Comboio de tempestades na Europa de 2026
| Tipo | |
|---|---|
| Formação |
22 de janeiro de 2026 |
| Dissipação |
8 de fevereiro de 2026 |
| País | |
|---|---|
| Áreas afetadas | |
| Feridos | |
| Fatalidades |
16 (6 indiretas) . (1 desaparecida) |
Um comboio de tempestades ocorreu na Europa desde 22 de janeiro até 8 de fevereiro de 2026, provocado por severas depressões meteorológicas consecutivas no continente, na temporada de tempestades de 2025-2026, afetando vários países, principalmente Portugal, mas também Espanha, França, Itália e o Reino Unido.[3] O mau tempo de tempestades sucessivas atlânticas, resulta num fenómeno conhecido como “comboio de tempestades”.[4][5]
O "comboio" Harry, Ingrid, Joseph, Kristin, Leonardo, Marta atingiu em poucos dias Portugal e Espanha, sendo a tempestade Kristin a mais violenta a entrar pelo território português, com a força de um ciclone-bomba e de um fenómeno chamado "sting jet", assim chamado devido à marca em forma de cauda de escorpião que deixa nas imagens de satélite, e explica a violência do temporal.[6] A 30 de janeiro, após a passagem da tempestade Kristin e com os danos deixados pelo cocktail explosivo ainda a serem contabilizados, o IPMA, diz que terá sido a tempestade mais forte desde que há registo em Portugal.[7]
As chuvas torrenciais e nevões resultaram num aumento dramático nos níveis dos rios provocando inundações. As rajadas de vento fortes provocaram a destruição de telhados, queda de infraestruturas e árvores, e na costa ocidental, há registos de grande agitação marítima e ondas entre os 7 e os 14 metros de altura.[8][9]
A 1 de fevereiro, após o Conselho de Ministros extraordinário, o governo português declarou a situação de calamidade em Portugal até 8 de fevereiro, tendo sido depois prolongada até dia 15.[10][11]
A 5 de fevereiro, e com a aproximação das Eleições presidenciais portuguesas de 2026, a ocorrer dia 8, e devido à situação de calamidade, alguns concelhos, como Golegã, Arruda dos Vinhos e Alcácer do Sal, solicitaram o adiamento do ato eleitoral nos seus concelhos para a semana seguinte.[12]
A 7 de fevereiro, estavam registadas no '"comboio de tempestades", 16 mortes: uma em Espanha (na tempestade Joseph) e 15 em Portugal (1 na tempestade Ingrid, 11 na Kristin, 2 na Leonardo e 1 na tempestade Marta).[13][14]
Consequências
[editar | editar código]Portugal
[editar | editar código]No final de janeiro, Portugal foi afetado pelas tempestades Ingrid, Joseph, Kristin seguidas da depressão Leonardo e da depressão Marta, em fevereiro.
Tempestade Ingrid
[editar | editar código]A tempestade Ingrid foi um sistema de depressão atlântica de baixa pressão que afetou Portugal continental em 22 e 23 de janeiro de 2026, provocando condições meteorológicas adversas marcadas por chuva intensa, vento forte, queda de neve em algumas regiões de altitude relativamente baixa e forte agitação marítima. O Instituto Português do Mar e da Atmosfera emitiu avisos de nível laranja e vermelho para vários distritos devido ao risco associado a chuva persistente, vento muito forte, nevões e ondas de grande altura, e a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil colocou grande parte do território em estado de alerta.[15][16][17]

Durante a passagem da tempestade, registaram-se numerosas ocorrências relacionadas com o mau tempo, incluindo quedas de árvores, inundações, obstrução de vias e danos em infraestruturas.[18] A 24 de janeiro de 2026, no concelho do Cadaval, distrito de Lisboa, um condutor morreu e duas pessoas ficaram feridas depois do veículo em que seguiam ter sido arrastado por um caudal de água durante uma tentativa de travessia de uma zona inundada.[19][20]
A tempestade Ingrid provocou ainda o desalojamento de várias pessoas em diferentes concelhos devido a inundações e riscos de instabilidade estrutural em habitações, causando também perturbações no trânsito rodoviário e transporte ferroviário, encerramento de escolas e impactos no abastecimento energético em algumas áreas.[21][22]

Depressão Kristin
[editar | editar código]A passagem da depressão Kristin, a 28 de janeiro, provocou a morte de pelo menos 6 pessoas em Portugal,[23] com as regiões de Coimbra, Leiria, Oeste, Médio Tejo, Lezíria do Tejo e Beira Beixa a sofrerem grande devastação.[8] As rajadas de vento da depressão chegaram a atingir os 208,8 quilómetros por hora, em Soure, distrito de Coimbra.[6][24] Em Leiria, a Mata Nacional sofreu grande devastação e o Estádio Municipal, que acolheu o Euro 2004 e acolhe os jogos em casa do União de Leiria, ficou parcialmente destruído.[25] Na Figueira da Foz, a Roda-gigante ficou completamente destruída.[26] Também o Santuário de Fátima sofreu vários danos.[27] Ferreira do Zêzere teve 85% das casas danificadas.[28]
