Conflito civil nas Filipinas
| Conflito Civil nas Filipinas | ||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Parte de Guerra Fria (primeiramente) e Guerra ao Terror (atualmente) | ||||||||
Em cima: soldados filipinos e americanos durante um exercício em conjunto. Abaixo: um combatente da Frente Moro de Libertação Islâmica. |
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| Participantes do conflito | ||||||||
Apoio: |
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| Líderes | ||||||||
| Baixas | ||||||||
| ~ 572 soldados filipinos mortos[8] 18 soldados americanos mortos[9] (desde 2002) |
Pelo menos 1 342 mortos[carece de fontes] | Desconhecido (presume-se muito altas) | ||||||
| Estima-se que pelo menos 150 000 pessoas (a maioria civis) foram mortas.[10] | ||||||||
O conflito civil nas Filipinas é uma guerra interna que acontece no país desde 1969, com duas vertentes: uma insurgência de cunho comunista e outra sendo um levante da população islâmica de origem moro.[11]
O conflito começou de fato após uma série de turbulências políticas iniciadas em 1969, com as hostilidades tomando grandes proporções nas décadas seguintes.[12] A Frente Moro de Libertação Nacional foi criada pelo professor universitário Nur Misuari logo após o massacre de 60 muçulmanos filipinos. O movimento de cunho socialista, com o passar dos anos tomou a forma da jihad (guerra santa) promovida por grupos fundamentalistas como a Frente de Libertação Islâmica, um grupo extremista outrora ligada a MNLF, que quer estabelecer um estado islâmico na região sul das Filipinas. Na verdade, o início da insurgência pode ser traçado até 1899, quando o povo moro de Bangsamoro tentou se rebelar contra a presença dos Estados Unidos no país. As hostilidades retomaram a forma mais violenta na década de 1960, com os movimentos comunistas e islamitas lutando contra as forças do governo filipino. Os americanos voltaram a tomar interesse no que acontecia naquela nação após o início da chamada Guerra ao Terror, já que a Al-Qaeda havia declarado apoio aos extremistas filipinos. O auxílio dos Estados Unidos provou-se decisivo enquanto o governo de Manila conseguia progressos nos campos de batalha. Acuados, os islamitas recorreram a atividades de guerrilha nas regiões isoladas de Mindanau, além de atentados a bomba e sequestros.[10]
Referências
- ↑ "MILF says MNLF joins fray on side of BIFM". Página acessada em 10 de fevereiro de 2014.
- ↑ "New al-Qaeda-inspired group eyed in Mindanao blasts—terror expert | Inquirer News". Página acessada em 10 de fevereiro de 2014.
- ↑ "Defense.gov News Article: Trainers, Advisors Help Philippines Fight Terrorism". Página acessada em 10 de fevereiro de 2014.
- ↑ "Philippines to be a key recipient of Australia's New Regional Counter-Terrorism Package - Australian Embassy". Página acessada em 10 de fevereiro de 2014.
- ↑ Ivan Molloy. Revolution in the Philippines – The Question of an Alliance Between Islam and Communism University of California. Visitado em 1 de maio de 2012.
- ↑ "Moro National Liberation Front (MNLF)". Página acessada em 10 de fevereiro de 2014.
- ↑ "World Tribune.com-Front Page: Report: North Korea armed Islamic group in Philippines". Página acessada em 10 de fevereiro de 2014.
- ↑ Julie Alipala (2 de outubro de 2010). RP terror campaign cost lives of 11 US, 572 RP soldiers—military Philippine Daily Inquirer. Visitado em 10 de fevereiro de 2014.
- ↑ Operation Iraqi Freedom, Iraq, Fatalities iCasualties (30 de agosto de 2011). Visitado em 10 de fevereiro de 2014.
- ↑ a b "Philippines-Mindanao conflict". Página acessada em 10 de fevereiro de 2014.
- ↑ "Guide to the Philippines conflict". BBC. Página acessada em 11 de fevereiro de 2014.
- ↑ "The Long Struggle to Silence the Guns of Rebellion: A Review of the Long and Winding Trail to the Elusive Peace Agreements by The CenSEI Report". Página acessada em 10 de fevereiro de 2014.
Ligações externas[editar | editar código-fonte]
- Linha do tempo (em inglês)