Companhia do Calypso

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Companhia do Calypso
Logomarca Oficial da banda.
Informação geral
Origem
País  Brasil
Gênero(s)
Período em atividade 2002—presente
Gravadora(s)
Integrantes Dayse Santana
Ronny Verssalys
Ex-integrantes Allan Clistenes
Charles Cill
Flävio Miranda
Lenne Bandeira
Manu Rocha
Michelle Andrade
Mylla Karvalho
Náguia Brasil
Nira Duarte
Priscila Russo
Raylla Lima
Robertinho do Pará
Rose Sales
Simara Pires
Página oficial CompanhiadoCalypso

Companhia do Calypso é uma banda brasileira de calypso formada em 2002, na cidade de Belém do Pará.[1][2] Pelo empresário Ari Karvalho. Atualmente possui e seus vocais os cantores Dayse Santana e Ronny Versalys.

A banda alcançou enorme sucesso em todo o Brasil, com os hits "Simancol", "Deusa", "Ânsia", "Homem Safado", "Tum Tarará" e "Tchic Bum". Ao logo de toda sua carreira, a Companhia vendeu mais de 2 milhões de cópias em todo o Brasil.[3]

Histórico da banda[editar | editar código-fonte]

2002: Início e formação[editar | editar código-fonte]

Porto de Belém, local onde ocorreu o encontro de Mylla Karvalho e Lenne Bandeira, que ocasionou na formação da banda.

Em 2002, os irmãos Milson e Mylla Karvalho tentavam sorte no meio musical paraense, logo saíra da cidade de Marabá na qual residiam, para Belém, na intenção de procurar produtores que pudessem produzir e gravar o primeiro disco da banda Quiss, conjunto na qual os dois faziam parte. Após chegarem em Belém e conseguirem gravar o projeto, a dupla tinha a intenção de retornar a Marabá, porém durante o retorno mais precisamente em uma balça, que fazia a linha entre Belém e Marabá, Mylla avistou um ônibus, mas não um ônibus qualquer, o ônibus da famosa cantora paraense Lenne Bandeira que vinha explodia nas rádios paraenses naquela época. De imediato Mylla comenta com o irmão, para ele ir falar com Lenne, na esperança de quem sabe ela os atendesse e lá foram eles, Milson e Mylla contaram sua história e a suas tentativas de conquistarem o sucesso, comovida com a força de vontade e o talento dos irmãos, Lenne aceitou ajudar a dupla e os levou para serem empresariados por seu escritório. Em agosto do mesmo ano, Lenne recebeu um convite do experiente produtor musical e empresário pernambucano Ari Karvalho, para fazer parte de uma nova banda de calypso, ritmo paraense derivado do brega e do Calipso caribenho que vinha conquistando o Nordeste do Brasil, logo convidou Mylla a se juntar a ela nos vocais do projeto, ai surgiu a "Companhia do Calypso".

2002–04: Volume 1 e 2 e Ao Vivo Em Recife[editar | editar código-fonte]

Quem completou a formação da Banda foi Charles Cill e logo banda deu início à gravação de seu álbum de estréia Ao Vivo, lançado pela gravadora Som Livre em dezembro de 2002. No álbum contem sucessos como "Outro Rapaz", "Sedução", "Mais um Lance", "Medo de Falar" e a balada de maior sucesso da banda "Faltou Coragem", que marcaram presença. Seis singles oficiais foram lançados a partir do álbum para a sua promoção, sendo eles "Sedução", "Mais um Lance", "Medo de Falar", "O Meu Amor É Todo Seu", "Nas Ondas do Rádio" e "Goodbye Amor", que começaram a ganhar rotação nas rádios regionais brasileiras, o projeto vendeu mais de 200 mil cópias, fazendo com que a banda recebesse o primeiro disco de platina, pela Pro-Música Brasil.[3] Não demorou muito e Charles Cill saiu da Banda, Quem o substituiu foi Robertinho do Pará que também ajudou e muito para que a Banda conquistasse o Brasil.