Durante os dias 28, 29 e 30 de janeiro, várias zonas das regiões de Coimbra, Leiria, Oeste e Médio Tejo estiveram sem acesso a eletricidade, água e telecomunicações.[29][30]
A 31 de janeiro, mais duas mortes foram registadas com relacionamento à passagem da tempestade. Dois homens, um na Batalha e outro em Alcobaça, caíram de telhados, enquanto tentavam fazer a reparação devido aos estragos. Foram, ainda, registados mais de 500 feridos com traumas, com ligação aos trabalhos de reparação após a destruição causada pela depressão Kristin.[2][31] No dia 1 de fevereiro foi registada outra morte, esta por inalação de monóxido de carbono do gerador que alimentava a sua casa.[32] A 2 de fevereiro, um homem morreu em Porto de Mós após a queda de um telhado que reparava subindo para dez o número de mortes relacionadas com os efeitos da tempestade Kristin.[13]
Danos patrimoniais
[editar | editar código]A passagem da depressão Kristin provocou danos significativos em vários edifícios patrimoniais em Portugal, nomeadamente na região Centro.
No Santuário do Senhor Jesus dos Milagres, os estragos concentraram-se sobretudo na cobertura, que ficou destelhada, permitindo a entrada de água no interior do templo. A queda de pináculos de pedra danificou os tetos dos claustros e deixou partes das abóbadas expostas. O vento forte arrancou ainda os relógios exteriores. Foram adotadas medidas provisórias para proteger o interior e manter as celebrações religiosas.[33]
Implantado num dos pontos mais elevados de Leiria, o Santuário de Nossa Senhora da Encarnação sofreu danos avultados, com mais de metade do telhado da igreja a ser arrancado pelo vento. O campanário tombou, perfurando o teto e destruindo o coro alto. Também as áreas envolventes registaram forte destruição, com a queda de numerosas árvores no morro que circunda o templo. As estruturas de apoio foram igualmente afetadas, encontrando-se o salão anexo destelhado e o escadório com danos, comprometendo o acesso ao local.[34][35]
Em Tomar, a tempestade Kristin provocou a queda de numerosas árvores na Mata dos Sete Montes, afetando extensas áreas. A Charolinha, elemento mais emblemático da Mata, ficou quase totalmente destruída na madrugada de 28 de janeiro de 2026, após a queda de um pinheiro de grande porte, restando apenas uma pequena parte da parede cilíndrica da estrutura. Datada do século XVI e atribuída a João de Castilho, esta “casa de fresco” em pedra lavrada, de planta circular e rodeada por um tanque, integrava o conjunto patrimonial associado ao Convento de Cristo.[36][37]
Vários museus e monumentos nacionais públicos geridos pela Museus e Monumentos de Portugal foram afetados registando-se danos patrimoniais, nomeadamente ao nível das fachadas e telhados, assim como a queda de árvores, levando ao encerramento temporário ao público. Entre os espaços afetados encontravam-se o Mosteiro da Batalha (queda de pináculos), o Museu Nacional de Conímbriga, o Convento de Cristo em Tomar e o Museu José Malhoa nas Caldas da Rainha (por causa das condições de segurança no Parque D. Carlos I). Os espaços permaneceram encerrados até à conclusão das avaliações técnicas e das intervenções de conservação e manutenção necessárias.[38][39][40]
Impacto na rede elétrica
[editar | editar código]A depressão Kristin provocou um dos maiores impactos registados na infraestrutura elétrica em Portugal continental, afetando mais de 5 000 quilómetros de redes de média, alta e muito alta tensão, um fenómeno descrito pela E-REDES como sem paralelo nos seus registos recentes. No distrito de Leiria, cerca de 680 quilómetros de linhas de alta tensão ficaram danificados. Nos cinco distritos mais atingidos, Leiria, Coimbra, Santarém, Castelo Branco e Portalegre, foi necessária a reabilitação de aproximadamente 3 750 quilómetros de rede de média tensão, além de intervenções em 24 subestações e da substituição de centenas de postes partidos ou danificados.[41][42]
Os trabalhos de reparação concentraram-se na reposição das redes de alta e média tensão na zona centro do país. Foram mobilizadas todas as equipas disponíveis, num total de cerca de 1200 operacionais no terreno, com meios humanos e equipamentos distribuídos pelas áreas mais afetadas. Às 15h de 30 de janeiro, registavam-se cerca de 266 mil clientes sem alimentação elétrica, sobretudo no distrito de Leiria, com aproximadamente 209 mil clientes por abastecer, seguindo-se Santarém e Portalegre, com cerca de 17 mil cada, Coimbra, com 12 mil, e Castelo Branco, com 10 mil.
