Coligação PCP–PEV–PRD
Coligação PCP–PEV–PRD | |
|---|---|
| Sigla | PCP–PEV–PRD |
| Fundação | 1989 |
| Dissolução | 1989 |
| Sede | |
| Ideologia | Comunismo Marxismo-leninismo Ecossocialismo Ecologismo Pacifismo Política verde Eanismo Terceira via |
| Espectro político | Centro a extrema esquerda |
| Membros | Partido Comunista Português Partido Ecologista "Os Verdes" Partido Renovador Democrático |
| Eleições autárquicas | 1989 |
| Cores | Vermelho, verde-lima e verde-escuro |
A coligação PCP–PEV–PRD foi uma coligação eleitoral portuguesa ad hoc feita entre os partidos políticos Partido Comunista Português (PCP), Partido Ecologista "Os Verdes" (PEV) e Partido Renovador Democrático (PRD) nas eleições autárquicas de 1989 nos concelhos de Setúbal e Covilhã.
A coligação, única na história política portuguesa, teve as denominações Desenvolver Setúbal e Mãos à Obra pela Covilhã[nota 1] e foi aceite pelo Tribunal Constitucional a 29 de setembro (Setúbal)[1] e 9 de outubro (Covilhã)[2]
Resultados eleitorais
[editar | editar código]Numas eleições renhidas na Covilhã, a coligação Mãos à Obra pela Covilhã ficou em terceiro lugar atrás do Partido Social Democrata (PPD/PSD) — que já governava desde 1985, e que se candidatava em coligação com o CDS (PPD/PSD com candidatura à Câmara, CDS com candidatura à Assembleia Municipal) — e do Partido Socialista. Granjeou 29,27% dos votos, conquistando 2 vereadores (em 7 possíveis) garantindo uma maioria de esquerda na oposição camarária (PPD/PSD — 3; PS — 2; PCP–PEV–PRD – 2). Na Assembleia Municipal, a coligação conseguiu 9 deputados municipais (em 31), os mesmos que o CDS, ficando ambos atrás do PS (com 14), garantindo na assembleia uma nova maioria de esquerda. Nas assembleias de freguesia, a coligação conseguiu a presidência de 7 juntas de freguesia (em 30): Aldeia de São Francisco de Assis, Boidobra, Cortes do Meio e Sarzedo, com maioria absoluta; Paul, Sobral de São Miguel e Tortosendo com maioria relativa.
A coligação Desenvolver Setúbal conquistou 30,99% na votação, conseguindo 3 vereações (em 9), atrás apenas do PS. Foi o único município do distrito de Setúbal em que os membros da CDU – Coligação Democrática Unitária (PCP–PEV) não conseguiram vencer, mantendo-se esta nas mãos dos socialistas. Só voltaria a ser reconquistada em 2001. Na Assembleia Municipal, o PCP–PEV–PRD ficou também em segundo lugar, conquistando 9 lugares (em 27). Em relação às juntas de freguesia, a coligação venceu em 3: Gâmbia–Pontes–Alto da Guerra, Sado e São Lourenço, as duas primeiras com maioria absoluta.
Eleições autárquicas
[editar | editar código]Câmaras e vereadores municipais
[editar | editar código]| Data | Cl. | Votos | % | +/- | Presidentes C.M. | +/- | Vereadores | +/- |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 1989 | 9.º | 22 972 | 0,46 / 100,00
|
0 / 305
|
5 / 1 997
|
Assembleias municipais
[editar | editar código]| Data | Cl. | Votos | % | +/- | Deputados | +/- |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 1989 | 9.º | 23 456 | 0,49 / 100,00
|
18 / 6 753
|
Assembleias de freguesia
[editar | editar código]| Data | Cl. | Votos | % | +/- | Membros | +/- |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 1989 | 11.º | 22 713 | 0,48 / 100,00
|
95 / 33 000
|
Ver também
[editar | editar código]- Partido Comunista Português
- Partido Ecologista "Os Verdes"
- CDU – Coligação Democrática Unitária
- Partido Renovador Democrático
Notas
- ↑ Estilizado em maiúsculas: MÃOS À OBRA PELA COVILHÃ.
Referências
- ↑ Tribunal Constitucional (29 de setembro de 1989). «Acórdão n.º 506/89». Consultado em 20 de agosto de 2025
- ↑ Tribunal Constitucional (9 de outubro de 1989). «Acórdão n.º 516/89». Consultado em 20 de agosto de 2025