Depois de alguns meses a Companhia do Calypso iniciou a gravação do seu segundo álbum Volume 2 - Ao Vivo em Marabá, Que continha sucessos do primeiro trabalho da banda que mais se destacaram com canções inéditas, lançado em dezembro de 2003 pela gravadora GAL. O projeto gerou seis singles todos com enorme sucesso, "Deusa", "Impossível Te Amar", "Ânsia", "Complicada" e principalmente "Se Mancol" carro chefe do álbum, que impulsionou as vendas do disco, fazendo a banda se tornar popular em em outras regiões do Brasil. Confirmando o sucesso de vendagem alcançado pela banda em seu primeiro álbum, superou as expectativas de mercado no seu segundo CD e atingiu a marca de 340.000 cópias vendidas.[4][5] O álbum foi certificado duas vezes disco de platina. Ainda em 2003, a banda iniciou sua primeira turnê por toda a região Nordeste e Norte do Brasil, gravando em 29 de maio de 2004, durante uma das apresentações da turnê, na cidade de Recife no Cordeiro, o primeiro DVD da banda para cerca de 28 mil pessoas. Ao Vivo em Recife foi lançado em CD e DVD em novembro de 2004, vendendo mais 260 mil cópias em geral e foi certificado duas vezes disco de diamante.[4][5] Após o lançamento desse projeto não demorou muito pra banda começar a tocar nas rádios de todo o Brasil e se apresentar em programas de televisão. Bordões como Alguém me Segure e Ao Vivo também se tornaram marcas registradas e ganharam popularidade entre o público.

2005–06: Volume 3, Ao Vivo Em Goiania e auge do sucesso[editar | editar código-fonte]

Em 2005 a banda volta com novos projetos, Com o sucesso de vendas do Ao Vivo em Recife, a Companhia do Calypso chegou ao seu auge. Shows todos os dias, programas de TV quase toda semana, músicas tocando nas principais rádios do Brasil, a música "Tchic Bum" explodindo nas paradas de sucesso, chegando a inclusive a superar vários artistas consolidados como Marisa Monte, Daniel, Zeca Pagodinho[6] e até mesmo a Banda Calypso.[7] Com o ano de 2005 lucrando muito dinheiro a alta cúpula da banda montou um novo projeto, o 2º DVD entitulado Ao Vivo em Goiânia, com cerca de 1 milhão de reais em investimento. Que reuniu um público de mais de 70 mil pessoas, o que causou um enorme congestionamento, o maior e jamais superado de Goiânia.

Vários sucessos do último disco como "Tchic Bum", "Bang Bang", "Ligação a Cobrar", "Milk Shake", "Zap Zum" e "Me Acalma" marcaram o DVD, que em edição, público e conteúdo é o melhor já produzido pela banda, em toda sua história.[carece de fontes?] Com a saída de Robertinho do Pará, é o Retorno de Charles Cill, a banda lança seu primeiro trabalho totalmente em estúdio intitulado Volume 6 em dezembro de 2006. Sendo o último trabalho de Lenne Bandeira na banda. Músicas como "Guitarrada", "Tum Tarará" e "Pode Ficar Com Ela" marcaram o trabalho.

2007–09: Saída de Lenne e Mylla e nova formação[editar | editar código-fonte]

Em junho de 2007, Lenne Bandeira anunciou sua saída, para se dedicar a outros projetos pessoais. Mylla Karvalho e Charles Cill ganharam parceiros na formação, Alan Clistenes e Silmara Pires, conhecida pelo seu trabalho na banda de forró Limão com Mel. Veio então a gravação do terceiro DVD da banda que seria gravado durante a madrugada de 31 de dezembro de 2007, em Teresina, com a promessa de que 2008 seria o ano da Companhia.

