Concílios budistas

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Primeiro Concílio Budista[editar | editar código-fonte]

Alguns registros históricos dizem que meses após o parinibbana do Buda (por volta de 544 a.C), durante o retiro das chuvas, reuniram-se cerca de quinhentos bhikkhus em Rajagaha (Rajgir) para o Primeiro Concílio Budista patrocinado pelo rei Ajatasatru de Magadha e presidido pelo venerável Maha Kassapa. Nesse concílio foram recitados os discursos do Buda ("Dhamma") pelo venerável Ananda de modo que constituiriam os suttas, por isso os suttas começam com a seguinte frase: "Assim ouvi";[1] enquanto que as regras monásticas ("Vinaya") foram recitadas pelo monge Upali.[2] De acordo com o Cullavagga do Vinaya Pitaka, a ocasião que levou Maha Kassapa a dirigir o primeiro concílio remontava a um incidente que teria ocorrido com o bhikkhu Subhadda, este teria censurado a estrita disciplina em que os monges viviam sob as ordens do contemplativo Gotama e louvado o recente falecimento do mesmo.[3] Maha Kassapa ficou impressionado com aquela reprovação e temia que o Dhamma-Vinaya ensinado pelo Buda pudesse ser corrompido caso os outros monges se comportassem da mesma maneira que Subhadda. Em seguida, Maha Kassapa relata o episódio acontecido para os bhikkhus e decide que seja organizado um concílio com a aprovação da sangha.[4][5] Nesse momento ficaram registrados por meio de uma tradição oral firmemente estabelecida os ensinamentos e exortações do Buda.[6] No Mahaparinibbana Sutta, o Buda teria concedido a sangha a permissão de abolir algumas regras menores em razão de seu iminente falecimento, mas não havia dito quais eram elas.[7] Para evitar dissensões a sangha tomou a decisão unânime de manter todas as regras do vinaya, tanto as maiores como as menores.

Alguns pesquisadores[quem?] acreditam que esse concílio não aconteceu[carece de fontes?] ou tenha sofrido alguma interpolação sectária posterior,[carece de fontes?] para eles[quem?] a contradição reside no modo em como o incidente relacionado a "Subhadda" é relatado no MPS (MahaParinibbana Sutta) e no Cullavagga (Cv.) XI.I. No MPS, na ocasião em que Subhadda teria contrariado na presença da sangha a estrita disciplina ensinada pelo Buda e demonstrava-se contente pela sua morte, Maha-Kassapa teria apenas pronunciado aos bhikkhus nada mais que um eventual conselho sobre a impermanência.[8] Por outro lado, no relato trazido pelo Cv. XI.I, Maha-Kassapa teria reagido com seriedade em relação aquilo que foi dito por Subhadda e havia proposto a convocação de um concílio para esmagar o crescimento de tendências heréticas, ele teria aproveitado a oportunidade do momento para a convocação de uma reunião geral.[9] Segundo o indologista Hermann Oldenberg, não é possível estabelecer uma relação entre esses dois textos, principalmente porque o autor do Mahaparinibbana Sutta não teria registrado nada a respeito do primeiro concílio, isso levaria o leitor a inferir que as duas contas não teriam procedido da mesma fonte.[10]

De acordo com Louis Finot (p. 243-244, 1932), essa conclusão anterior foi fundada em uma má compreensão dos fatos. Segundo ele, não há qualquer contradição entre os dois textos. No MPS, é registrado que Maha Kassapa e seus discípulos caminhavam de Pava em direção a Kusinara e teriam ouvido os últimos acontecimento após o falecimento do Mestre, naquele momento Subhadda teria saudado a futura liberdade para os monges. Então, Maha Kassapa aconselhou os monges sobre a impermanência. Em outra ocasião, o Cv. XI.I, apresenta o venerável Maha Kassapa relatando para a sangha dos bhikkhus o incidente com Subhadda.[11] Segundo Louis Finot, o que agora é conhecido como o MPS por um lado, e o Cv. XI-XII[12] por outro, inicialmente não estavam separados, mas constituíam uma única narrativa contínua a começar pelas viagens do Buda antes de sua morte, o parinibbana e o funeral, mais adiante estariam o primeiro concílio e o segundo concílio, por alguma razão os concílios teriam sido separados dessa continuidade, respectivamente, uma parte do MPS ficou no sutta pitaka e a outra parte sobre os concílios foram atribuídas ao Cullavagga XI e XII, do vinaya pitaka atual, sem quase nenhuma tentativa de fazer eles se encaixarem com essa nova configuração, o que seria responsável por tais inconsistências observadas anteriormente.[13] Alguns trechos contidos no Mahaparinibbana Sutta[14] sugerem que as regras monásticas ainda não estariam tão definidas após a morte do Buda, como no vinaya pitaka atual.