Para reforço dos trabalhos e mitigação dos danos, a E-REDES mobilizou três centrais móveis, cerca de 250 geradores, bem como drones e helicópteros para o distrito de Leiria, permitindo uma avaliação mais detalhada dos estragos nas infraestruturas. As prioridades incluíram a reposição da rede de alta tensão danificada, a energização das subestações ainda sem alimentação e a reparação dos 46 postes partidos neste nível de tensão. Seguiu-se a resolução das avarias identificadas na rede de média tensão e, sempre que possível, a recuperação da baixa tensão.
A instalação de geradores de apoio em hospitais e outros serviços essenciais, como abastecimento de água, telecomunicações, proteção civil e autoridades, constituiu também uma prioridade. As condições de mobilidade no terreno e a instabilidade atmosférica condicionaram o ritmo dos trabalhos de reparação, sobretudo nas zonas mais afetadas, com particular incidência no distrito de Leiria.[43][44]
Reações
[editar | editar código]Nacionais
[editar | editar código]No dia 29 de janeiro, o governo português, decreta situação de calamidade até ao dia 1 de fevereiro, para as zonas mais afetadas pela tempestade Kristin. O primeiro-ministro Luís Montenegro esteve de visita aos locais mais atingidos, tendo cancelado a sua agenda de compromissos externos, a Andorra e à Croácia.[45][23] No dia 1 de fevereiro, após o Conselho de Ministros extraordinário, o governo decidiu prolongar a situação de calamidade até 8 de fevereiro "para enfrentar as situações de adversidade climatérica que ainda temos pela frente".[10]
O presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, visitou as zonas afetadas durante os dias 30 e 31 de janeiro. O presidente assumiu que não houve noção exata da dimensão da tragédia provocada pela tempestade Kristin e aponta eletricidade, água e comunicações como as urgências absolutas para as populações.[46]
Internacionais
[editar | editar código]- Parlamento Europeu - Roberta Metsola, manifestou solidariedade com Portugal na sequência dos efeitos da depressão Kristin. Numa mensagem publicada na rede social X, expressou pesar pelas vítimas e apoio a todos os afetados pela tempestade, sublinhando que “a Europa está solidária com os Portugueses” neste momento difícil. Metsola agradeceu ainda a todos os que “trabalham incansavelmente, dia e noite, para proteger vidas e restabelecer os serviços”, acrescentando que o país “não está sozinho”.[47]
- Comissão Europeia - Ursula von der Leyen, manifestou solidariedade com Portugal pelas vítimas e danos causados pela tempestade Kristin, assegurando que a União Europeia está pronta para apoiar a recuperação do país através dos seus mecanismos mais rápidos. Informou também que o comissário Dan Jørgensen se deslocou a Portugal para colaborar com as autoridades na avaliação da situação.[48]
- Vaticano - O Papa Leão XIV deixa mensagem de pesar ao povo português. Numa carta dirigida a D. José Ornelas, presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, o pontífice manifestou tristeza pelas vítimas mortais e solidariedade para com os seus familiares. Expressou também proximidade para com os feridos, desalojados e todos os afetados, assegurando orações pelas autoridades e pelas instituições civis, militares e religiosas envolvidas nas operações de socorro.[49]
Depressão Leonardo e Depressão Marta
