Confederação Geral do Trabalho (Portugal)

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Logótipo da CGT

A Confederação Geral do Trabalho (CGT) foi uma confederação de sindicatos portugueses criada no II Congresso Operário Nacional, realizado entre 13 a 16 de Setembro de 1919, em Coimbra. A decisão de criar a CGT foi aprovada, 5 anos antes, no I Congresso Operário Nacional em Tomar (1914), com o intuito de substituir a União Operária Nacional. No Congresso foram elaborados os estatutos da CGT, a criação de um jornal diário (A Batalha) e reafirmados os princípios do sindicalismo revolucionário[1]. Só depois com a adesão à AIT, em resposta à ameaça da ISV, é que a CGT se afirmaria como anarco-sindicalista.

No Congresso de fundação da CGT foi eleito Manuel Joaquim de Sousa como Secretário Geral, coadjuvado por Miguel Garcia e José Carvalhal, substituindo o anterior secretário geral da UON, Alexandre Vieira.

Princípios da CGT[editar | editar código-fonte]

Os princípios e objectivos fundamentais da CGT eram[2]:[editar | editar código-fonte]

  • a organização federativa autónoma dos trabalhadores;
  • a luta, fora de qualquer escola política ou doutrina religiosa, pela eliminação do sistema do salário e do patronado;
  • a colectivização dos instrumentos de produção;
  • as relações solidárias com todas as centrais dos trabalhadores do mundo;
  • a eliminação do capitalismo.
Folheto referente às torturas da polícia política aos anarquistas.

Relação da CGT com A Batalha[editar | editar código-fonte]

A relação da CGT com o seu periódico nem sempre foi a melhor. Segundo o próprio Manuel Joaquim de Sousa, várias das directivas e objectivos decididos pela CGT não eram cumpridos pelo seu diário. Por vezes, os redactores tomavam posições alheias e contrárias àquelas que eram afirmadas em Congresso.

Alguns libertárias qualificaram a acção do seu diário de "reformista"[2].

Secretários-Gerais (até 1933)[editar | editar código-fonte]

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. Samis, Alexandre (2009). Minha Pátria é o Mundo Inteiro. Neno Vasco, o Anarquismo e o Sindicalismo Revolucionário em Dois Mundos. Lisboa: Letra Livre. 455 páginas 
  2. a b Rodrigues, Edgar (2010). História do Movimento Anarquista em Portugal. Florianópolis: Insular. 35 páginas