Segundo Louis Finot (p. 245, 1932), o décimo segundo e último capítulo do Cullavagga também deu origem a múltiplas discussões. Isto é, praticamente certo de que a dissensão que surgiu um século após o Parinibbana do Buda, entre os monges ocidentais e orientais, que defendiam, respectivamente, um processo mais ou menos rígido na disciplina, leva-nos de volta a um período em que as regras monásticas ainda não estavam tão definidas como observado no vinaya pitaka atualmentente existente.[15]

Segundo Concílio Budista[editar | editar código-fonte]

Segundo a tradição Theravada, cerca de 100 anos após a morte do Buda (por volta de 444 a.C) ocorreu um incidente com a sangha (assembléia monástica) de Vesali. O Segundo Concílio Budista do qual participaram 700 bhikkhus de várias cidades e regiões foi presidido pelo bhikkhu Yasa e convocado pelo rei Calasoca para resolver disputas geradas em torno da admissibilidade de determinadas práticas, dentre elas haviam nove pontos de disciplina monástica e uma questão de princípio que estava por trás de todas as práticas dos bhikkhus de Vesali: que seria permissível a um monge ser guiado pelas práticas realizadas pelo seu mestre pessoal (professor, ou tutor). Diante disso algumas regras do vinaya poderiam ser omitidas por um bhikkhu, caso seu mestre não as seguisse ou adotasse. O objetivo desse concílio era julgar dez pequenas infrações ao vinaya cometidas pelos monges de Vesali, dentre elas havia também a questão do manuseio de dinheiro e o consumo de alimentos após o meio dia.[carece de fontes?]

Conforme a tradição Theravada, os sthaviras se mantiveram fiéis as regras monásticas, mas a sangha de Vesali era mais flexível com relação a essa disciplina, uma das questões principais havia sido o uso de ouro e prata (que era uma denominação utilizada para incluir o uso de qualquer tipo de dinheiro). O vinaya original proibia os monges de lidarem com o dinheiro, mas a sangha de Vesali acreditava que essa regra era impraticável e por isso a suspenderam. Os monges de Vesali vagavam pedindo esmolas, esse comportamento foi notado e provocou uma grande controvérsia, um certo bhikkhu Yasa visitava a cidade naquele momento e não teria concordado com essas práticas, por isso ele presidiu o segundo concílio convocado pelo rei Calasoca. A sangha monástica é estruturada de modo que todas as ações e decisões devem ser unanimemente tomadas em consenso.[16] A maioria dos estudiosos[quem?] concordam com a veracidade deste concílio e que a questão de disputa se referia as regras monásticas. O segundo concílio tem um pouco mais de corroboração histórica do que os outros e é geralmente considerado um evento histórico.[carece de fontes?]

O segundo concílio teria discutido extensivamente o assunto das regras monásticas, mas não conseguiu chegar a um acordo duradouro entre as partes envolvidas. O resultado disso foi o cisma dentro da ordem budista que levou a formação de duas escolas de pensamento divergentes. Segundo a tradição Theravada, o primeiro grupo defendeu a adesão estrita às antigas tradições do budismo e ao cumprimento dos ensinamentos originais do Buda. Eles foram chamados de sthaviras. Por outro lado, o segundo grupo não encontrou um problema em ter uma atitude liberal em relação às regras prescritas no vinaya e os desvios seguidos pelos monges de Vesali. Eles se tornaram conhecidos como os mahasamghikas. Alguns historiadores,[quem?] no entanto, duvidam da autenticidade do segundo concílio também.[carece de fontes?]