[editar | editar código]A 30 de janeiro, o IPMA deixou o alerta da aproximação de mais duas tempestades, com o início de agravamento a partir de dia 2 de fevereiro, e alertando que "nos limites da previsão, já se aponta para uma depressão muito cavada com uma interação significativa com a Península Ibérica".[50] O especialista Alfredo Graça, da Meteored Portugal, que acrescenta que, “de acordo com os mapas do modelo europeu para o curto e médio prazo, o bloqueio de altas pressões entre a Gronelândia e a Escandinávia está para durar”.[51] O climatologista Carlos Câmara, afirmou que “os próximos dias vão ser mais calmos, mas já há duas novas carruagens que estão no Atlântico”, referindo-se ao “comboio de depressões” que tem assolado Portugal.[52]
A 2 de fevereiro, o Instituto Português do Mar e da Atmosfera ativa novo alerta, para a chegada de nova depressão, Leonardo,[53] prevendo em algumas regiões, chuva duas a três vezes acima da média e para a noite de quarta para quinta-feira, 4 para 5 de fevereiro, o período mais crítico, com precipitação generalizada, rajadas até 75 km/h no litoral a sul do Cabo Mondego e até 95 km/h nas terras altas.[54] O Serviço Nacional de Proteção Civil elevou o seu estado de alerta ao nível máximo, com o seu comandante a alertar para uma situação meteorológica "muito complexa" no horizonte. As Forças Armadas de Portugal destacaram 3.000 militares e 42 botes insufláveis com equipas marítimas ao longo dos principais rios do país sujeitos a cheias, uma vez que se previa o agravamento das condições meteorológicas ao longo da semana.[55]
No dia 4 de fevereiro, um homem de 64 anos morre, quando tentava atravessar de carro a estrada da Barragem da Amoreira, no concelho de Serpa, elevando para 14 o número de vítimas mortais registadas desde 22 de janeiro, nas sequências do mau tempo.[56] No dia 5, é registada mais uma morte. Um homem de 72 anos, morre após queda quando arranjava o telhado de casa no concelho da Sertã.[57]
A 5 de fevereiro, o presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), disse ter recebido indicações do Instituto Português do Mar e da Atmosfera sobre a aproximação de uma nova tempestade atlântica: a depressão Marta, e diz que "Portugal começa a preparar-se para enfrentar um novo agravamento das condições meteorológicas, poucos dias depois de ter passado por um "comboio de tempestades", que deixou um rasto de destruição por todo o país".[58]
Ainda a 5 de fevereiro, e com a aproximação das Eleições presidenciais portuguesas de 2026, a ocorrer dia 8, e devido à situação de calamidade, alguns concelhos, como Golegã, Arruda dos Vinhos e Alcácer do Sal, solicitaram o adiamento do ato eleitoral nos seus concelhos para a semana seguinte.[59] Algumas freguesias também tiveram as eleições adiadas para o domingo seguinte, como Bidoeira de Cima, no Município de Leiria, onde as eleições decorreram normalmente nas restantes freguesias.[60][61][62] Apesar das dificuldades, muitas zonas gravemente afetadas conseguiram realizar o processo eleitoral. Na freguesia de Ereira, localidade que ficou isolada devido à subida do nível da água, os votos foram transportados de barco e os eleitores também se deslocaram à urna por este meio.[63][64][65] No resto do país, o ato eleitoral decorreu normalmente com abstenção a aumentar apenas 2,15 pontos percentuais.[66]
A 7 de fevereiro, já com a depressão Marta no território, a Proteção Civil comunica a morte de um bombeiro, também militar da GNR, enquanto fazia o "patrulhamento, reconhecimento e vigilância" na estrada nacional 373, numa "zona de confluência com o rio Caia", em Campo Maior.[14]
Espanha
