo, marcando gols. Todavia, na sequência da temporada teriam atuações discretas.

O Filanbanco, devido à irregularidade, terminaria a temporada, fora da briga pelo título e sem a vaga para a Libertadores. Porém, o ano seguinte terminaria sendo a melhor campanha do clube no principal torneio nacional.

O ano de 1987 foi marcado, primeiramente, pelas excursões das equipes de base na Europa, onde obtiveram ótimos resultados. A diretoria contratou o polêmico treinador chileno Luis Santibánez e decidiu nacionalizar a equipe, ou seja, nada de estrangeiros. Desta forma, os brasileiros Noé e Macedo foram cedidos ao Emelec, sendo que o primeiro sequer jogou e o segundo fracassou nos ''eléctricos''. Foram contratados Homero Mistral Valencia, Luis Floril e Gustavo Varas, provenientes do Nueve de Octubre, Além deles, chegaram Fabián Mendoza da Liga de Portoviejo e Carlos Muñoz do Audaz Octubrino. Retornariam à equipe Wilson Macías e o brasileiro Paulo César, que estava em processo de naturalização.

No meio da temporada, a diretoria do clube optou por mandar seus jogos no Estádio Los Chirijos de Milagro, visando ganhar torcedores. Sem chegar a jogar o espetacular futebol de anos atrás, a equipe se classificaria para o quadrangular final, onde, na última rodada, em uma partida polêmica contra o Audaz Octubrino de Machala que abandonou a cancha, conquistaria a tão sonhada vaga na Copa Libertadores de América.

A formação regular na temporada contava com Israel Rodríguez; Freddy Bravo, Homero Valencia, Wilson Macías e Luis Capurro; David Bravo, Marcelo Hurtado, Edgar Domínguez e Hamilton Cuvi; Paulo César e José Valencia. Os reservas eram Alex Cevallos, Luis Preciado, Luis Floril, Carlos Jalón, Carlos Kayser, Ubaldo Quinteros, Fabián Mendoza, Carlos Muñoz, Pedro Muñoz, entre outros.

Para o ano de 1988, o técnico Santibáñez que exercia muita influência no clube, solicita à diretoria que a pré-temporada fosse realizada em Mar del Plata, Argentina; com o pretexto de que era o ideal para a equipe adquirir experiência internacional, jogando alguns amistosos. O elenco foi praticamente mantido, a única baixa foi Pedro Muñoz que foi cedido por empréstimo à LDU de Quito.

Santibáñez mudaria radicalmente o esquema de jogo para a temporada, inventando uma formação 1-4-5-1; fosse mandante ou visitante, algo nunca antes visto no Equador. A equipe ficaria marcada pelas jogadas violentas, pelo anti-futebol praticado e pelas críticas da imprensa e da torcida. As maluquices do técnico chegariam até o gol, onde O titular Israel Rodríguez foi efetivado como atacante, dando lugar a Alex Cevallos que se destacaria embaixo das traves.

A participação na Copa Libertadores (conquistou um mísero ponto) assim como no Nacional seria um completo fracasso. Após investir pesado no futebol, a diretoria terminaria se desmotivando.

O time base era formado por Israel Rodríguez (Alex Cevallos); Freddy Bravo, Homero Valencia, Wilson Macías e Luis Capurro; Marcelo Hurtado, Luis Carrión, Edgar Domínguez, Luis Preciado e Hamilton Cuvi; Paulo César.

Declínio e Extinção[editar | editar código-fonte]

O declínio da equipe de futebol tem início em 1989. O presidente Miguel Baduy renuncia ao cargo em caráter irrevogável, sendo sucedido por um dos maiores acionistas do banco, William Isaías. O clube já não fazia mais grandes investimentos em contratações como nos anos passados. Para piorar as coisas, venderam o seu melhor jogador, Luis Capurro, ao Emelec por 35 milhões de Sucres. Outros jogadores também foram vendidos como Luis Floril, também ao Emelec, o goleiro Israel Rodrigues que se transferiu para o Deportivo Cuenca e Marcelo Hurtado, que foi para o Barcelona de Guayaquil.

O ano de 1990 marcaria o último ano de profissionalismo do Filanbanco. A diretoria decepcionada pelos gastos milionários sem que os objetivos planejados para uma década fossem atingidos, decidiu apostar em formar jogadores em suas divisões de base. Aos poucos o elenco foi se desfazendo e o comando técnico também foi substituído. O brasileiro Joubert Meira foi substituído, na metade da temporada, pelo equatoriano Ernesto Guerra. Suas últimas transferências foram os arqueiros Alex Cevallos e Jacinto Espinoza, cedidos ao Emelec e Hamilton Cuvi, que foi para o Aucas.

A equipe passaria de protagonista a figurante, passando a disputar sua permanência na primeira divisão.E, nesse ritmo, no final de novembro, a diretoria da instituição bancária decidiu ceder a franquia para o Valdez Sporting Club, cedendo a base de jogadores. O clube era dono do passe de muitos jogadores que foram cedidos à filial Filancard Fútbol Club, para que com esta figura legal, pudessem ser negociados a outros clubes.

Desta forma, o clube passa a ser uma escola de futebol e incursiona com relativo sucesso a outros esportes como o basebol e o basquetebol.

Em 1995 desaparece de maneira definitiva, sendo que suas instalações em Los Samanes continuariam pertencendo ao banco, sendo utilizada por Emelec, Barcelona, pela Seleção Equatoriana e Argentina.

O banco também encerraria suas atividades em 2001 devido à grave crise econômica equatoriana de 1999.

Títulos[editar | editar código-fonte]

Nacionais[editar | editar código-fonte]

Histórico em competições oficiais[editar | editar código-fonte]

Artilheiros[editar | editar código-fonte]

  1. Hamilton Cuvi - 1987 (23 gols).

Ver também[editar | editar código-fonte]

Bandeira de EquadorSoccer icon Este artigo sobre clubes de futebol equatorianos é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.