As inscrições do Mahāsāṃghika Śāriputraparipṛcchā contam uma outra versão sobre esse evento, o primeiro cisma na sangha que surgiu como resultado do segundo concílio budista foi provocado por um pequeno grupo de membros idosos (os sthaviras),[carece de fontes?] eles eram um grupo de monges reformadores que queriam adicionar mais regras ao vinaya.[carece de fontes?] A versão do Mahāsāṃghika Śāriputraparipṛcchā relata que naquele momento um velho monge teria reorganizado e aumentado o vinaya tradicional causando dissensões entre os monges que passaram a exigir a arbitragem do rei e eventualmente precipitando o primeiro cisma. O rei teria considerado que a doutrina representada pelos dois partidos eram do Buda, mas como as preferências de cada um não eram as mesmas, eles não deveriam conviver juntos. Após a tentativa sem sucesso de modificar as regras monásticas, esse pequeno grupo de membros idosos (os sthaviras) se separaram da maioria (mahasangha) que eram os mais conservadores e haviam resistido a tentativa reformista de apertar a disciplina; como os que eram fiéis ao velho vinaya constituíam a maioria, eles passaram a ser chamados de mahāsāṃghikas.[17]

Alguns estudiosos[quem?] concordam com os mahāsāṃghikas e essa posição é reforçada pelos próprios textos do vinaya, visto que o vinaya associado aos sthaviras possui mais regras que o vinaya mahāsāṃghika. Por exemplo, o patimokkha mahāsāṃghika possui 67 regras na seção śaikṣa-dharma, enquanto que a versão Theravāda conta com 75 regras. Alguns estudiosos[quem?] acreditam que o vinaya "Mahāsāṃghika" é o verdadeiro e o mais antigo, em concordância com o monge chinês Faxian que teria viajado a Índia para obtê-lo, pois foi considerado o original.[18] Entretanto, alguns pesquisadores[quem?] discordam dessa versão sobre a precocidade do vinaya "Mahāsaṅghika", para eles a justificativa anterior baseia-se no fato bem conhecido de que a conta do segundo concílio no Mahāsaṅghika, embora substancialmente semelhante as outras, é muito mais curta e apenas enumera uma ofensa ao invés das dez infrações. A relevância desta afirmação desaparece, no entanto, quando é levado em consideração que o vinaya Mahāsaṅghika regularmente abreviam material narrativo. Esta é uma característica literária do vinaya Mahāsaṅghika em geral, e não somente para o segundo concilio.

Os estudiosos consideram que a versão do segundo concílio apresentado pelos mahasanghikas pode ser o resultado de uma revisão editorial posterior deliberada e que a conclusão do monge chinês Faxian reflete as opiniões sectárias da escola de quem o vinaya em questão havia sido obtido, o que seria irrelevante para uma discussão histórica.[19]

Primeiro Cisma na Sangha [Pataliputra I] (404 a.C)[editar | editar código-fonte]

Adição de regras ao Vinaya (Versão Śāriputraparipṛcchā)[editar | editar código-fonte]

As narrativas que concernem ao segundo concílio são, normalmente, confusas e ambíguas; mas todas elas concordam que o resultado desse evento foi a cisão da sangha entre o sthavira nikāya e o mahāsāṃghika nikāya,[carece de fontes?] embora não seja acordado por todos qual foi a verdadeira causa dessa divisão.[20] De acordo com Andrew Skilton, os problemas das fontes contraditórias são resolvidos pelo Mahāsāṃghika Śāriputraparipṛcchā, que é o primeiro relato sobrevivente do cisma.[21] Nesse relato, havia sido convocado uma nova reunião que teria lugar em Pataliputra para discutir o assunto das regras monásticas do vinaya, não há unanimidade entre os historiadores sobre quando e como isso ocorreu, o cisma resultou com a maioria (mahasangha) se recusando a aceitar a adição de regras pela minoria (sthaviras). Os mahāsāṃghikas compreendiam os sthaviras como um grupo reformador que estava tentando acrescentar mais regras ao vinaya original.[22] Segundo Andrew Skilton, um estudo aprofundado da escola Mahāsāṃghika pelos historiadores poderá contribuir para uma melhor compreensão do dhamma-vinaya pré-sectário do que a escola Theravada.[23]

