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Collybia personata

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Como ler uma infocaixa de taxonomiaCollybia personata
Collybia personata em seu habitat natural
Collybia personata em seu habitat natural
Classificação científica
Domínio: Eukaryota
Reino: Fungi
Filo: Basidiomycota
Classe: Agaricomycetes
Ordem: Agaricales
Família: Clitocybaceae
Género: Collybia
Espécie: C. personata
Nome binomial
Collybia personata
(Fr.) Cooke
Sinónimos
Lepista saeva

Lepista personata
Clitocybe saeva
Tricholoma amethystinum
Tricholoma personatum
Tricholoma personatum f. minor
Tricholoma personatum var. anserina
Tricholoma personatum var. saevum
Tricholoma saevum
Rhodopaxillus personatus
Rhodopaxillus saevus
Agaricus anserinus
Agaricus personatus β saevus

Collybia personata
float
float
Características micológicas
Himêmio laminado
  
Píleo é convexo
  ou plano
Lamela é emarginada
Estipe é nua
A cor do esporo é rosa
A relação ecológica é saprófita
Comestibilidade: recomendado

Collybia personata é uma espécie de fungo comestível comumente encontrada crescendo em áreas gramadas por toda a Europa.

Taxonomia

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Esta espécie foi originalmente descrita por Elias Fries em 1818, como Agaricus personatus. Cooke propôs em 1871 outro nome que ficou em uso até recentemente — Lepista personata. Outros nomes seguiram, nomeadamente L. saeva por P. D. Orton em 1960 e Clitocybe saeva por H. E. Bigelow & A. H. Smith em 1969, este último colocando o fungo no gênero maior Clitocybe.[1] Em latim, o epíteto específico sævus é um adjetivo que significa feroz, ultrajante, irritado ou forte. Da mesma forma, personatus é um particípio que significa disfarçado, fingido ou falso.[2]

Junto com Collybia nuda (anteriormente L. nuda), a espécie foi transferida para o gênero Collybia em 2023.[3]

Descrição

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O basidioma do cogumelo lembra um agárico. O píleo é inicialmente hemisférico ou convexo, tornando-se plano a ligeiramente côncavo com a maturidade, medindo até 12 cm de diâmetro. Na periferia, o píleo termina em uma margem espessa encurvada que pode se desdobrar à medida que o cogumelo se expande. A carne branca a pálida é espessa e firme. A face inferior do píleo apresenta lamelas rosadas, creme a marrom claro, densas, livres ou emarginadas em relação ao estipe.[4]

O estipe é cilíndrico com base bulbosamente engrossada ou às vezes afinada, e não apresenta anel. O estipe é coberto por uma pele fibrosa de cor lavanda ou lilás marcante, que desvanece em indivíduos mais velhos, e possui carne espessa e firme, da mesma cor do píleo. Tem até 3–7 cm de altura e 1–3 cm de diâmetro.[4][5]

Ao microscópio óptico, os esporos aparecem hialinos a rosados, elipsoides e com verrugas finas. As dimensões dos esporos são 6–8 por 4–5 μm. A espécie produz uma esporada rosa pálido.[4][5]

Espécies semelhantes

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É morfologicamente semelhante a Collybia nuda.[3]

Também se assemelha a Clitocybe tarda, que pode ser a identidade dos supostos espécimes da Califórnia.[6][7]

Distribuição e habitat

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Collybia personata é encontrada frutificando em pastagens abertas, parques, prados, clareiras de florestas e nas proximidades das bordas de florestas, ao contrário de C. nuda, que é comumente encontrada em matas. Collybia personata frutifica de forma gregária, formando característicos anéis de fadas.[4][5] É amplamente distribuída na Europa, onde sua estação de frutificação se estende do verão ao início do inverno.[4]

Comestibilidade

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Os cogumelos Collybia personata são comestíveis.[8]

Podem ser consumidos como molho cremoso ou refogados em manteiga; também podem ser cozidos como dobradinha ou como recheio de omelete.[9]

Os cogumelos são frequentemente infestados por larvas de moscas e não se conservam muito bem; por isso, devem ser usados logo após a coleta. São também muito porosos, sendo melhor colhidos em dias secos.[9]

Ver também

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Referências

  1. «Collybia personata taxon record details at Index Fungorum». The Royal Botanic Gardens. Consultado em 24 de fevereiro de 2026
  2. Jamieson A, Ainsworth R, Morell T (1828). Latin dictionary: Morell's abridgment. London: Moon, Boys & Graves. pp. 400, 476. Consultado em 31 de outubro de 2009. latin dictionary.
  3. 1 2 He, Zheng-Mi; Chen, Zuo-Hong; Bau, Tolgor; Wang, Geng-Shen; Yang, Zhu L. (novembro de 2023). «Systematic arrangement within the family Clitocybaceae (Tricholomatineae, Agaricales): phylogenetic and phylogenomic evidence, morphological data and muscarine-producing innovation». Fungal Diversity (em inglês). 123 (1): 1–47. ISSN 1560-2745. doi:10.1007/s13225-023-00527-2
  4. 1 2 3 4 5 Bas C. (1995). Flora Agaricina Neerlandica: Critical Monographs on Families of Agarics and Boleti Occurring in the Netherlands Vol. 3. [S.l.]: CRC Press. p. 74. ISBN 90-5410-616-6. Consultado em 11 de dezembro de 2025
  5. 1 2 3 Yordanov L.; Vanev S.; Fakirova V. (1978). The Fungi in Bulgaria (Гъбите в България). Sofia: Bulgarian Academy of Sciences. p. 182
  6. Desjardin, Dennis E.; Wood, Michael G.; Stevens, Frederick A. California Mushrooms: The Comprehensive Identification Guide. [S.l.: s.n.] pp. 157–158. ISBN 978-1-60469-660-8. LCCN 2014000925. OCLC 951644583
  7. Arora, David (1986) [1979]. Mushrooms Demystified: A Comprehensive Guide to the Fleshy Fungi Second ed. Berkeley, California: Ten Speed Press. 154 páginas. ISBN 978-0-89815-169-5
  8. Peterson, Jens H. (2023). Edible Fungi of Britain and Northern Europe: How to Identify, Collect and Prepare. [S.l.]: Princeton University Press. p. 133. ISBN 978-0691245195
  9. 1 2 Mabey, Richard (2004). Food for Free. [S.l.]: HarperCollins. ISBN 0-00-718303-8

Ligações externas

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