Coligação PS/CDS–PP
Coligação PS/CDS–PP | |
|---|---|
| Sigla | PS/CDS e CDS/PS (1989) PS/CDS–PP (1993) PS/CDS–PP e CDS–PP/PSD (2001) |
| Fundação | 1989 |
| Dissolução | 2001 |
| Sede | |
| Ideologia | Social-democracia Keynesianismo Progressismo Terceira via Democracia cristã Liberalismo económico Conservadorismo |
| Espectro político | Centro-esquerda a direita |
| Membros | Partido Socialista CDS – Partido Popular |
| Eleições autárquicas | 1989 • 1993 • 2001 |
| Cores | Vermelho e azul |
A coligação PS/CDS–PP ou CDS–PP/PS (em 1989: PS/CDS e CDS/PS), foi uma coligação eleitoral portuguesa ad hoc feita entre os partidos políticos Partido Socialista (PS) e Partido do Centro Democrático Social (CDS) — depois Partido do Centro Democrático Social – Partido Popular (CDS–PP) e Partido Popular (CDS–PP) — em eleições autárquicas, entre 1989 e 2001, sempre nas regiões autónomas dos Açores e Madeira.
Concorreu às eleições autárquicas de 1989, 1993 e 2001.
Denominações
[editar | editar código]Em 1989, o Partido Socialista e o Partido do Centro Democrático Social concorreram como CDS/PS a todos os órgãos autárquicos de São Vicente, na Madeira com a designação Uma Câmara para Todos.[1] No mesmo ano, concorreu como PS/CDS no Funchal (Pelo Nosso Funchal[nota 1]),[2] também na Madeira, e em três concelhos dos Açores: Ponta Delgada (Mudar Ponta Delgada);[3] Praia da Vitória (Mudar para Vencer) — a todos os órgãos autárquicos e às assembleias de freguesia de Biscoitos, Lajes, Fontinhas, Santa Cruz, Cabo da Praia e Fonte do Bastardo[4] —; e Velas (Vencer para Desenvolver).[5]
Em 1993, já com a nova sigla PS/CDS–PP (devido à nova denominação Partido do Centro Democrático Social – Partido Popular), os dois partidos coligaram-se novamente nos Açores em Angra do Heroísmo (Acreditar em Angra[6]), a todos os órgãos autárquicos exceto à assembleia de freguesia de São Bento; na Praia da Vitória (Renovar a Vitória[7]) e no Nordeste (Nordeste Primeiro[nota 2][8]).
Na seguinte eleição, em 1997, os dois partidos não se voltaram a coligar nas regiões autónomas.
Contudo, em 2001, o PS e o Partido Popular (nova designação do CDS–PP) voltaram a coligar-se em vários municípios madeirenses. Como CDS–PP/PS, candidataram-se ao concelho da Calheta (com o nome Coligação CDS / Partido Popular–Partido Socialista[9]), e como PS/CDS–PP a outros sete conselhos da ilha da Madeira: Funchal,[10] Ponta do Sol,[11] Porto Moniz,[12] Ribeira Brava,[13] Santa Cruz,[14] Santana[15] e São Vicente.[16] Nestas sete candidaturas a coligação usou o nome Coligação Partido Socialista–Centro Democrático Social / Partido Popular.
Desde então, até hoje, nunca o PS e o CDS–PP voltaram a coligar-se a nível autárquico.
Resultados eleitorais
[editar | editar código]Em 1989, a coligação venceu nos três municípios a que se candidatou nos Açores. Todas com maioria absoluta de vereadores nas câmaras municipais. Em Ponta Delgada conquistou 4 dos 7 vereadores, mas apenas 11 dos 23 deputados municipais — o Partido Social Democrata (PPD/PSD) venceu na Assembleia Municipal. Nas freguesias, a coligação conquistou 8 face a 14 juntas dos PPD/PSD, o que alterou ainda mais a balança na Assembleia Municipal. Na Praia da Vitória, quatro vereadores (em 7) e 11 deputados (em 21), mas apenas 2 freguesias (em seis às quais concorreu). Como o PPD/PSD ganhou seis e o PS (sem ser coligado) ganhou uma, as contas da Assembleia Municipal (deputados e presidentes de junta somados) deram a vitória na prática ao PPD/PSD. Em Velas, a coligação PS/CDS garantiu uma maioria na vereação (3 em 5), na Assembleia Municipal (7 em 15) e paridade nas juntas, vencendo duas das quatro freguesias do concelho.
Na Madeira, a coligação perdeu na capital, Funchal, elegendo quatro vereadores (em 9), 12 deputados municipais (em 27) e uma freguesia (das 10 do concelho). Em São Vicente, nova derrota, conquistando apenas um vereador (em 5), quatro deputados (em 15) e perdendo em todas as três assembleias de freguesia.
Em 1993, os dois partidos coligados não venceram em nenhum dos três municípios açorianos aos quais concorreram, perdendo sempre para o PPD/PSD. Em Angra do Heroísmo conseguiram 3 vereadores (em 7), 10 deputados municipais (em 21) e 7 presidências de junta de freguesia (em 17), às quais se juntou uma outra conquistada isoladamente pelo PS. Na Praia da Vitória, conquistaram 3 vereações (em 7), 9 deputados (em 21) e três presidências de junta (em 10). No Nordeste, o pior dos três resultados, conquistaram apenas um vereador (em 5), 5 deputados (em 15) e duas das sete freguesias.