A Lenda de Mahadeva (Versão Theravada)[editar | editar código-fonte]

Os registros Theravada contam outra versão relativamente diferente do mesmo cisma, nesse caso o primeiro cisma na sangha teria ocorrido em Pataliputra a cerca de 30-40 anos após o incidente em Vesali. De acordo com os theravadins, 35 anos após o termino do segundo concílio havia sido convocado uma reunião que teria lugar em Pataliputra, a história do cisma que muitas vezes é confundida com o segundo concílio diz respeito a Mahadeva, um monge que possuía má reputação (mas certamente era uma figura literária).[carece de fontes?] A razão do cisma foi doutrinária e envolvia questões cujas respostas não podiam ser encontradas no Canône. Acredita-se que Mahadeva havia proposto cinco doutrinas sobre as quais a assembléia não teria concordado e isso causou o cisma entre duas facções. Nessa conta, a maioria (mahasangha) se uniu a Mahadeva e a minoria (sthaviras) se opunham a ele, o que teria causado uma divisão na sangha.[24] As questões em discussão eram as seguintes: (1) que um arahant poderia ser seduzido por outro ser, (2) que um arahant poderia desconhecer certos assuntos, (3) que um arahant poderia ter dúvida, (4) que um arahant poderia receber informações, (ser instruído), por outra pessoa, (5) que alguém poderia realizar o caminho supramundano como resultado de palavras ditas. Os monges desfavoráveis a essas questões formaram o grupo dos "sthaviras" e aqueles que integravam a maioria e eram favoráveis a elas ficaram conhecidos como os "mahāsāṃghikas".[25]

Nas fontes derivadas do ramo Sthavira (Theravada), Mahadeva é considerado como o fundador dos mahāsāṃghikas e constitui a figura que causou a cisão entre os dois ramos.[26] Todavia, alguns estudiosos[quem?] concluíram que uma associação de "Mahādeva" com o primeiro cisma foi uma interpolação sectária posterior.[carece de fontes?] Diversas fontes[qual?] apresentam Mahadeva como desempenhando papéis diferentes e a existência histórica de tal pessoa é muitas vezes criticada.[carece de fontes?] Mahadeva não corresponde ao cisma primário que teria dividido a sangha em torno das regras monásticas, seu aparecimento é controverso tendo ocorrido muito tempo depois em que já teria acontecido uma cisão entre as escolas sthavira nikāya e a mahāsāṃghika nikāya, essa última já existia naquele momento em consequência do segundo concílio.[27] Os pesquisadores,[quem?] em geral, concordam com a versão anterior do Mahāsāṃghika Śāriputraparipṛcchā em que a razão do cisma era relativa as regras monásticas.[28]

Terceiro Concílio Budista[editar | editar código-fonte]

Em contraste marcante com as fontes uniformes do segundo concílio budista, existem vários relatos de possíveis "terceiros concílios".[carece de fontes?] Essas diferentes versões funcionam para autorizar a fundação de uma determinada escola ou outra.

Após o primeiro cisma foram surgindo sub-ramos da linhagem "sthavira" como os sammitiyas, os sarvastivadins e os vibhajjavadins.[29] De acordo com a tradição Theravada, por volta de 250 a.C, em Pataliputra (a moderna Patna), teria sido convocado o terceiro concílio budista presidido por Moggaliputta Tissa Thera[30] e patrocinado pelo imperador mauria Asoka. A razão tradicional para a realização deste concílio foi para livrar a sangha da corrupção e dos falsos monges que detinham pontos de vistas heréticos. Este concílio é reconhecido tanto por fontes mahayana como theravada, embora sua importância seja significativa apenas para este último.[31] As questões que seriam tratadas eram de natureza doutrinária, o que resultou na compilação do Kathavatthu (Pontos de Controvérsia) pelo venerável Mogaliputta Tissa para refutar uma série de heresias e garantir que o Dhamma fosse mantido "puro". O imperador Asoka teria perguntado aos monges suspeitos o que o Buda havia ensinado e estes responderam com pontos de vista sobre o eternismo e entre outras ideias que são rechaçadas no Brahmajala Sutta.[32] Posteriormente, ele fez a mesma pergunta aos monges virtuosos e eles responderam que o Buda era um "professor da análise" (vibhajjavādin), essa resposta foi confirmada por Mogaliputta Tissa. Esse termo é usado em vários sentidos, e não está claro exatamente o que isso significou naquele contexto. Tradicionalmente, no entanto, os theravadins do Sri Lanka e outras escolas continentais do Budismo Antigo identificaram-se como Vibhajjavada. Aqueles que não foram incluídos entre os vibhajjavadins eram os mahāsāṃghikas, os sammitīyas (remanescente da escola Puggalavāda) e os sarvastivadins que foram considerados como possuindo "visões equivocadas", conforme os pontos de vista descritos na seção do Kathavatthu (do Abhidharma Pitaka "Theravada").[33][34]