Em Janeiro de 2008 a banda iniciava uma super turnê por Pernambuco, Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro. Logo após essa turnê, toda a banda entraria de férias. Porém, para a surpresa de todos os fãs veio uma triste notícia: a apimentada Mylla Karvalho anuncia que estava deixado a banda pois, segundo ela, a continuidade no projeto ia contra os princípios da sua nova religião, e por conta dessa incompatibilidade ela decidiu abandonar a carreira secular para se dedicar a religião evangélica.[8][9]

Depois dessa grande surpresa a banda seguiu sua agenda normalmente e o lançamento do 3° DVD Ao Vivo em Teresina havia sido adiado pelo fato de que teria de ser reeditado para corte de algumas músicas interpretadas por Mylla. Em 2008, passaram pela banda duas cantoras para possível contratação: Rose Salles e Manu Rocha. Porém, nenhuma ficou na banda. Enquanto isso, a Companhia prosseguiu apenas como um trio, mesmo sofrendo preconceito em algumas apresentações, por não ter mais Mylla nos vocais.

Em 2009, a Companhia gravou um álbum promocional com regravações dos maiores sucessos da carreira, utilizado para a divulgação da nova imagem da banda, grande maioria interpretada por Simara Pires. No final do ano de 2009, foi anunciada a nova contratação de uma voz feminina: Dayse Santana que fazia parte de uma banda pernambucana de forró. Para encerrar o ano de 2009 foi lançado um novo álbum ao vivo intitulado Volume 8 - Ao Vivo em Recife II, apostando dessa vez em um novo ritmo que vinha conquistando o Brasil naquele momento o tecnomelody.

2010–13: Ao Vivo em Maceió, recomeço e 10 anos de história[editar | editar código-fonte]

No meio do ano de 2010, Charles Cill anuncia seu segundo desligamento da banda, então a Companhia retorna a ser um trio e anuncia um novo projeto, Um novo DVD, em Maceió. Foi nele o lançamento da nova formação da banda que despertou várias críticas dos fãs antigos. De qualquer forma músicas como "Metralhada", "Como num Filme" e "Dois Chorões" encantaram o Nordeste do país reerguendo a Companhia do Calypso das cinzas. Alan, Silmara e Dayse agitaram o público de Maceió, que não parou de dançar, cantar e pular em nenhum momento, até amanhecer o dia. Um Recomeço, Depois de um tempo Simara Pires viu que sua missão na banda foi cumprida e se desligou da Cia. Praticamente todos os seguidores da banda ficaram imensamente tristes.

Em 2012 a banda completava 10 anos, e quem chegou para reforçar foi Michelle Andrade. Na companhia de Dayse e Alan tentaram segurar as pontas, mas a queda foi inevitável. Tanto que Alan também não aguentou e anunciou sua saída. para substitui-lo o retorno Charles Cill aos vocais da banda foi anunciado. Em sua curta passagem pela Cia Michelle deu tudo de si e ajudou muito Charles e Dayse, mesmo elogiada por alguns "fãs", resolveu sair da banda. Veio 2013, e depois de várias datas canceladas finalmente ocorreu a gravação do DVD de 10 anos de história da Banda. Nele Dayse mostrou sua evolução. Embora o pouco público Dayse e Charles fizeram com que a Companhia do Calypso desse um show naquela noite em Aracaju. Nesse momento a Companhia do Calypso passou por várias mudanças, a procura do sucesso, a banda fez um show inesquecível na gigante Abreu e Lima em Pernambuco. Com os grandes e novos sucesso da Cia, encantou o público enorme, que não se esqueceu da letra das músicas.

2014–17: Saída e retorno de Dayse e Novo Balanço[editar | editar código-fonte]

Em 2014 a Companhia do Calypso parecia viver um de seus piores momentos. A banda de uma hora para outra fazia a maioria dos seus shows em Pernambuco, Por mês eram 10, alguns meses sem nenhum show, e para a angustia de todos em Dezembro, Dayse se desligou da banda para seguir a carreira solo. Em 2015 Ari, empresário da companhia, Chamou duas cantoras para fazerem parte, Náguia Brasil e Nira Duarte, ambas até que se esforçaram mas não logo anunciaram sua respectivas saídas. Depois de não conseguir seu objetivo sozinha, Dayse voltou a Companhia, gravou um novo álbum de estúdio ao lado de Charles intitulado Novo Balanço, que bateu recordes de downloads na internet, cerca de 40 mil pessoas já baixaram o CD.

