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Conde de São Vicente

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Conde de São Vicente
Conde de São Vicente
Criação D. Afonso VI
Ordem Grandeza
Tipo Vitalício - 1 vida
7 renovações
1.º titular João Nunes da Cunha, 1.º Conde de São Vicente
Linhagem da Cunha
de Távora (da Cunha Silveira e Távora, da Cunha Silveira e Lorena)
Actual titular José Maria Carlos da Cunha Silveira e Lorena

Conde de São Vicente foi um título nobiliárquico criado por D. Afonso VI de Portugal, por Carta de 2 de Abril de 1666, em favor de João Nunes da Cunha, Senhor de Gestaçô, Senhor de Panóias.[1][2]

D. Manuel Carlos da Cunha Silveira, 6.º Conde de São Vicente (Século XVIII)

Armas: de Cunhas, senhores de Tábua (plenas). Coroa de conde. Timbre: de Cunhas.[2]

Condes de São Vicente (1666)

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# Titular Datas Títulos Notas
1 D. João Nunes da Cunha 1619 — 1668 1.º Conde de São Vicente Criado 1.º Conde por Afonso VI de Portugal;[2] Casou com D. Isabel de Bourbon, filha do 2.º Conde de Arcos; Teve descendência deste casamento;[2]
2 D. Maria Caetana da Cunha 1650 — 1711 2.ª Condessa de São Vicente Filha herdeira do anterior; Casou com Miguel Carlos de Távora (1641 — 1726),[2] Conde de São Vicente pelo casamento, secundogénito do 2.º Conde de São João da Pesqueira;[2] Teve descendência deste casamento;[2]
3 D. João Alberto da Cunha de Távora 1667 — 1706 3.º Conde de São Vicente Filho primogénito da 2.ª Condessa;[2] Foi senhor das vilas de São Vicente, Gestaçô, Panóias, Penas Joias, Póvoa de El-Rei e Vila Franca; senhor dos morgados de Refoios e Coutadinha; comendador de São Romão do Erdal, de Santa Maria de Castelejo e de outras; Serviu na Guerra da Sucessão de Espanha como mestre de campo de um terço de infantaria, na tomada de Valença e de Albuquerque, em 1705; Faleceu em combate; Casou com a sua sobrinha, D. Bernarda Josefa de Távora (1686 – 1735), Dama da Rainha D. Maria Sofia, e filha do 2.º Marquês de Távora;[2] Não teve descendência deste casamento;[2]
4 D. Manuel Carlos da Cunha e Távora 1682 — 1743 4.º Conde de São Vicente Filho secundogénito da 2.ª Condessa;[2] Foi senhor de várias comendas da Ordem de Cristo, alcaide-mor da Azambuja e de Penha Garcia, presidente do Conselho Ultramarino e governador das armas do Alentejo; Serviu na Guerra da Sucessão; foi almirante da Armada e partiu em socorro do Papa Clemente XI contra os turcos, em 1716, tomando parte na Batalha do Cabo Matapão, em 1717, sob as ordens do Conde do Rio Grande;[2] Casou, em 23 de outubro de 1707, com D. Isabel de Noronha, Dama da Rainha D. Maria Sofia, filha do 4.º Conde de Arcos; Teve descendência deste casamento;[2]
5 D. Miguel Carlos da Cunha Silveira e Távora 1709 — 1761 5.º Conde de São Vicente Filho do 4.º Conde;[2] Foi veador da Rainha D. Maria Ana de Áustria, senhor de toda a casa de seus maiores e deputado da Junta dos Três Estados; Serviu no Exército como capitão do Regimento de Cavalaria de Olivença; Casou, em 26 de setembro de 1728, com D. Rosa Leonor de Ataíde, filha do 9.º Conde de Atouguia;[2] Teve descendência deste casamento;[2]
6 D. Manuel Carlos da Cunha e Távora 1749 — 1795 6.º Conde de São Vicente Filho do 5.º Conde;[2] Foi veador de toda a Casa e comendas dos seus antepassados; veador da Rainha D. Mariana Vitória e da Princesa D. Maria (depois D. Maria I); Estribeiro-mor da princesa viúva do Brasil, D. Maria Francisca; Casou com D. Luísa Caetana de Lorena (1749–1800), filha dos 3.º Duque de Cadaval; O título foi-lhe confirmado por Carta de 3 de setembro de 1750 por D. José I;[2] Teve descendência deste casamento;[2]
7 D. Miguel Carlos da Cunha Silveira e Lorena[3] 1775 — 1806 7.º Conde de São Vicente Filho do 6.º Conde;[2] Casou, em junho de 1803, com D. Isabel Fausta Cândida José de Melo e Noronha (1778 – 1831),[3] Dama da Rainha D. Maria I e Dama da Ordem de Santa Isabel, filha do 1.º Marquês de Sabugosa;[2] O título foi renovado por carta de 25 de abril de 1791 por D. Maria I;[2] Teve descendência deste casamento;[2][3]
8 D. Manuel José Carlos da Cunha Silveira e Lorena[4][3] 1807 — 1835[4] 8.º Conde de São Vicente[4] Filho do 7.º Conde que nasceu póstumo;[2][4][3] Foi Par do Reino e comendador da Ordem de Cristo;[4] Acompanhou D. João VI a Vila Franca de Xira, por ocasião da chamada “Vila-Francada”, e solicitou que lhe fosse concedido alistar-se no Exército, o que fez como cadete em Cavalaria 4; Foi promovido a capitão das Milícias de Lisboa Ocidental, em 1825, e passou a coronel do Batalhão de Voluntários Realistas, em 1828;[2][4] No ano seguinte, passou a oficial às ordens do Duque de Cadaval, comandante supremo dos batalhões realistas;[2][4] Casou, a 17 de setembro de 1826, com D. Joaquina Maria José de Almada (1798 – 1833), filha do 1.º Conde de Carvalhais;[2][4][3] Teve descendência deste casamento;[2][4][3]