Este concílio é apenas referido nas fontes Theravada. Nos textos da escola Sarvastivada o Terceiro Concílio Budista teve lugar em Jalandara ou em Caxemira durante o reinado de Kaniska, por volta do ano 100 d.C.

Concílios Modernos[editar | editar código-fonte]

No ano de 1871 decorreu em Rangum um concílio por vezes denominado como o "Quinto Concílio Theravada". Foi convocado pelo rei Mindon Min e o seu objectivo foi revisar os textos pali.

Por último, em Maio de 1954 iniciou-se em Rangum um concílio cujo propósito era recitar e rever o Cânone Pali. Participaram cerca de 25 mil monges budistas de vários países, tendo terminado em Maio de 1956. O discuro da cerimónia de abertura foi da responsabilidade do então primeiro-ministro da Birmânia, U Nu, tendo a data do concílio sido escolhida de modo a coincidir com o aniversário da morte do Buda há 2500 anos (segundo os cálculos Theravada).

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • PREBISH, Charles S. - Buddhist Councils em Encyclopedia of Buddhism. Nova Iorque: McMillan USA, 2004. ISBN 0028657187.
    • Harvey, Peter (2013). An Introduction to Buddhism: Teachings, History and Practices (2nd ed.). Cambridge, UK: Cambridge University Press. pg. 88.
    • Harvey, Peter (2013). An Introduction to Buddhism: Teachings, History and Practices (2nd ed.). Cambridge, UK: Cambridge University Press. pg. 88.
    • Digha Nikaya 16.6.20 E sentado junto com o grupo estava um certo Subhadda, que havia seguido a vida santa já com a idade avançada e ele disse para aqueles bhikkhus: “Já basta, amigos, não chorem, não se lamentem! Ainda bem que nos livramos do Grande Contemplativo. Sempre fomos importunados com as observações dele: ‘Não é apropriado que você faça isso, não é apropriado que você faça aquilo!’ Agora podemos fazer o que quisermos!”
    • Ver Cv. XI.I
    • The First Buddhist Council
    • «Budismo Theravada - Uma Cronologia Histórica» 
    • Digha Nikaya 16.6.3 "Se desejarem, a Sangha poderá abolir as regras menores depois do meu falecimento." Nota do Tradutor: A Sangha não se beneficiou desta concessão porque Ananda não perguntou quais seriam essas regras menores.
    • Digha Nikaya 16.6.20 "Amigos, já basta desse choro e lamentação! O Abençoado já não lhes disse que todas aquelas coisas que para nós são queridas e estimadas e prazerosas estão sujeitas à mudança, separação e alteração? Então porque tudo isso? Como poderia ser possível que tudo aquilo que nasce, veio a ser, condicionado, que está sujeito à dissolução, não desapareça – isso é impossível."
    • Ver Cv. XI.I
    • Locations of Buddhism: Colonialism and Modernity in Sri Lanka
    • No MPS 16.6.19, é relatado que Maha Kassapa estava caminhando pela estrada principal de Pava a Kusinara, em sua companhia havia uma comitiva de bhikkhus, então ele sentou-se à sombra de uma árvore, naquele momento um certo ajivika se aproximou. O venerável Maha Kassapa logo o avistou e indagou a ele se o mesmo conhecia o Mestre Gotama, o ajivika respondeu que sim e sabia que o Buda havia falecido a pouco mais de uma semana. Ao mesmo tempo, aqueles bhikkhus que ainda não teriam superado o acontecido lamentavam e padeciam pela morte do Buda. Logo em seguida, no MPS 16.6.20, um certo bhikkhu Subhadda se manifesta perante aqueles bhikkhus dizendo que eles não precisam mais sofrer, pois antes as observações