Conceição da Aparecida

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Município de Conceição da Aparecida
Bandeira indisponível
Brasão indisponível
Bandeira indisponível Brasão indisponível
Hino
Aniversário [1 de janeiro]
Fundação 1 de janeiro de 1944
Gentílico aparecidense
Prefeito(a) Ruberval José Gonçalves (PTB)
(2017–2020)
Localização
Localização de Conceição da Aparecida
Localização de Conceição da Aparecida em Minas Gerais
Conceição da Aparecida está localizado em: Brasil
Conceição da Aparecida
Localização de Conceição da Aparecida no Brasil
21° 05' 38" S 46° 12' 14" O21° 05' 38" S 46° 12' 14" O
Unidade federativa  Minas Gerais
Mesorregião Sul/Sudoeste de Minas IBGE/2008[1]
Microrregião Alfenas IBGE/2008[1]
Municípios limítrofes Alterosa, Carmo do Rio Claro e Nova Resende.
Distância até a capital 381 km
Características geográficas
Área 349,489 km² [2]
População 9 814 hab. Censo IBGE/2010[3]
Densidade 28,08 hab./km²
Clima Não disponível
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,691 médio PNUD/2010[4]
PIB R$ 123 985,825 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 11 642,95 IBGE/2008[5]
Página oficial

Conceição da Aparecida é um município brasileiro do estado de Minas Gerais.

História[editar | editar código-fonte]

Tudo começou com a vinda de três escravos fugitivos que vieram habitar nesta região; aqui chegando descobriram vestígios de ouro e eles voltaram ao seu senhor com a noticia, pedindo em troca, o perdão pela falta que cometeram ao fugir. O senhor veio se estabelecer aqui e observando que o garimpo não correspondia com a quantidade pretendida, abandonou-o voltando a seu lugar de origem.

Em 1812, José Alves Ferreira comprou o direito de posse e trouxe toda sua família, dando início na fazenda que recebeu o nome de Fazenda da Povoação a pequena comunidade. Com a chegada de outros moradores que adquiriram também seus direitos de posse, concluíram que seria possível a formação de uma cidade, a qual se iniciou com doações de terrenos para Igreja (paróquia) que faria a administração, pois, se necessitava de uma liderança. Cachoeira do Espírito Santo foi o nome dado ao povoado devido à existência de uma cachoeira no córrego Espírito Santo (Marreca) que passa pelo território.

Em 1871, passou a denominar-se Conceição da Aparecida em virtude de uma promessa feita por um dos doadores dos terrenos a Nossa Senhora da Aparecida.

Em 22 de julho de 1872 partiu da fazenda do Macuco uma procissão com o andor de Nossa Senhora da Conceição, cuja imagem vinda de Portugal, sob a encomenda do Barão do Carmo, se entronizava na Capela do arraial, quando foi celebrada a Primeira Missa pelo padre Jones Nery de Toledo Lion, vigário de Carmo do Rio Claro.

A 6 de dezembro de 1879 a Capela de Nossa Senhora da Conceição da Aparecida se eleva a categoria de Freguesia. Após três anos, em 1 de agosto de 1882 é a elevação da antiga capela à Paróquia pela provisão dada e passada na Câmara Episcopal de São Paulo, cumprindo a Lei nº. 2.544 de 6 de dezembro de 1879, da Assembleia Legislativa da Província de Minas Gerais. É a mesma Lei que a elevou a Freguesia.

Conta-se que o codinome Barro Preto se originou quando um Padre, vindo de São Joaquim da Serra Negra, sofreu uma queda de seu cavalo, sujando de um barro muito escuro e, os moradores da localidade ao saberem do fato, passaram a chamá-la de Barro Preto.

Mas a realidade do codinome é a de que: tropeiros que transportavam e comercializavam mercadorias vindas a vapor pelo Rio Sapucaí e aportavam no chamado Porto Carrito, próximo a Carmo do Rio Claro e estes quando a caminho da Estação Ferroviária de Movimento – entre Alterosa e Areado – tinham como referência de encontros, geralmente para pernoitarem numa hospedaria no local conhecido por Barro Preto, devido a cor escura de um barro num lamaçal que predominava nas proximidades do ribeirão Jacutinga.

