Codó

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Município de Codó
"Cidade de Deus"
Praça Nabi Salém

Praça Nabi Salém
Bandeira de Codó
Brasão de Codó
Bandeira Brasão
Hino
Fundação 16 de abril de 1896
Gentílico codoense
Prefeito(a) José Rolim Filho (PV)
Localização
Localização de Codó
Localização de Codó no Maranhão
Codó está localizado em: Brasil
Codó
Localização de Codó no Brasil
04° 27' 18" S 43° 53' 09" O04° 27' 18" S 43° 53' 09" O
Unidade federativa  Maranhão
Mesorregião Leste Maranhense IBGE/2008[1]
Microrregião Codó IBGE/2008[1]
Municípios limítrofes N: Timbiras, Coroatá, Chapadinha, O: Peritoró, S: Governador Archer, [], São João do Soter, L: Caxias, Aldeias Altas
Distância até a capital 290 km
Características geográficas
Área 4 364,499 km² [2]
População 120 265 hab. IBGE/2015[3]
Densidade 27,56 hab./km²
Altitude 47 m
Clima Clima tropical
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,595 baixo PNUD/2010[4]
PIB R$ 778 866 mil IBGE/2013[5]
PIB per capita R$ 6 510,03 IBGE/2013[5]
Página oficial

Codó é um município brasileiro do estado do Maranhão. Possui uma área de 4.364,499 km², dos quais 4,452 km² estão em zona urbana e com população de 118.072 habitantes, de acordo com o IBGE em 2010, sendo então o quinto município mais populoso do Estado. É sede da Região de Planejamento dos Cocais.

História[editar | editar código-fonte]

O início do povoamento de Codó data do ano de 1780, sendo um dos seus primeiros exploradores o agricultor Luís José Rodrigues. Antigo armazém de mercadorias, situado às margens do rio Itapecuru, foram fatores importantes para o seu desenvolvimento as atividades agrícolas mantidas pelo rico senhores da aristocracia rural maranhense e por agricultores portugueses instalados na Colônia Petrópolis, numa iniciativa de Francisco Marques Rodrigues. Decisiva também para o seu crescimento foi a imigração de sírios e libaneses, a partir de 1887.

O povoado de Codó foi elevado à categoria de vila por meio de Resolução Régia, assinada no dia 19 de abril de 1833. Através da Lei estadual n°13, sancionada pelo governador Alfredo de Cunha Martins, no dia 16 de abril de 1896, passou à condição de cidade.

Em 1892, construía-se a primeira indústria de Codó - Companhia Manufatureira e Agrícola, de propriedade de Emílio Lisboa. Um dos diretores da fábrica, genro do seu proprietário era João Ribeiro, que em 1908 levava para Codó Sebastião Archer da Silva que fora para trabalhar como escriturário e anos mais tarde se tornaria o proprietário da fábrica e uns dos principais políticos do estado do Maranhão.

Em 1900, Codó foi visitada pelo ilustre futuro presidente Afonso Pena. Chegou a bordo do vapor São Salvador, viajando com destino a Caxias, durante sua estada no Norte do Brasil.

Na verdade, o nome Codó não é derivado de codorna nem de codorniz , não tem cabimento essa teoria, porque no maranhão a codorna foi introduzida recentemente no inicio do século passado .Em 1815 o major Paula Ribeiro cita em seu trabalho sobre os índios maranhenses o rio codozinho assim como o rio Codó seu antigo nome. César Marques na sua grande obra dicionario histórico-geográfico da província do maranhão ,cita a vila de Codó na época , juntamente com o rio que lhe deu o nome indicando assim que a vila de Codó ou a cidade de Codó atualmente tem seu nome derivado do rio Codó, hoje Codozinho. em documentos mais antigos, achamos a seguinte informação .

Com a morte do padre João Villar , missionário jesuíta ,em uma guerra entre os guanarés e os tapuias barbados em 1719 o então governador do maranhão Bernardo Pereira de Berredo, amigo pessoal do sacerdote jesuíta formou tropa e exterminou parte dos guanarés e Tapuias Barbados em seguida doou as terras para exploração e colonização portuguesa . No final do seculo 18, o comendador Pau Real explorava a região extraindo toda a madeira de lei da região entre a margem direita do rio Codozinho ou rio Codó e a margem esquerda do rio Itapecuru , local onde hoje está situada a cidade de Codó .

