Companhia das Índias Orientais
As Companhias das Índias Orientais foram várias organizações distintas com objetivos comerciais na Ásia Oriental, de origens francesa, holandesa, sueca e inglesa:[1]
- A Companhia Britânica das Índias Orientais, fundada em 1600;
- A Companhia Neerlandesa das Índias Orientais, fundada em 1602;
- A Companhia Francesa das Índias Orientais, fundada em 1664.
- A Companhia Sueca das Índias Orientais (1731-1813)
Índice
Companhia Britânica das Índias Orientais[editar | editar código-fonte]
A companhia britânica era uma organização formada por mercadores londrinos e durante dois séculos e meio transformou os privilégios comerciais na Ásia em um império centrado na Índia. Licenciada em 1600, a companhia logo perdeu as Ilhas Molucas para os holandeses, mas em 1700 já havia assegurado importantes portos comerciais na Índia, principalmente Madras, Bombaim e Calcutá. Em meados do século XVIII, as hostilidades anglo-francesas na Europa refletiram-se em uma luta pela supremacia com a companhia francesa. O comandante inglês Clive foi mais hábil que o governador francês Dupleix no sul da Índia e interveio na rica província de Bengala, no nordeste. A vitória sobre o governador de Bengala em 1757 deu início a um século de expansão, e a Companhia Britânica das Índias Orientais emergiu como o grande órgão europeu na Índia, apesar da forte disputa com os franceses.
Companhia Neerlandesa das Índias Orientais[editar | editar código-fonte]
A companhia neerlandesa foi criada em 1602 sob a proteção do príncipe Maurício de Nassau para coordenar as atividades das companhias que concorriam no comércio nas Índias Orientais e para agir como um braço do Estado holandês em sua luta contra a Espanha. Em 1799, foi liquidada e seus débitos, posses e responsabilidades foram assumidos pelo governo holandês. Seu monopólio se estendia desde o cabo da Boa Esperança até ao estreito de Magalhães. A influência e a atividade holandesa se expandiram por todo o arquipélago malaio, China, Japão, Índia, Pérsia e pelo cabo da Boa Esperança.
Companhia Francesa das Índias Orientais[editar | editar código-fonte]
A organização francesa foi fundada para fazer concorrência às Companhias das Índias Orientais holandesa e inglesa. Até meados do século XVIII foi menos bem-sucedida que suas rivais mas, liderada pelo ambicioso governador Joseph François Dupleix, a companhia passou a ser uma grande ameaça à influência inglesa na Índia, principalmente pelas alianças que estabeleceu com governantes locais no sul daquele país, entre 1742 a 1754. Ostentou durante 50 anos o monopólio de navegação e comércio nos oceanos Pacífico e Índico, na área situada entre os cabos de Horn e da Boa Esperança. A companhia prosperou e estendeu suas operações à China e à Pérsia. Em 1719, foi reorganizada com as companhias coloniais francesas da América e África, sob o nome de Compagnie des Indes (Companhia das Índias). As operações da companhia foram suspensas definitivamente, por decreto real, em 1769.
Companhia Sueca das Índias Orientais[editar | editar código-fonte]
A companhia sueca foi criada em 1731. Inicialmente um êxito comercial, entrou em decadência económica, acabando por ser dissolvida em 1813
Companhia das Índias Orientais no cinema[editar | editar código-fonte]
Em 2007, foi lançado o filme Pirates of the Caribbean: At World's End (em Portugal, Piratas das Caraíbas: Nos Confins do Mundo e no Brasil, Piratas do Caribe: No Fim do Mundo) retratando a Companhia das Índias Orientais como a vilã da história. No filme, Lord Cutler Beckett se alia a Davy Jones e James Norrington, tem como missão matar todos os piratas sem piedade. O filme tem no elenco Bill Nighy como Davy Jones, Tom Hollander como Lord Beckett, Jack Davenport como James Norrington, Geoffrey Rush como Hector Barbossa, Naomie Harris como Tia Dalma/Calypso, Orlando Bloom como Will Turner, Keira Knightley como Elizabeth Swann, Chow Yun-Fat como Sao Feng, Kevin McNally como Joshamee Gibbs e Johnny Depp como Jack Sparrow.
Referências
- ↑ Bernadette de Castelbajac. «Companhia das Índias, grande negócio em muitas versões». História viva. Consultado em 6 de março de 2016.