Tornando cidade, inicia-se a luta para sua emancipação, quando em 19 de abril de 1934, registra-se a chegada do Padre José Antonio Pannuci, um dos principais líderes e coordenador do movimento emancipacionista. Por duas vezes a emancipação não foi reconhecida, devido à resistência carmelitana. Mas com a persistência do povo aparecidense, a luta continuou até 11 de dezembro de 1943, o Interventor de Minas Gerais, Dr. Benedito Valadares Ribeiro, assina o Decreto de Emancipação.

Aos 17 dias do mesmo mês foi aclamado o nome do Sr. João Barbosa Sobrinho, para primeiro Prefeito do município.

Aos 31 dias do mês de dezembro de 1943, foi criado o município pelo Decreto Lei nº. 1058.

No dia 1 de janeiro de 1944 foi instalado oficialmente o município de Conceição da Aparecida.

Geografia[editar | editar código-fonte]

De acordo com o censo realizado pelo IBGE em 2010, sua população é de 9.814 habitantes.[3] Conhecido popularmente como Barro Preto, nome que referia antigamente a um ponto de encontro de viajantes situado ao lado de um ribeirão que hoje margeia o município. Esse ponto de encontro, por ser agradável e conter sombra e água fresca, era o local de descanso de tropeiros, viajantes e vendedores que cruzavam as estradas do interior do sul de minas. O ponto de encontro logo tomou a forma de uma pequena vila que foi crescendo aos poucos, até que, em 1° de Janeiro de 1944, foi emancipada à cidade de Conceição da Aparecida, nome sujerido por um padre, de nome Pe. José Pannuci e aceito pela população, na maioria adeptos do catolicismo. Porém, até hoje, o município é chamado e conhecido carinhosamente como "Barro Preto". A verdade, no entanto, permanece até os atuais dias: é que tropeiros a caminho da Estação Ferroviária de Movimento, de passagem pelo Córrego da Jacutinga, de margens barrentas, denominavam o local de "Barro Preto", daí a denominação do local.

Economia[editar | editar código-fonte]

Baixa atividade comercial, prevalece ainda a agricultura, com poucas grandes fazendas de cultivo de café.

A principal fonte de renda da população é a cafeicultura, conhecida por produzir um café fino, um dos melhores do Sul de Minas, atraindo inúmeros trabalhadores de várias regiões do pais, com destaque para o Norte Mineiro e o interior do Paraná. A cidade também possui uma boa estrutura para o ramo, com instalação de vários armazéns de estocagem de café, além de um núcleo avançado da Cooxupé. Há uma década o município também passou a produzir tomates em um grande número de hectares, com produção exclusivamente destinada para o CEAGESP em São Paulo.

Conceição da Aparecida possui uma forte vocação para o artesanato e tecelagem, realizando todo ano duas edições de sua tradicional Feira de Artesanato, organizada pela Associação dos Artesãos do Barro Preto “Mãos de Barro”, contando com cerca de 20 artesãos locais.

Turismo[editar | editar código-fonte]

O município possui atrativos voltados ao Turismo Rural como cachoeiras e fabricas de Doces Caseiros. Encontra-se no município um dos principais hotéis-fazenda da região, um dos principais eventos comemorados na cidade são as tradicionais Festa do Lar São Vicente de Paulo, realizada em Junho e a Festa de Nossa Senhora Aparecida (padroeira da cidade) em outubro, atraindo turistas da região e filhos ausentes.

Fonte: Jornal Descubra Minas

Igreja Católica[editar | editar código-fonte]

O município pertence à Diocese de Guaxupé.

Referências

  1. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  2. IBGE (10 out. 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010 
  3. a b «Censo Populacional 2010». Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 29 de novembro de 2010. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  4. «Ranking IDHM Municípios 2010». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2013. Consultado em 11 de junho de 2015 
  5. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
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