Com a derrubada das grandes árvores , ficaram seus codos , tocos ou troncos cortados, região essa que passou a ser chamada de região do codório, local onde tem muitos codos cortados, os primeiros habitantes construíram suas habitações na região dos codórios ou troncos cortados, onde eram desmatadas criando assim a freguesia do codório ou povoado do Codório , que com o passar dos anos foi abreviado para Codó, que passou a categoria de vila na década de 1830 e a categoria de cidade em 1896 com a criação do município de Codó. Eis aí a teoria mais plausível para a origem do nome Codó.

Praça Ferreira Bayma, localizada no centro da cidade.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Localiza-se no leste maranhense. A sua localização faz com que a cidade seja cortada pela BR-316 e a linha ferroviária São Luís - Teresina que segue até Fortaleza e serve de principal porta de escoamento da produção agroindustrial. O município apesar de estar no estado do Maranhão é muito mais ligado a capital piauiense Teresina pela proximidade de apenas 169 quilômetros. Sua altitude em relação ao mar é de aproximadamente 47m, o clima predominante é o Tropical.Fuso horário UTC-3. E também, Codó situa-se na região dos cocais maranhenses , no vale do Itapecuru , onde é banhada por este importante rio do estado, sendo o maior rio do maranhão em extensão. Codó possui 3 rios perenes . A bacia hidrográfica de Codó , é constituída pelo rio Itapecuru, seu importante afluente , o rio Codozinho e que tem como afluente o rio saco, além de muitos brejos e rios temporários, como brejos citamos o roncador, o brejo da cassiana, o brejo da tiririca , o brejo da pratinha e o brejo da santana, o riacho são José que é afluente do rio Itapecuru, e dentre os rios temporários temos o rio cigano, e o riacho beiço caído.

Demografia[editar | editar código-fonte]

A população do município de Codó, de acordo com o último censo realizado pelo IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, divulgado em 1º de dezembro de 2010, apresenta os seguintes dados:

  • População masculina: 57.403 habitantes - 48,65 %,
  • População feminina: 60.635 habitantes - 51,35 %,
    • Total das populações por gênero: 118.072 habitantes - 100,00%.
  • Zona urbana: 19.045 habitantes
  • Zona rural: 36.993 habitantes
    • Total da população do município: 118.038 habitantes - 100,00%.

Turismo[editar | editar código-fonte]

Tem no seu carnaval a principal festa, famoso por começar, atraindo pessoas de toda a redondeza principalmente Teresina e São Luís que procuram um carnaval animado . A cidade também conta com vários carnavais fora de época estando entre os principais: o famoso Cornofolia, Tsunami, Vivo Bebu, entre outros. Temos que considerar também, as festas afro-religiosas e os festejos juninos de Codó, como festa afro-religiosa temos o festejo do mestre Bita do Barão no mês de agosto, que atrai inúmeras pessoas, do Maranhão e de outros estados, é o folclore do maranhão e o folclore de Codó em sua manifestação, além disso, Codó tem uma estrutura de bauneários importantes, bem frequentados , que deveriam ser melhor exploradas e valorizadas, contamos também com o memorial de Codó, do instituto histórico e geográfico de Codó, um museu da história codoense que por certo deveria ter um afluxo maior de pessoas.alem do mais temos anualmente a expo Codó que mostra a agricultura, a pecuária e o artesanato de Codó, pouco citado e pouco valorizado pelas entidades culturais codoenses.

Educação[editar | editar código-fonte]

Atualmente Codó conta com um polo da UFMA (Universidade Federal do Maranhão) que possui cursos apenas de licenciatura; Centro de Estudos Superiores de Codó (CECSD/UEMA) que possui um curso em Bacharel em Administração e Ciências contábeis. Também conta com um polo do IFMA (Instituto Federal de Educação Ciência e tecnologia do Maranhão), ainda não possui faculdade particular reconhecida pelo MEC. Escolas Particulares - Colégio Batista, Escola Presbiteriana, Escola Adventista de Codó, Colégio Olympus Yesi, Colégio Pequeno Polegar, Escola Mundo do Conhecimento, Colégio Cristo Rei

Outras informações[editar | editar código-fonte]

Localizada a 292 quilômetros de São Luís, Codó foi grande produtor de algodão desde período colonial, participando ativamente do processo de industrialização do estado no setor têxtil, com funcionamento de uma fábrica que produzia algodãozinho, brins, mesclas, riscados e sacaria. Hoje destaca-se na produção de arroz, mandioca, milho e feijão. Limita-se geograficamente com os municípios de Afonso Cunha, Aldeias Altas, Caxias, Coroatá, Chapadinha, Dom Pedro, Gonçalves Dias, Governador Archer, Lima Campos ,Timbiras e Santo Antônio dos Lopes. Atualmente a agricultura é uma atividade em declínio em Codó, pela falta de incentivos governamentos, onde cada vez mais são comercializados produtos importados de outras cidades, principalmente hortifrutigranjeiros.

