Comma Johanneum

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Comma Johanneum (em tradução livre, "Parêntese Joanino" ou "Cláusula Joanina") é a denominação latina dada ao parágrafo que está em algumas traduções, não só em português, mas em outros idiomas, na Primeira Carta de João capítulo 5, entre os versículos 7 e 8, essa concepção nasce de uma critica textual muito recente, enquanto todos os textos grego antes do século XVII continha essa cláusula, somente em descobertas de autógrafos mais recentes é que ela não aparece.

Alguns estudiosos afirmam que este acréscimo feito nas Escrituras Sagradas foi uma necessidade da Santa Sé, através do Quarto Concílio de Latrão, no século XII, contra alguns dos ensinos de Joaquim que afirmavam que a mesma essência, substância e natureza existentes na Trindade era depositada no espírito dos cristãos, através de uma relação Espirito-espírito. Porém essa afirmação é um erro pois autógrafos dos século V já consta essa clausula.

O "Comma Johanneum"[editar | editar código-fonte]

O suposto "Parêntese Joanino" está inserido entre os versículos 7 e 8 do capítulo 5 da Primeira Carta de João (1 Jo 5,7-8). Na reprodução de algumas traduções mais modernas da Bíblia esses versículos, se encontra entre colchetes:

7 Pois há três que dão testemunho [no céu: o Pai, a Palavra e o Espírito Santo; e estes três são um.
8 E três são os que testificam na terra]: O Espírito, a água e o sangue, e os três são unânimes num só propósito.

Por ser uma referência explícita à Santíssima Trindade é rejeitado por algumas correntes cristãs que não aceitam este dogma, e por isso não incluído em suas versões da Bíblia.

Apesar de aceitar o dogma da Santíssima Trindade, a Igreja Católica não reconhece o "Parêntese Joanino" como autêntico, e por esse motivo não o aceita. Porém todas as igrejas de origem Protestante Históricas reconhece, pois se encontra nos texto recebido pela igreja.

Controvérsias[editar | editar código-fonte]

Comma no Codex Ottobonianus (0629 na notação de Gregory-Aland)

Considerados inúmeros manuscritos e códices antigos constam o "Parêntese Joanino" e em outros não. As controvérsias já vem de longo tempo e, historicamente, envolvem as diversas correntes e seitas consideradas heréticas dentro do cristianismo, já que algumas delas não consideravam Jesus Cristo como um ser divino. Outras, rejeitavam o dogma da Trindade, considerando Jesus um ser divino, mas em uma escala abaixo de Deus.

A cláusula chamada Joanina é resposta às correntes heréticas que surgiram durante a consolidação do cristianismo, e serve para firmar a figura de Jesus Cristo como "semelhante ao Pai" e afirmar o conceito da Santíssima Trindade: Pai, Filho e Espírito Santo.

Para alguns, não pertencia à carta atribuída ao apóstolo João, sendo acrescentado posteriormente, mas para os mais eruditos no grego essa é uma historia sem credibilidade alguma . Por não ser um acréscimo, sendo assim é considerada inspirada por Deus pelos protestantes, tão logo ela pertencer às Sagradas Escrituras, as traduções que a removem cometem uma grande erro, de dar importância a manuscritos não confiáveis do século IV.

Ver também[editar | editar código-fonte]

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