Comenciolo (irmão de Focas)

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Comenciolo ou Comentiolo (em latim: Comentiolus; em grego: Κομεντίολος; transl.: Komentiolos; m. 611) era irmão do imperador bizantino Focas (r. 602-610).

História[editar | editar código-fonte]

Nada se sabe sobre os primeiros anos da vida de Comenciolo, exceto que ele era filho de Domência (Domentzia), juntamente com Focas e o finado magister officiorum Domenciolo (Domentziolo).[1] Elevado pelo irmão à dignidade de patrício e ao posto de magister militum per Orientem, ele estava encarregado do exército bizantino no oriente que enfrentava o Império Sassânida quando Focas foi deposto e executado por Heráclio (r. 610-641) em 610.[2] [3]

Comenciolo se recusou a reconhecer a ascensão de Heráclio e, após levar seu exército para o quartel de inverno em Ancira, planejou atacar Constantinopla e vingar a morte de seus irmãos.[4] Heráclio perdoou seu sobrinho, o filho de Domenciolo (também chamado de Domenciolo) e enviou duas embaixadas, a primeira sob o monge Herodiano, e a segundo sob o respeitado general Filípico. Comenciolo prendeu Filípico e ameaçou executá-lo. Segundo a Vida de Teodoro de Siceão, quando Filípico, o gloriosissimus Eutiquiano e outros prisioneiros importantes iam ser executados eles enviada uma carta para Teodoro solicitando sua ajuda, porém esta não se fez necessária já que Comenciolo foi assassinado antes pelo patrício ou magister militum per Armeniam Justino (no final de 610 ou início de 611). A revolta, e com ela uma séria ameaça ao ainda incipiente governo de Heráclio, morreu com ele,[3] [5] todavia, considerando que Comenciolo atuou como um dos principais comandantes no Oriente, sua morte provocou uma defasagem nas defesas fronteiriças o que permitiu que os persas tomassem dianteira e conquistassem, em 611, Cesareia, e em 613, várias províncias orientais.[2]

Referências

  1. Martindale 1992, p. 326, 409, 417
  2. a b Christos Makrypoulias (2003). Rebellion of Komentiolos, 610 (em inglês). Encyclopaedia of the Hellenic World, Asia Minor. Página visitada em 5 de agosto de 2013.
  3. a b Martindale 1992, p. 326
  4. Kaegi 1981, p. 141–142
  5. Kaegi 1981, p. 142–143

Bibliografia[editar | editar código-fonte]