Colonização de Mercúrio

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A colonização de Mercúrio já foi por vezes sugerida, juntamente com Marte, Vênus e Lua.

No âmbito da exploração espacial, a colonização de Mercúrio já foi por vezes sugerida, juntamente com as de Marte, de Vênus e da Lua. As colônias permanentes, teoricamente, seriam restritas às regiões polares, devido às temperaturas extremas do dia em outras partes no planeta.

Vantagens[editar | editar código-fonte]

Similaridade à Lua[editar | editar código-fonte]

Mercúrio não tem uma atmosfera significativa e executa rotações lentas com uma inclinação axial muito pequena. Por causa desta similaridade com a Lua, a colonização de Mercúrio pode ser executada com a mesma tecnologia e equipamentos gerais que serão usados na colonização de nosso satélite natural. Ao contrário da Lua, entretanto, Mercúrio tem a vantagem adicional de um campo magnético que o protege de raios cósmicos e de tempestades solares.

Gelo em crateras polares[editar | editar código-fonte]

Devido a sua distância do Sol, a temperatura da superfície de Mercúrio pode alcançar 700°K (427°C), inapropriado para o estabelecimento de colônias humanas. No entanto, a temperatura nas regiões polares é muito menor e pode haver depósitos de gelo permanentes nelas.[1] As áreas polares não experimentam a variação extrema na temperatura vista em áreas mais equatoriais da superfície de Mercúrio.

Energia solar[editar | editar código-fonte]

Por ser o planeta o mais próximo ao Sol, Mercúrio tem quantidades vastas de energia solar disponíveis. Sua constante solar é de 9,13 kW/m, 6,5 vezes maior do que a Terra ou a Lua. A inclinação axial de Mercúrio mede aproximadamente 0,01°,[2] o que possibilita a existência picos de luz eterna - pontos elevados situados nos pólos do planeta que são afetados continuamente pela radiação sol. Mesmo se não existirem, existe a possibilidade de sua construção artificial.

Recursos[editar | editar código-fonte]

Existem pesquisas que sugerem que o solo de Mercúrio pode conter grandes quantidades de hélio 3, que poderia ser usado como combustível em futuras centrais elétricas nucleares na Terra, o que excitaria a futura economia do sistema solar.

Gravidade considerável[editar | editar código-fonte]

Mercúrio é maior do que a Lua, com um diâmetro de 4 879 quilômetros, contra 3 476 quilômetros do nosso satélite natural, e tem uma densidade mais elevada, devido a seu grande núcleo de ferro. Em consequência, a aceleração da gravidade na superfície de Mercúrio é 0,377 G, mais de duas vezes a aceleração da gravidade da Lua (0.1654 G) e praticamente igual à gravidade na superfície de Marte. Levando em consideração a evidência dos problemas de saúde humana associados com a exposição prolongada à gravidade baixa, Mercúrio pode ser mais atrativo para a colonização humana do que a Lua, a longo prazo.

Dificuldades[editar | editar código-fonte]

A falta de uma atmosfera substancial, a proximidade ao Sol e os dias solares longos (176 dias terrestres) são desafios significativos para qualquer estabelecimento humano. Uma colônia permanente seria restringida quase certamente às regiões polares, mas excursões provisórias para o equador de Mercúrio poderiam ocorrer durante a noite. Fora a possibilidade de gelo nos pólos, é improvável que os elementos mais necessários para a vida existam no planeta. Estes teriam de ser importados.

Referências

  1. Dr. David R. Williams (2 de junho de 2005). «Ice on Mercury» (em inglês). NASA. Consultado em 31 de julho de 2010 
  2. «Mercury Fact Sheet» (em inglês)