Complexo Termelétrico Parnaíba

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O Complexo Termelétrico Parnaíba é um conjunto de parques térmicos de geração de energia, situados na cidade Santo Antônio dos Lopes, no Maranhão.[1]

O gás utilizado na geração de energia é produzido em campos localizados nas proximidades do complexo. Com 1,4 GW de capacidade instalada, a geração de energia representa 11% da capacidade de geração térmica a gás do Brasil.[1]

Capacidade energética[editar | editar código-fonte]

O parque é dividido em: UTE Maranhão III, com capacidade instalada de 519 MW; UTE Maranhão IV, com capacidade instalada de 337,6 MW e UTE Maranhão V, com capacidade instalada de 337,6 MW, inauguradas em fevereiro e março de 2013, respectivamente; UTE Nova Venecia, com capacidade instalada de 176 MW, inaugurada em outubro de 2013; UTE Parnaíba IV, com capacidade instalada de 56 MW, inaugurada em dezembro de 2013.[1][2]

Modelo Reservoir-to-Wire[editar | editar código-fonte]

O modelo reservoir-to-wire (R2W) consiste na geração térmica nas proximidades dos campos produtores onshore (em terra) de gás natural.[3]

A energia produzida no Complexo Parnaíba é enviada para o Sistema Interligado Nacional (SIN) a partir da rede de transmissão que passa nas proximidades.[4]

Gás natural no Maranhão[editar | editar código-fonte]

Atualmente, a exploração de gás na Bacia do Parnaíba tem capacidade de produzir 8,4 milhões de m³ de gás por dia, explorados pela empresa Eneva, com a implantação de 153 km de gasodutos[5], ao custo do investimento de R$ 9 bilhões. [6]

Os maiores estados produtores em 2017 foram: Rio de Janeiro (46%); São Paulo (17%); Amazonas (12%); Espírito Santo (9%); Bahia (6%); Maranhão (5%); Sergipe/Alagoas (3%); Ceará/Rio Grande do Norte (1%).[7]

O estado do Maranhão é pioneiro na exploração de gás em terra firme e transporte por gasodutos até um parque termelétrico e o segundo maior produtor de gás em terra firme no Brasil. [8]

As cidades envolvidas na exploração de gás são: Lima Campos, Santo Antônio dos Lopes, Capinzal do Norte, Trizidela do Vale e Pedreiras.[3]

Propriedade[editar | editar código-fonte]

A Eneva, por meio de sua subsidiária Parnaíba Gás Natural, tem área total sob concessão superior a 40 mil km² na Bacia do Parnaíba, no Maranhão[9]

A empresa também é dona Usina Terméletrica Porto do Itaqui, em São Luís (MA), com capacidade de gerar até 360 MW, e que é movida a carvão mineral.[1]

A empresa possui sete campos declarados comerciais: cinco deles em produção (Gavião Real, Gavião Vermelho, Gavião Branco, Gavião Caboclo e Gavião Azul) e dois em desenvolvimento (Gavião Preto e Gavião Branco Norte). A companhia tem, ainda, sete Planos de Avaliação de Descoberta (PADs), sete blocos exploratórios obtidos na 13ª Rodada de Licitações da ANP, em 2015, e cinco blocos obtidos na 14ª Rodada de Licitações da ANP, em 2017.[10]

O gás é produzido conforme a demanda do Complexo Parnaíba. O gás não-associado onshore é mais competitivo em termos de custo de descoberta, desenvolvimento e produção por metro cúbico, resultando na geração de energia com custos mais atrativos para o sistema elétrico brasileiro.[11]

Em 2017, a Eneva antigiu a marca de mais de 100 poços perfurados na Bacia do Parnaíba.[12]

Ver Também[editar | editar código-fonte]

Companhia Maranhense de Gás

Porto do Itaqui

Economia do Maranhão

Usina Hidrelétrica Estreito

Complexo Eólico Delta 3

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. a b c d «Complexo Parnaíba – Eneva». www.eneva.com.br. Consultado em 25 de março de 2018. 
  2. «BIG - Banco de Informações de Geração». www2.aneel.gov.br. Consultado em 7 de maio de 2018. 
  3. a b «Modelo Reservoir-to-Wire – Eneva». www.eneva.com.br. Consultado em 25 de março de 2018. 
  4. «Modelo Reservoir-to-Wire – Eneva». www.eneva.com.br. Consultado em 25 de março de 2018. 
  5. «Maranhão é pioneiro na exploração de gás natural | O Imparcial». O Imparcial. 6 de junho de 2017 
  6. «Gás enriquece cidades do Maranhão após incentivos na gestão Roseana». Jornal O Estado do Maranhão 
  7. «ANP-gás natural» (PDF) 
  8. «Gás enriquece cidades do Maranhão após incentivos na gestão Roseana». Jornal O Estado do Maranhão 
  9. «Exploração e Produção – Eneva». www.eneva.com.br. Consultado em 25 de março de 2018. 
  10. «Exploração e Produção – Eneva». www.eneva.com.br. Consultado em 25 de março de 2018. 
  11. «Exploração e Produção – Eneva». www.eneva.com.br. Consultado em 25 de março de 2018. 
  12. «Exploração e Produção – Eneva». www.eneva.com.br. Consultado em 25 de março de 2018.