Em março de 2016, o DVD Ao Vivo em Teresina (2007), com as cenas que haviam sido retiradas por conta da saída da cantora Mylla Karvalho, vazou na internet. O DVD conta com músicas que haviam sido retiradas da versão lançada como, "Tum Tarará", "Ta Tadinho", "Língua do P" dentre outras, cantadas por Mylla. Essa polêmica deixou muitos fãs confusos, mas depois foi descoberto que pessoas da própria equipe da banda na época, vazaram o DVD.

Em 2016, foi anunciado a saída de Dayse Santana e Charles Cill, ambos seguirão carreiras solos, entretanto nem um substituto foi anunciado, levando os fãs a crerem em um possível fim definitivo da banda. No dia 14 de março de 2017, Dayse Santana, anunciou através de seu facebook que estava de volta, fazendo a alegria de vários fãs, e reacendendo as esperanças da volta por cima da banda.

2018–presente: Novos projetos[editar | editar código-fonte]

Em 2018 a Companhia gravou o primeiro videoclipe de sua carreira intitulado "Flores", no canal do site Sua Música no Youtube.[11] Além da contratação de uma nova voz masculina nos vocais da banda: Ronny Verssalys, e o lançamento de um novo álbum promocional.

Formação (Cantores)[editar | editar código-fonte]

  • Dayse Santana (2009–2014, 2015–2016, 2017–presente)
  • Ronny Verssalys (2018–presente)

Ex-integrantes (Cantores)[editar | editar código-fonte]

  • Allan Clistenes (2007–2012)
  • Charles Cill (2002, 2006–2010, 2012–2016)
  • Flavio Miranda (2006)
  • Lenne Bandeira (2002–2007)
  • Manu Rocha (2009)
  • Michelle Andrade (2012)
  • Mylla Karvalho (2002–2008)
  • Náguia Brasil (2015)
  • Nira Duarte (2015)
  • Priscila Russo (2007)
  • Raylla Lima (2016)
  • Robertinho do Pará (2003–2005)
  • Rose "Sales" Moraes (2008)
  • Simara Pires (2007–2011)

Discografia[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Marcelo Silva (21 de fevereiro de 2013). «Companhia do Calypso, uma história de superação!». Forró Para o Brasil. Consultado em 31 de dezembro de 2013. 
  2. «Biografia de Companhia do Calypso». Last.fm. Consultado em 31 de dezembro de 2013. 
  3. a b «Companhia do Calypso realiza show em Areia Branca». O Mossoroense. Consultado em 9 de junho de 2018. 
  4. a b «Companhia do Calypso». Pedrobotelhoneto.blogspot. Consultado em 9 de junho de 2018. 
  5. a b «Release». Companhiadocalypso.com.br. Consultado em 9 de junho de 2018. 
  6. «Rádios tocam Marisa Monte; veja 30 músicas da parada». Folha Online. Consultado em 4 de dezembro de 2015. 
  7. «Veja lista das 30 músicas mais tocadas nas rádios». Folha Online. Consultado em 4 de dezembro de 2015. 
  8. «Ex-vocalista da Cia do Calypso grava com Ana Paula Valadão». Consultado em 29 de setembro de 2017. 
  9. «"Renunciei a milhões e uma carreira de sucesso", diz ex-Companhia do Calypso». Consultado em 29 de setembro de 2017. 
  10. «MYLLA SAI da COMPANHIA DO CALYPSO». Flog. 25 de junho de 2018 
  11. «Flores». Youtube. Consultado em 29 de setembro de 2017. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]