Conde Wen

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Elementos do I Ching: Yin e Yang circundados pelo Ba Gua.

O conde Wen, também conhecido como rei Wen (em chinês 周文王 ou Zhōu Wén Wáng, embora jamais tenha reinado), 10991050 a.C., foi o fundador da Dinastia Chou (em chinês, 周朝 ou Zhōucháo), que derrubou a anterior Dinastia Shang. É hoje muito mais lembrado, todavia, por suas importantes contribuições para a interpretação do I Ching.

Vida[editar | editar código-fonte]

Wen, cujo nome de família era Ji(em chinês, 姬 ou ), casou-se com TaiSi (太姒 ou Tàisì), com quem teve pelo menos dois filhos, Chou Gong Dan (周公旦 ou Zhōu Gōng Dàn) e Chou Gong Wu (周公武 ou Zhōu Gōng Wǔ). Wen administrava a província de Chou, noroeste da China durante o reinado do último imperador Shang, Chou Hsin, um déspota temido por sua crueldade, e contra o qual Wen liderou uma conspiração palaciana.

Informado sobre as intenções de Wen, o imperador ordenou seu encarceramento. O conde permaneceu sete anos preso, período durante o qual teria se dedicado a estudar os símbolos do I Ching. É dele, por exemplo, a idéia de nomear cada um dos 64 hexagramas e escrever textos curtos que os acompanhassem (os chamados "Julgamentos").

Cumprido seu tempo de cárcere, Wen retornou à Chou onde sublevou a província por volta de 1180 a.C.. Todavia, já com idade avançada, não viveu o suficiente para assistir à vitória final contra as forças do imperador, conquistada por seus filhos Wu e Dan. Este último acabou por governar a China sob o nome de "duque de Chou" e, seguindo a tradição do pai, também escreveu uma série de novas inerpretações para os hexagramas. Estas interpretações, contudo, são tão herméticas que quase parecem um código cifrado[1]

Obra[editar | editar código-fonte]

  • I Ching: Wen é reconhecido como o segundo autor do "Livro das Mutações"; suas contribuições permanecem até os dias de hoje.

Referências

  1. MARSHALL, Steve. The Mandate of Heaven: Hidden History in the I Ching. Columbia University Press, 2001

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • BOTELHO, José Francisco. (2007). I Ching: o livro mais antigo do mundo. Revista Superinteressante. Janeiro de 2007. pp. 44–5.