[editar | editar código]No dia 27 de janeiro, uma mulher morreu na localidade de Torremolinos, em Málaga, Espanha, devido às fortes rajadas de vento que que aconteceram na Costa del Sol.[67] A aproximação da tempestade Joseph de Espanha levou, no dia 27 de janeiro, ao encerramento dos Jardins do Retiro de Madrid e de outros oito parques históricos da capital.[3][68] A Agência Estatal de Meteorologia (AEMET) alertou para a chegada de um comboio de tempestades a Espanha. O alerta surgiu após a passagem da tempestade Joseph, que atingiu a Península Ibérica no dia 26 de janeiro.[69]
A passagem da depressão Kristin causou fortes constrangimentos em Espanha. Perante a situação, a junta da Extremadura ativou a fase de emergência em toda a região e o Ministério Regional suspendeu as aulas em todas as escolas. Foi imitido aviso de rajadas de ventos de 90 km/h, mas foram registados ventos de 150 km/h e mais de 300 incidentes relacionados com a tempestade.[70]
A tempestade Leonardo chegou a 3 de fevereiro à região espanhola da Andaluzia sob chuva muito intensa e risco elevado de cheias porque os rios e os solos já estavam saturados das anteriores tempestades. A tempestade fustigou severamente a região, onde pelo menos 3500 pessoas foram retiradas das suas casas devido a inundações.[71]
Em Espanha, a AEMET ativou, a 3 de fevereiro, alertas amarelos generalizados para chuvas intensas na Galiza, Andaluzia e Extremadura, com algumas áreas a preverem até 90 litros por metro quadrado acima das médias sazonais. A costa da Galiza continua sob alerta laranja para ondas que podem atingir os 6 metros. Além disso, os alertas para o degelo estão activos em Castela e Leão, uma vez que o aumento das temperaturas e as fortes chuvas ameaçam provocar um escoamento rápido e cheias de rios em áreas recentemente cobertas de neve.[72]
A 5 de fevereiro, Espanha sai do alerta vermelho, para laranja. Na Andaluzia, uma mulher jovem foi dada como desaparecida depois de ter caído ao rio Turville, no município de Sayalonga, Málaga. A mulher terá sido levada pela corrente enquanto tentava resgatar o seu cão; embora o cão tenha sido encontrado vivo, a mulher continua desaparecida, apesar de buscas intensivas a envolverem helicópteros e drones.[73]
Itália
[editar | editar código]
A Itália foi afetada pelo ciclone Harry, que provocou prejuízos devido às chuvas torrenciais e ao vento com rajadas superiores a 120 km/h. No dia 26 de janeiro, o governo italiano declarou estado de emergência nacional nas regiões da Calábria, da Sicília e da Sardenha devido à devastação causada pela passagem da tempestade Harry, que não causou vítimas mortais.[3]
A passagem da tempestade provocou deslizamentos de terra no município siciliano de Niscemi, onde uma ampla faixa de terreno cedeu após dias de chuvas intensas e levou ao colapso de uma arriba, levando à destruição de habitações. Tal obrigou à retirada de aproximadamente 1 500 pessoas. A primeira-ministra Giorgia Meloni deslocou-se ao local, a 28 de janeiro.[74]
Reino Unido
[editar | editar código]O Reino Unido, fortemente afetado pela tempestade Chandra, registou recordes diários de precipitação em janeiro, entre eles, Katesbridge, na Irlanda do Norte, que registou 100,8 mm de chuva.[3] A 28 de janeiro, foram emitidos vários alertas de chuvas torrenciais no país e várias pessoas foram evacuadas.[75]
Ver também
[editar | editar código]Referências
- ↑ «Mais de 400 feridos assistidos no Hospital de Leiria». SIC Notícias. 31 de janeiro de 2026. Consultado em 1 de fevereiro de 2026
- ↑ a b «Limpeza e reconstrução após Kristin. 545 pessoas feridas com traumatismo, 15 com intoxicações causadas por geradores». SAPO. Consultado em 1 de fevereiro de 2026
- ↑ a b c d «"Comboio de tempestades" varre a Europa: Portugal na rota da Kristin». Euronews. Consultado em 28 de janeiro de 2026
- ↑ «Tempestade Kristin faz parte de "um comboio de tempestades" e mais podem estar a caminho». Expresso. Consultado em 28 de janeiro de 2026
