Comari

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Nome[editar | editar código-fonte]

Comari, também era conhecido como Vila Comari. É conhecido por outros como INPS (Devido o posto médico do INSS) e alguns moradores de Campo Grande também o chamam erroneamente de "Comarim". O nome correto é "Comari" em língua indígena designa um tipo de pimenta nativa, talvez abundante na localidade.

Localização[editar | editar código-fonte]

Comari é um dos maiores sub bairros de Campo Grande da Cidade do Rio de Janeiro, estado do Rio de Janeiro, Brasil.

Está situado a cerca de 43 quilômetros do Centro, pela via férrea saltando-se na Estação de Campo Grande, da Estrada de Ferro Central do Brasil, ou 48 quilômetros por via rodoviária (via Avenida Brasil e Estrada do Mendanha), concebido pelo engenheiro e construtor Joaquim Júlio de Proença na década de 1940, com base em um arruamento aprovado no ano de 1936 pela Prefeitura do então Distrito Federal.

Composição[editar | editar código-fonte]

Compõe em sua parte central por um morrete que atinge a cota 34 na Praça Major Vieira de Melo. A área era originalmente uma fazenda de exploração de carvão. Foi servida pela extinta empresa de bondes elétricos de Campo Grande, de 1917 até 1968, e tinha como acesso principal a Estrada do Monteiro, da qual subia um rua com seu nome. "Comari" em língua indígena designa um tipo de pimenta nativa, talvez abundante na localidade.

O bairro tinha uma concepção exclusivamente residencial com um comércio em torno da praça. Era muito arborizado, com árvores frondosas em todas as ruas, nos quintais das casas e principalmente na praça, sendo que a partir dos anos 90, muitas ruas perderam sua vegetação - Um espaço fechado foi construído para se tornar um clube social dos moradores. Esse clube era administrado por uma administração eleita pelos próprios moradores e os eventos eram patrocinados pelos próprios moradores com a compra dos convites. Esse clube teve vários períodos de ascensão e declínio - haja vista que dependia da iniciativa dos próprios moradores em administrá-lo. Ainda há moradores do bairro que que participaram desses antigos eventos sociais, destacando-se os bailes dançantes e os bailes de carnaval.

Em 1972, o clube dos moradores cedeu espaço para o antigo SANDU estabeleceu um pequeno posto médico no local que mais tarde foi incorporado a rede de PAMs do INAMPS, ganhando inclusive uma útil pequena emergência, desativada no final dos anos 1980. Dez anos mais tarde o posto foi municipalizado com a criação do SUS. Sua arquitetura, simples mas elegante, baseada em linhas retas e arcos, transformou a praça central e a escola João Proença em verdadeiros marcos da arquitetura de sua época, mas hoje, infelizmente, este estilo está bastante comprometido por intervenções desastrosas da comunidade e de administrações passadas do PAM.

A área originalmente era uma "ilha" urbana cercada de densa mata, destruída nos fins dos anos 1960, para a construção de vários loteamentos, que ao bairro acabaram por se incorporar. Hoje o bairro é bastante habitado e movimentado, mas ainda dependente das atividades em torno do posto de saúde.

O que era antes um bairro modelo, hoje se tornou um bairro atrasado. Os loteamentos que foram se incorporando ao longo dos anos, se organizou e hoje possuem aparelhos sociais mais adequados aos padrões de qualidade de vida modernos. Mesmo tendo um Posto Médico, a praça do bairro perdeu o glamour do passado. Ao contrário dos bairros vizinhos que possuem quadras de esportes, ciclovias, pistas de skate, playground, etc.

Cultura e nível de escolaridade[editar | editar código-fonte]

O Comari é uma colcha de retalhos sócio-econômico-cultural, é possível encontrar pessoas das mais variadas. Desde pessoas com o mínimo de instrução, um grande número de pessoas de nível médio e algumas pessoas nível superior inclusive poliglotas.

Da mesma forma há pessoas de vários ramos profissionais: Militares, profissionais liberais, pequenos comerciantes, professores, construtores civis, enfermeiros, contadores,advogados, etc.

O Comari possui artistas. De destaque há o violonista Canhoto - Que gravou com grandes artistas da era do rádio como a cantora Elza Soares. também morava no bairro o grupo de chorinho: Carioca 50.

Também é morador do Bairro o Luciano Oliveira, mais conhecido como MC Sabãozinho, que teve projeção nacional, com o hits "Escorregou, abaixa e pega" e "Só no sabãozinho". Luciano Oliveira também é o criador da batida conhecida como "Tamborzão" que foi copiado por inúmeros artistas nacionais e internacionais. Outro artista que teve espaço na mídia foi o MC Chicão, que teve uma pequena projeção nacional, ao ser finalista do programa Astros do SBT.

Artistas do bairro[editar | editar código-fonte]

O funk carioca é muito aceito no bairro, dois MC's conseguiram sair do anonimato são eles: MC Sabãozinho e "Escorregou abaixa e pega".

Na atualidade, o cantor e compositor o Comari se destaca no funk, com o famoso: MC Sabãozinho - O criador da batida Tamborzão que foi sampleado por inúmeros DJ's do Brasil e do mundo, sem contar com o sucesso nacional da canção "Só no sabãozinho" e "Escorregou abaixa e pega".

também no funk, MC Chicão teve uma pequena projeção nacional, ao ser finalista do programa Astros do SBT. Também o DJ Mega, um dos precursores da Disco Music No Rio De Janeiro.

Mais conhecido como Lúcio, também o pintor, desenhista e filatelista Lúcio Carvalho (José Lúcio Azevedo de Carvalho), introvertido, filho de pai alfaiate e mãe do lar, nasceu em 01 de novembro de 1958 e morou no bairro até início da década de 1980.

Em torno do seu nascimento realizado na residência de seus pais na rua Comari esquina com a estrada da Cambota, comentam que foi um parto pélvico difícil e demorado.

Aos treze ou quatorze anos, ao contemplar o tio de um amigo pintando algumas telas, influenciado e com grandes dificuldades para adquirir matérias de estudo, Lúcio Carvalho iniciou no universo das artes plásticas.

Em 1977, levado por um amigo, principiou seus estudos de desenho na Casa Cruz no centro de Campo Grande, local em que no ano seguinte, com duas pequenas paisagens, realizou sua primeira amostra coletiva.

Como era natural que acontecesse, em seus primeiros contato com o movimento artístico, ainda se mostrava ligado a pintura de paisagens e natureza morta. As primeiras obras desse período, assinadas como Lúcio, apresentam em sua maioria vasos com flores e ambientes campestres, rurais e cidades históricas. Pequenas reinterpretações a óleos, pintadas a partir da visualização de fotos de revistas de arte.

Na década de 1980, desenvolveu também o gosto pela fotografia, e, por pensar que a abstração traduz a verdadeira linguagem artística, empolgado e atraído, gradativamente foi integrando a esta corrente. Neste período, assinando; Lúcio Carvalho seguido de Rio e data, suas pinturas passou por novas transformações, começou a conquistar espaço próprio. Atualmente ele assina Lúcio Carvalho seguido de ano.

Seu trabalhos são todos centrados em memórias afetivas. Devido as várias influências, os meios e as tendências que utiliza podem mudar simultaneamente de uma pintura para a outra. Para ele, o que importa é conseguir transbordar e expressar através das cores e formas seus sentimentos e desejos.

O que mais chama a atenção em seu trabalho, é a liberdade de experimentação da cor e a forma. Sempre extrapolando procedimentos, passeia por todas as possibilidades sem limites.

“Fazer arte, é inventar algo que agrada os olhos”. Diz ele.