Codó tem como principal característica arquitetônica seus casarões e armazéns antigos, tendo sua prefeitura (1896), estação ferroviária (1920) e ofício do registro civil (1910) no centro da cidade como destaque. Com um centro comercial continuo e de grande expressão, tendo na segunda-feira seu ápice, as ruas ao redor do mercado central tomadas por barracas e ambulantes, atraindo pessoas de cidades vizinhas como Coroatá, Timbiras etc.

É cortada por vários córregos como o da Água Fria e por três rios principais que são o Codozinho, o Saco e o Itapecuru. o rio Itapecuru, é o maior rio em extensão do maranhão, forma junto com o rio Mearim a mesopotâmia maranhense , nasce na serra do Itapecuru na região do Mirador, banhando varias cidades importantes do maranhão como : Colinas, Caxias, Codó, Coroatá , Itapecuru Mirim e Rosário além de outras cidades menores, como Aldeias Altas, Timbiras , Pirapemas etc. É o rio da integração maranhense e em Codó tem como principal afluente o rio codozinho, desemboca na baía de São José , na altura de rosário, infelizmente devido ao desmatamento de suas margens e a poluição se tornou um sistema hídrico em perigo de assoreamento e de morte do seu leito, muitos riachos de Codó estão poluídos como o água fria que se tornou um esgoto a céu aberto, seria muito importante um programa de salvação das nascentes e mananciais dos rios maranhenses , pois em breve tempo teremos crises de desabastecimento hídrico.

Oportunidades de Investimento

Recentemente Codó foi apontada pela revista EXAME (edição 1022 nº 16 2012) como uma das 40 cidades do interior do Brasil onde o consumo mais cresce em %, ao ano. O que se observa é que efetivamente desde o ano de 2010 o município vem recebendo vários investimentos, sobretudo no setor de comércio e serviços.

Nos últimos anos instalaram-se na cidade diversas empresas como: Supermercado Carvalho (uma das principais redes do Nordeste), farmácias (Extra Farma, Pague Menos,Drogaria Globo, Big Ben - loja premium) lojas de departamento (Noroeste, Avenida, Armazém Paraíba), eletrodomésticos (Super Lar), saúde (Coife Odonto), dentre outras.

Já em 2015, a imprensa noticiou que Codó foi selecionada como cidade que poderá receber um curso de MEDICINA.

A cidade conta ainda com uma das mais prósperas empresas maranhenses: a FC OLIVEIRA, pertencente ao grupo FC Oliveira, que atua nos segmentos de higiene e limpeza, dentre outros. Possui também uma indústria de cimento, a ITAPECURU AGROINDUSTRIAL, que produz o cimento Nassau. Também vem se destacando em Codó, o comércio de peixes produzidos em diversas pisciculturas do município e que recentemente foi eleita uma das 10 empresas que mais se destacaram no país e junto com seu proprietário um dos empresários mais bem sucedidos do ano de 2015.


Ficheiro:Carvalho
Supermercado Carvalho

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008. 
  2. IBGE (10 out. 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 dez. 2010. 
  3. (PDF) «Censo Populacional 2010» Verifique |url= (Ajuda) (PDF). Estimativas populacionais para os municípios e para as Unidades da Federação brasileira em 01.07.2015. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 01 de julho de 2015. Consultado em 20 de janeiro de 2016. 
  4. «Lista de municípios do Maranhão por IDH». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 31 de julho de 2016. 
  5. a b (PDF) «Produto Interno Bruto dos Municípios do Maranhão - Período de 2010 a 2013» Verifique |url= (Ajuda) (PDF). IBGE / IMESC. Consultado em 20 de janeiro de 2016. 

Raposo, Eduardo - O Estado do Maranhão: A História que ninguém contou, pág 98, ed. Vida

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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