- ↑ «Sucessivas tempestades atlânticas afetarão Portugal nos próximos dias». Dailymotion. Consultado em 28 de janeiro de 2026
- ↑ a b «Ciclone-bomba, um ferrão e vento a 209km/h marcaram o desastre chamado Kristin». Jornal Público. Consultado em 29 de janeiro de 2026
- ↑ «Kristin poderá ter sido a tempestade mais forte desde que há registo, segundo o IPMA». Jornal Público. Consultado em 30 de janeiro de 2026
- ↑ a b «Depressão Kristin faz quatro mortos em Portugal. Leiria "foi arrasada"». CNN Portugal. 28-01-2026. Consultado em 28 de janeiro de 2026
- ↑ «AT least five people have been killed by a weather "beast" in European hotspots for tourists». The Sun. Consultado em 28 de janeiro de 2026
- ↑ a b «A resposta aos danos da depressão Kristin e a evolução do estado do tempo». RTP. Consultado em 1 de fevereiro de 2026
- ↑ «Situação de calamidade prolongada até 15 de fevereiro». CNN Portugal. Consultado em 5 de fevereiro de 2026
- ↑ «Presidenciais adiadas em três concelhos, Marcelo sublinha que cabe a outros autarcas decidir se querem fazer o mesmo. Eis o que a lei prevê». CNN Portugal. Consultado em 5 de fevereiro de 2026
- ↑ a b PÚBLICO (2 de fevereiro de 2026). «Homem morre em Porto de Mós após queda de telhado que reparava». PÚBLICO. Consultado em 2 de fevereiro de 2026
- ↑ a b «Tempestades em Portugal: número de mortes subiu para 14». SIC Notícias. Consultado em 7 de fevereiro de 2026
- ↑ «Tempestade Ingrid: País em alerta com agravamento do estado do tempo». A Bola. 23 de janeiro de 2026. Consultado em 31 de janeiro de 2026
- ↑ «Portugal entra em prontidão nível 3 por neve e mar agitado com tempestade Ingrid». Consultado em 31 de janeiro de 2026
- ↑ Tavares-Teles, Alexandra (22 de janeiro de 2026). «Depressão Ingrid. Muita chuva leva a descargas preventivas em barragens e agrava risco de cheias». Diário de Notícias (em inglês). Consultado em 31 de janeiro de 2026
- ↑ Lusa, Sofia Fonseca,Rui Frias,Agência (24 de janeiro de 2026). «Depressão Ingrid já causou um morto, um ferido e 21 deslocados. Estradas inundadas na zona da Bacia do Tejo». Diário de Notícias (em inglês). Consultado em 31 de janeiro de 2026
- ↑ «Depressão Ingrid fez uma vitima mortal e dois feridos no Cadaval». RTP. 24 janeiro 2026. Consultado em 28 de janeiro de 2026
- ↑ «Tempestade Ingrid faz primeira vítima mortal em Portugal». Euronews. Consultado em 28 de janeiro de 2026
- ↑ Lusa, Agência (25 de janeiro de 2026). «Depressão Ingrid já causou em Portugal continental um morto, um ferido e 21 deslocados». Folha Nacional. Consultado em 31 de janeiro de 2026
- ↑ Portugal, Vaz Mendes, de (23 de janeiro de 2026). «Portugal fustigado pela depressão Ingrid com neve, chuva, vento e muito frio coloca o país em alerta máximo». PortalR3. Consultado em 31 de janeiro de 2026
- ↑ a b «Rajadas de 200 km/h e muita destruição: Governo decreta situação de calamidade após tempestade». Euronews. Consultado em 29 de janeiro de 2026
- ↑ «IPMA - Estações Valores Extremos». www.ipma.pt. Consultado em 29 de janeiro de 2026
- ↑ «As imagens da destruição causada pela tempestade Kristin no Estádio Dr. Magalhães Pessoa, em Leiria, onde o União adiou o próximo jogo». Tribuna. 28 de janeiro de 2026. Consultado em 13 de fevereiro de 2026
- ↑ Portugal, Rádio e Televisão de (28 de janeiro de 2026). «Roda gigante da Figueira da Foz caiu». Roda gigante da Figueira da Foz caiu. Consultado em 13 de fevereiro de 2026
- ↑ Mairos, Olímpia (28 de janeiro de 2026). «Vento forte provoca queda de dezenas de árvores no Santuário de Fátima». Radio Renascença. Consultado em 13 de fevereiro de 2026
