Ternium Brasil

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Ternium Brasil
Empresa de capital fechado
Atividade Siderúrgica
Fundação 18 de junho de 2010 (8 anos)
Sede Rio de Janeiro,  Rio de Janeiro
Empregados 5.500[1]
Produtos 5 milhões de placas de aço/ano
Acionistas Ternium
Usiminas
Website oficial http://br.ternium.com/pb/

A Ternium Brasil, é uma das maiores siderúrgicas do Brasil e da América Latina. A planta entrou em operação em junho de 2010 construída pela siderúrgica alemã Thyssenkrüpp[1].

A construção ocupa uma área de aproximadamente 10 milhões de m², e está situada na Avenida João XXIII, entre a Base Aérea de Santa Cruz e o Canal São Francisco, no Distrito Industrial de Santa Cruz, Rio de Janeiro[2]. A empresa beneficiará o minério retirado no estado de Minas Gerais pela Companhia Vale do Rio Doce, que é uma das sócias do empreendimento junto com o grupo Ternium, que é o controlador.

Construção[editar | editar código-fonte]

A pedra fundamental[2] da siderúrgica foi lançada na sexta-feira, dia 29 de setembro de 2006 pelo grupo siderúrgico alemão Thyssenküpp. A então, Companhia Siderúrgica do Atlântico Sul (CSA) contratou para fazer a dragagem do Canal São Francisco, da Baía de Sepetiba, construção de entrada particular de navios e o aterro da área foi construída pela empresa Deme Brazil Serviços de Dragagem Ltda, empresa do grupo Deme, formado pelas gigantes Dredging International B.V. e Royal Boskalis N.V., duas das maiores no ramo no mundo inteiro.

Fazem parte do complexo industrial um porto privativo com dois terminais, um ramal ferroviário da MRS Logística S.A. e uma usina termoelétrica[1]. O primeiro alto-forno entrou em operação em 2010 e o segundo em 2011.

A siderúrgica esta dimensionado para processar 42 milhões de toneladas de minério por ano, devendo aumentar esta capacidade para 72 milhões de toneladas até 2016.

Impactos Ambientais[editar | editar código-fonte]

A siderúrgica apresentou vários descumprimentos ambientais que afetaram a saúde dos moradores local. Foi multada em 2012 em 10,5 milhões de reais pela Secretaria de Estado do Ambiente e pelo Instituto Estadual do Ambiente por ocorrer uma série de exposições de partículas tóxicas aos moradores locais da Baía de Sepetiba após descumprimento das regulações obrigatórias quando surgiram as primeiras chuvas de prata. Aconteceram outras multas anteriormente, uma de R$ 1,8 milhão em Agosto de 2010, outra de 2,8 milhões de reais em Janeiro de 2011 e também teve que investir obrigatoriamente por indenização pela Secretaria de Estado do Ambiente e pelo Instituto Estadual do Ambiente 14 milhões de reais em obra da construção de uma clínica de saúde, no controle de inundações e no ressarcimento a pescadores.[3]

Venda e mudança do nome[editar | editar código-fonte]

Em setembro de 2017 o grupo Ternium, que opera nas Américas e é sediada em Luxemburgo concluiu a compra do complexo siderúrgico por 1,4 bilhão de euros, e desde então mudou seu nome de Companhia Siderúrgica do Atlântico Sul (CSA) para Ternium Brasil.[4]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c Glauber Gonçalves. «CSA sai, finalmente, do papel». O Estado de S.Paulo, Caderno de Economia B6 23-5-2010. Consultado em 26 de maio de 2010 
  2. a b Erica Ribeiro. «ThyssenKrupp Steel lança pedra fundamental da siderúrgica CSA». Jornal O Globo, Caderno de Economia 29-9-2006. Consultado em 26 de maio de 2010 
  3. «Secretaria de Estado do Ambiente - SEA». www.rj.gov.br. Consultado em 19 de agosto de 2018 
  4. «Ternium conclui aquisição da CSA e siderúrgica muda de nome». O Globo. 7 de setembro de 2017 
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