Computação de som e música

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A computação de som e música é uma área da ciência da computação dedicada ao estudo das aplicações dos computadores a problemas musicais [E. M. Miletto]. Assim como a computação gráfica, a computação musical investiga métodos, técnicas e algoritmos para processamento e geração de dados. Porém esta se refere a som, e aquela a imagens. A computação musical envolve várias áreas de pesquisa, tornando-se uma das atividades mais interdisciplinares existentes. Engloba aspectos da música, computação, engenharia elétrica, física e psicologia.

Os primeiros trabalhos produzidos sobre computação musical foram na década de cinqüenta com auxílio do computador através de linguagens de programação para compor música [F. Richard Moore]. A partir dessa década os computadores também foram sendo utilizados para estudar síntese e análise do som. Entretanto, só foi possível desenvolver tais trabalhos devido a evolução da tecnologia sonora (música eletrônica), tendo como marco inicial a invenção do telefone.

História da Música Eletrônica[editar | editar código-fonte]

O marco inicial do desenvolvimento da música eletrônica foi a invenção do telefone por Alexangre Grraham Bell (1876). Tal aparelho permitia a conversão do som, mais especificamente a voz, para sinais elétricos e vice-versa. Por sua vez, a invenção do gramofone possibilitou o armazenamento e alteração do som. Tempo depois, Thaddeus Cahil apresentou o Telharmonium - primeiro instrumento que produzia som por meios elétricos. A geração do som era feita a partir de geradores mecânicos de energia elétrica com transmissão por meio de fios telefônicos. O físico norte-americano Lee De Forest, por volta de 1915, inventou o oscilador a válvula o qual representa a base para a geração do som eletrônico. Esse passo importante da história facilitou a construção de instrumentos eletrônicos mais fáceis de manejar. Em seguida, em 1920, o russo Lev Termen desenvolveu o Theremin: instrumento musical baseado num oscilador controlado pelo movimento da mão em volta de uma área vertical. Muitos outros instrumentos eletrônicos surgiram nessa época, e em 1928 o americano Lores Hammond produziu o primeiro órgão elétrico. A história da computação musical inicia com Max Mathews, considerado pai da computação musical, em 1957. Ele criou o primeiro software musical que gerava notas(Music I). O Music I deu origem a uma série de programas musicais mais elaborados e complexos de diversas categorias devido a difusão dos microcomputadores e a utilização de linguagens de programação de alto nível e grande portabilidade. Desse modo, pode-se classificar essas produções musicais em: - Música Concreta: são composições baseadas em gravações de sons pré-existentes, posteriormente transformados a partir de diversos processos. - Música Eletrônica: são composições geradas por meios eletrônicos sem a interferência de sons naturais. - Música Eletroacústica: são composições que utilizam simultaneamente sonoridades concretas e sons eletrônicos.

Computação e Música[editar | editar código-fonte]

A evolução da computação e o resultado dos trabalhos e experimentos abordados anteriormente permitiu a criação de novos ramos de pesquisa utilizando computadores, autofalantes e sintetizadores. O uso de computadores permite controlar precisamente de onde o som parece ser proveniente, como se ele estivesse sendo emitido por uma fonte que se movesse num espaço ilusório, o qual percebe-se através dos ouvidos. Além disto, podese gravar sons do ambiente e alterá-los através das técnicas de processamento digital de sinais e combinar digitalmente com fontes artificiais de som para mimicar qualquer som natural ou tão próximo quanto se deseja, até mesmo produzir sons inauditos. Esses são os principais objetivos da música computacional:

- Produzir novos instrumentos: os novos instrumentos são desenvolvidos beseandose em técnicas de processamento digital de sinais, algoritmos, de modo a adquirir flexibilidade, controle preciso do som e novos modos de estabelecer relações entre o que faz o executante e o resultado musical. - Produzir uma nova música: explorar a tecnologia dos computadores e os sons criados para desenvolver algo novo. - Gerar novo conhecimento sobre música: explorar e compreender as diferenças entre sons musicalmente interessantes e outros, entre performances excitantes e

outras, entre obras convincentes e outras.

Tópicos de Interesse da Computação Musical[editar | editar código-fonte]