- ↑ Filipe, Jéssica (29 de janeiro de 2026). «Ferreira do Zêzere tem 85% das casas danificadas e continua sem água, eletricidade e comunicações (c/vídeo)». Médio Tejo. Consultado em 30 de janeiro de 2026
- ↑ «Depressão Kristin: quatro mortes confirmadas, autarca de Leiria pede estado de calamidade para o concelho, A1 cortada em vários pontos». Expresso. 28 de janeiro de 2026. Consultado em 28 de janeiro de 2026
- ↑ «Em direto/ Depressão Kristin faz cinco mortes. Há estádios danificados, aviões destruídos e comboios suspensos. Mau tempo vai continuar, alerta Montenegro». Observador. Consultado em 28 de janeiro de 2026
- ↑ «Dois mortos e mais de 400 feridos nos trabalhos de recuperação após depressão Kristin». Jornal Expresso. Consultado em 31 de janeiro de 2026
- ↑ «Sobe para nove o número de vítimas na sequência da depressão Kristin». SIC Notícias. Consultado em 1 de fevereiro de 2026
- ↑ cristianabernardino (31 de janeiro de 2026). «Telhado do Santuário dos Milagres precisa de "reparação urgente"». Consultado em 31 de janeiro de 2026
- ↑ «Leiria transformada num cenário de guerra: a vista de cima da cidade que a tempestade virou do avesso». SIC Notícias. 29 de janeiro de 2026. Consultado em 30 de janeiro de 2026
- ↑ Andrade, P. Giselo (31 de janeiro de 2026). «Leiria: Santuário de Nossa Senhora da Encarnação sofre "danos avultados" após a depressão Kristin». Jornal da Madeira. Consultado em 31 de janeiro de 2026
- ↑ «Charolinha da Mata dos Sete Montes arrasada pela tempestade Kristin | Tomar na Rede». tomarnarede.pt. 30 de janeiro de 2026. Consultado em 31 de janeiro de 2026
- ↑ «E é isto que resta da Charolinha da Mata dos Sete Montes | Tomar na Rede». tomarnarede.pt. 30 de janeiro de 2026. Consultado em 31 de janeiro de 2026
- ↑ «Quatro museus e monumentos nacionais encerrados ao público». www.lusa.pt. Consultado em 31 de janeiro de 2026
- ↑ Lusa. «Falta de comunicações leva Câmara da Batalha a distribuir avisos em papel porta-a-porta». Região de Leiria. Consultado em 31 de janeiro de 2026
- ↑ «MSN». www.msn.com. Consultado em 31 de janeiro de 2026
- ↑ «Ourém pede reforço urgente de equipas da E-Redes para repor eletricidade». Mais Ribatejo. Consultado em 13 de fevereiro de 2026
- ↑ Depressão Kristin deixou mais de um milhão de portugueses sem eletricidade, consultado em 13 de fevereiro de 2026
- ↑ «E-REDES reforça operacionais, equipamentos e infra-estruturas na zona centro | E-REDES». www.e-redes.pt. Consultado em 30 de janeiro de 2026
- ↑ Suspiro, Ana. «"Foi brutal" e "não tem paralelo". Kristin atingiu mais de 5.000 km de redes elétricas, da média à muito alta tensão». Observador. Consultado em 30 de janeiro de 2026
- ↑ «Decretada situação de calamidade para zonas mais afectadas pela tempestade Kristin». Jornal Público. Consultado em 29 de janeiro de 2026
- ↑ «Marcelo em Leiria admite que resposta "podia ter sido mais rápida" e exige foco nas prioridades de recuperação». Diário de Notícias. Consultado em 31 de janeiro de 2026
- ↑ «Mau tempo: Metsola manifesta solidariedade às vítimas e agradece a quem protege vidas». www.jm-madeira.pt. Consultado em 30 de janeiro de 2026
- ↑ «União Europeia anuncia ajuda para os países atingidos por tempestade». rna.ao. Consultado em 30 de janeiro de 2026
- ↑ «Papa Leão XIV deixa mensagem de pesar ao povo português devido à depressão Kristin». www.cmjornal.pt. 30 de janeiro de 2026. Consultado em 30 de janeiro de 2026
- ↑ «Ainda se sentem os efeitos da Kristin e já há mais duas depressões que podem vir a ameaçar Portugal». CNN Portugal. Consultado em 30 de janeiro de 2026