Representantes do título na República

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# Titular Datas Títulos pretendidos Notas
- António José Carlos Manuel da Cunha Silveira e Lorena

[4]

1830 — 1910

[4]

Sucedeu na Casa, mas não no título, por se manter fiel à causa de D. Miguel[2] Filho primogénito do 8.º Conde;[2][4] Casou, em 1 de maio de 1865, com D. Maria Isabel das Necessidades de Siqueira (1831 – 1918), filha do 2.º Conde de São Martinho; Teve descendência deste casamento;[2][4]
- Manuel Carlos da Cunha da Silveira e Lorena 1857 — 1830[4] Filho do anterior e morreu solteiro;[2][4]
- José Maria Carlos da Cunha Silveira e Lorena 1867 — 1937[2][4] Sucedeu ao anterior na representação dos títulos de São Vicente e ainda de Carvalhais, os quais não usou[2] Irmão do anterior e filho de António Silveira e Lorena (1830 — 1910);[4] Casou, em 16 de julho de 1891, com a sua prima D. Maria Isabel de Siqueira (1868–1927); Teve descendência deste casamento;[2][4]
9 António José Carlos da Cunha Silveira e Lorena 1899 — 1985 9.º Conde de São Vicente[2] Filho primogénito do anterior e bisneto do 8.º Conde;[2] Casou na freguesia de Benfica, a 25 de junho de 1931, com D. Maria Carlota de Figueiredo Cabral da Câmara (1895 – 1981); Teve descendência deste casamento;[2][4]
10 José Maria Carlos da Cunha Silveira e Lorena n. 1932 10.º Conde de São Vicente[2] Atual representante e filho primogénito do anterior;[2][4]

Referências

  1. "Nobreza de Portugal e do Brasil", Direcção de Afonso Eduardo Martins Zúquete, Editorial Enciclopédia, 2.ª Edição, Lisboa, 1989, Volume Terceiro, pp. 356-60
  2. a b c d e f g h i j k l m n o p q r s t u v w x y z aa ab ac ad ae af ag ah ai aj ak al am an Zuquete, Afonso Eduardo Martins (1961). Nobreza de Portugal. 3. Lisboa: Editorial Enciclopédia, Limitada. p. 356-360 
  3. a b c d e f g da Silveira Pinto, Albano (1890). Resenha das famílias titulares e grandes de Portugal. 2. Lisboa: Empreza Editora de Francisco Arthur da Silva. p. 591-592 
  4. a b c d e f g h i j k l m n o p q r s t da Silva Canedo, Fernando de Castro (1945). A descendência portuguesa de el-Rei D. João II. 2. Lisboa: Edições Gama, Limitada. p. 203-205