Em 2001, nas candidaturas conjuntas na Madeira, a coligação falhou os objetivos, não conquistando qualquer autarquia, perdendo nos oito municípios para o PPD/PSD. Na Calheta, onde o CDS–PP liderou a coligação, conquistou 2 vereadores (em 5), 7 deputados municipais (em 21) e uma das oito juntas de freguesia (Prazeres). Nas restantes, encabeçadas pelo PS, o melhor resultado foi na Ponta do Sol, e o pior na Ribeira Brava. Os resultados foram os seguintes: no Funchal, 3 vereações (em 9) e 8 deputados (em 27); na Ponta do Sol, 2 vereadores (em 5) e 6 deputados (em 15), em Porto Moniz, 2 mandatos na Câmara Municipal (em 5) e 6 deputados (em 15); na Ribeira Brava, apenas um vereador (em 7) e 4 deputados (em 21); em Santa Cruz, 2 vereações (em 7) e 7 deputados (em 21). Em Santana, 2 mandatos na Câmara (em 5) e cinco deputados municipais (em 15); em São Vicente, 1 vereador (em 5) e 4 deputados (em 15). Nas juntas de freguesia, em 35 possíveis, venceu em duas: Achadas da Cruz, em Porto Moniz, e Gaula, em Santa Cruz.
Eleições autárquicas
[editar | editar código]Câmaras e vereadores municipais
[editar | editar código]| Data | Cl. | Votos | % | +/- | Presidentes C.M. | +/- | Vereadores | +/- |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 1989 | 8.º | 35 846 | 0,73 / 100,00
|
3 / 305
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16 / 1 997
|
|||
| 1993 | 9.º | 15 821 | 0,29 / 100,00
|
0 / 305
|
7 / 2 006
|
|||
| 1997 | Não concorreu | |||||||
| 2001 | 10.º | 27 561 | 0,53 / 100,00
|
0 / 308
|
15 / 2 044
|
|||
Assembleias municipais
[editar | editar código]| Data | Cl. | Votos | % | +/- | Deputados | +/- |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 1989 | 8.º | 35 025 | 0,72 / 100,00
|
45 / 6 753
|
||
| 1993 | 9.º | 11 905 | 0,22 / 100,00
|
24 / 6 769
|
||
| 1997 | Não concorreu | |||||
| 2001 | 10.º | 28 476 | 0,54 / 100,00
|
47 / 6 876
|
||
Assembleias de freguesia
[editar | editar código]| Data | Cl. | Votos | % | +/- | Membros | +/- |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 1989 | 8.º | 32 109 | 0,68 / 100,00
|
181 / 33 000
|
||
| 1993 | 9.º | 11 913 | 0,22 / 100,00
|
124 / 33 458
|
||
| 1997 | Não concorreu | |||||
| 2001 | 10.º | 27 909 | 0,53 / 100,00
|
137 / 34 569
|
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Ver também
[editar | editar código]Notas
Referências
- ↑ Tribunal Constitucional (9 de outubro de 1989). «Acórdão n.º 518/89». Consultado em 29 de agosto de 2025
- ↑ Tribunal Constitucional (9 de outubro de 1989). «Acórdão n.º 519/89». Consultado em 29 de agosto de 2025
- ↑ Tribunal Constitucional (9 de outubro de 1989). «Acórdão n.º 523/89». Consultado em 29 de agosto de 2025
- ↑ Tribunal Constitucional (9 de outubro de 1989). «Acórdão n.º 524/89». Consultado em 29 de agosto de 2025
- ↑ Tribunal Constitucional (9 de outubro de 1989). «Acórdão n.º 522/89». Consultado em 29 de agosto de 2025
- ↑ Tribunal Constitucional (6 de outubro de 1993). «Acórdão n.º 465/93». Consultado em 29 de agosto de 2025
- ↑ Tribunal Constitucional (6 de outubro de 1993). «Acórdão n.º 462/93». Consultado em 29 de agosto de 2025
- ↑ Tribunal Constitucional (6 de outubro de 1993). «Acórdão n.º 466/93». Consultado em 29 de agosto de 2025
- ↑ Tribunal Constitucional (11 de outubro de 2001). «Acórdão n.º 433/01». Consultado em 29 de agosto de 2025
- ↑ Tribunal Constitucional (11 de outubro de 2001). «Acórdão n.º 431/01». Consultado em 29 de agosto de 2025
- ↑ Tribunal Constitucional (11 de outubro de 2001). «Acórdão n.º 434/01». Consultado em 29 de agosto de 2025
- ↑ Tribunal Constitucional (11 de outubro de 2001). «Acórdão n.º 428/01». Consultado em 29 de agosto de 2025
- ↑ Tribunal Constitucional (11 de outubro de 2001). «Acórdão n.º 430/01». Consultado em 29 de agosto de 2025
- ↑ Tribunal Constitucional (11 de outubro de 2001). «Acórdão n.º 432/01». Consultado em 29 de agosto de 2025
- ↑ Tribunal Constitucional (11 de outubro de 2001). «Acórdão n.º 427/01». Consultado em 29 de agosto de 2025
- ↑ Tribunal Constitucional (11 de outubro de 2001). «Acórdão n.º 429/01». Consultado em 29 de agosto de 2025