- ↑ «Vêm aí mais tempestades». 29 de janeiro de 2026. Consultado em 30 de janeiro de 2026
- ↑ «"Cocktail explosivo" explica severidade da Kristin. "Comboio de depressões" tem mais "duas carruagens a caminho"». Diário de Notícias. Consultado em 30 de janeiro de 2026
- ↑ «"Comboio" de tempestades continua. Leonardo chega nos próximos dias e traz mais chuva abundante». Visão. Consultado em 3 de fevereiro de 2026
- ↑ «Depois da destruição da Kristin, depressão Leonardo traz muita chuva e vento a Portugal». DN. Consultado em 3 de fevereiro de 2026
- ↑ «Storm Leo pounds Iberian Peninsula with torrential rains». Reuters. Consultado em 4 de fevereiro de 2026
- ↑ «Homem morre ao tentar atravessar estrada junto à Barragem da Amoreira em Serpa». SIC Notícias
- ↑ «Homem morre após queda quando arranjava o telhado de casa na Sertã». CNN Portugal. Consultado em 5 de fevereiro de 2026
- ↑ «"Comboio de tempestades" não para. Marta chega na próxima semana». Notícias ao Minuto. Consultado em 5 de fevereiro de 2025
- ↑ «Presidenciais adiadas em três concelhos, Marcelo sublinha que cabe a outros autarcas decidir se querem fazer o mesmo. Eis o que a lei prevê». CNN Portugal. Consultado em 5 de fevereiro de 2026
- ↑ Câmara Municipal de Leiria (6 de fevereiro de 2026). «Tempestade Kristin obriga ao adiamento das eleições presidenciais na Bidoeira de Cima». Consultado em 12 de fevereiro de 2026
- ↑ Lusa, Agência. «Uma das 20 freguesias do concelho de Leiria adia votação para eleições presidenciais». Observador. Consultado em 13 de fevereiro de 2026
- ↑ «António José Seguro vence no distrito de Leiria em todos os concelhos». Jornal de Leiria. Consultado em 13 de fevereiro de 2026
- ↑ «Residentes de Ereira têm de ir votar de barco». SIC Notícias. 8 de fevereiro de 2026. Consultado em 13 de fevereiro de 2026
- ↑ Lusa (8 de fevereiro de 2026). «População da Ereira foi de barco às urnas "com sentimento agridoce"». TSF. Consultado em 13 de fevereiro de 2026
- ↑ Viajámos no barco que transportou os votos de uma aldeia isolada pela água para Montemor-o-Velho, consultado em 13 de fevereiro de 2026
- ↑ Borges, Adriana Castro, Liliana (8 de fevereiro de 2026). «Abstenção resiste nos 49,89%, mas votos em branco disparam». PÚBLICO. Consultado em 13 de fevereiro de 2026
- ↑ «Una mujer muere en Torremolinos por la borrasca Joseph, que activa avisos en casi toda España» (em espanhol). RTVE. Consultado em 28 de janeiro de 2026
- ↑ «El temporal 'Joseph' obliga a cerrar El Retiro y otros ochos parques históricos de Madrid». El país. Consultado em 28 de janeiro de 2026
- ↑ «Última hora de la borrasca Kristin en España, en directo: Provincias hoy en alerta, avisos naranja de Aemet y temporal de frío, lluvia y nieve» (em espanhol). El periodico. Consultado em 30 de janeiro de 2026
- ↑ «"En Extremadura se han registrado vientos de 150 km/h cuando el aviso era de 90km/h"». elperiodicoextremadura.com. Consultado em 1 de fevereiro de 2026
- ↑ «Tempestade Leonardo deixa mais de 3500 desalojados na Andaluzia». Jornal Público. Consultado em 4 de fevereiro de 2026
- ↑ «Aviso especial. Lluvias intensas y extraordinariamente persistentes.». www.aemet.es. Consultado em 3 de fevereiro de 2026
- ↑ «Tempestade Leonardo: Espanha sai do alerta vermelho, mas mulher permanece desaparecida». SAPO. Consultado em 5 de fevereiro de 2026
- ↑ «Assim está Niscemi: à beira do abismo. As imagens (e a visita de Meloni)». Notícias ao Minuto. Consultado em 28 de janeiro de 2026
- ↑ «'Danger to life' flood warning as residents evacuated after Storm Chandra batters UK». manchestereveningnews.co.uk (em inglês). Consultado em 28 de janeiro de 2026
Ligações externas
[editar | editar código]