do Buda os impediam de fazer certas coisas, agora que o contemplativo Gotama havia falecido eles estariam livres dessa disciplina. Maha Kassapa, ao que parece, repete um ensinamento do Buda aos bhikkhus de que todas as coisas que surgem, nascem, vem a ser, condicionadas estão sujeitas a separação. Nesse episódio não há qualquer menção de Maha Kassapa repreendendo aquilo que foi dito por Subhadda ou pelo menos de modo explícito. Entretanto, mais adiante no Cv. XI.I, Maha Kassapa relata em outra ocasião para a sangha o que havia decorrido naquele instante, ainda surpreendido com o que Subhadda teria dito, então ele assevera a sangha a realizarem um concílio para evitar que tais acontecimentos não venham a corromper o Dhamma.
    • Ver Cv. XII
    • Buddhism: Buddhist origins and the early history of Buddhism in South and Southeast Asia
    • (Digha Nikaya 16.6.3 e 4.) 6.3 "Se desejarem, a Sangha poderá abolir as regras menores depois do meu falecimento. 6.4 Depois do meu falecimento o bhikkhu Channa deve receber a punição de Brahma." "Mas, venerável senhor, o que é a punição de Brahma?" - "Qualquer coisa que o bhikkhu Channa quiser ou disser, nenhum bhikkhu deve falar com ele ou admoestá-lo, ou ensiná-lo." Segundo Louis Finot (1932), antes de morrer, o Buda ordenou que a penalidade de brahmadanda (punição de Brahma) deveria ser infligida ao bhikkhu Channa. Ananda curiosamente ignora o que é o brahmadanda e pede uma definição, que lhe é dada. Como essa penalidade não é mencionada em qualquer lugar no Canône, exceto nas duas passagens paralelas do MPS. VI.4 e Cv. XI, 1, 12-15, dificilmente se pode evitar chegar à conclusão de que a regra sobre o brahmadanda pertencia a um estágio tárdio do Vinaya budista.
    • Mahaparinibbana-sutta e Cullavagga
    • «Budismo Theravada - Uma Cronologia Histórica» 
    • Harvey, Peter (2013). An Introduction to Buddhism: Teachings, History and Practices (2nd ed.). Cambridge, UK: Cambridge University Press. pg. 89-90.
    • Skilton, Andrew. A Concise History of Buddhism. 2004. p. 64
    • Mahasanghika - The Earliest Vinaya?
    • Skilton, Andrew. A Concise History of Buddhism. 2004. p. 47
    • Skilton, Andrew. A Concise History of Buddhism. 2004. p. 48
    • Skilton, Andrew. A Concise History of Buddhism. 2004. p. 64
    • Skilton, Andrew. A Concise History of Buddhism. 2004. p. 64
    • Skilton, Andrew. A Concise History of Buddhism. 2004. p. 47
    • «Budismo Theravada - Uma Cronologia Histórica» 
    • Walser, Joseph. Nāgārjuna in Context: Mahāyāna Buddhism and Early Indian Culture. 2005. pp. 49-50
    • Williams, Jane, and Williams, Paul. Buddhism: Critical Concepts in Religious Studies, Volume 2. 2005. p. 188
    • The Buddhist Councils - The Story of Early Buddhism
    • Skilton 2004, p. 66-67.
    • Moggaliputta Tissa
    • A detailed account in Chinese of the 3rd Buddhist Council is found starting at line T24n1462_p0678b01(00) of the 善見律毘婆沙.
    • Digha Nikaya 1 - Brahmajala Sutta
    • The Buddhist Way of Life: Its's Philosophy and History. This short survey of the first four Buddhist Councils or Conferences indicates that four chief schools held the field: (1) Theravadins; (2) Mahasanghikas; (3) Sammitiyas; (4) Sarvastivadins. "...(1) Theravadins: '...Two other names for this school are Sthaviravadins and Vibhajjavadins.'"
    • https://suttacentral.net/kv