Conflito de Nagorno-Karabakh

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Disambig grey.svg Nota: Este artigo é sobre o conflito entre a Armênia e o Azerbaijão por Nagorno-Karabakh. Para a guerra que ocorreu entre 1988 e 1994, veja Guerra de Nagorno-Karabakh.
Conflito de Nagorno-Karabakh
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Data 1988—1994 (Guerra de Nagorno-Karabakh)
1994—presente (violência esporádica, especialmente confrontos fronteiriços)
Local Sul do Cáucaso
Beligerantes
 Nagorno-Karabakh

 Armênia

Apoiado por:
 Russia[1]
 Azerbaijão

Apoiado por:
 Turquia[2][3][4]

 Paquistão[5][6]
Comandantes
Atual:
República de Nagorno-Karabakh Bako Sahakyan (Presidente da RNK)
República de Nagorno-Karabakh Movses Hakobyan (Ministro da Defesa da RNK)
Arménia Serzh Sargsyan (Presidente da Armênia, Comandante-em-Chefe)
Arménia Seyran Ohanyan (Ministro da Defesa da Armênia)
Arménia Yuri Khatchaturov (Chefe do Estado-Maior Geral da Armênia)
Atual:
Azerbaijão Ilham Aliyev (Presidente do Azerbaijão, Comandante-em-Chefe)
Azerbaijão Zakir Hasanov (Ministro da Defesa do Azerbaijão)
Azerbaijão Najmaddin Sadigov (Chefe do Estado-Maior Geral do Azerbaijão)
   

O conflito de Nagorno-Karabakh refere-se aos confrontos militares em curso entre azeris e armênios dentro da área de Nagorno-Karabakh no Cáucaso. O conflito evoluiu a partir da Guerra de Nagorno-Karabakh de 1988-1994, mas as tensões e conflitos continuam na região, apesar de um cessar-fogo oficial.[7]

Antecedentes[editar | editar código-fonte]

Guerra de Nagorno-Karabakh (1988-1994)[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Guerra de Nagorno-Karabakh

A Guerra do Nagorno-Karabakh foi um conflito armado que ocorreu no final da década de 1980 a maio de 1994, no enclave de Nagorno-Karabakh, no sudoeste do Azerbaijão, entre a maioria étnica dos armênios de Nagorno-Karabakh apoiados pela República da Armênia, e a República do Azerbaijão. À medida que a guerra avançava, Armênia e Azerbaijão, ambos ex-repúblicas soviéticas, se emaranharam em uma prolongada guerra não declarada nas altas montanhosas do Karabakh com o Azerbaijão tentando frear o movimento separatista em Nagorno-Karabakh. O parlamento do enclave votou a favor de unir-se com a Armênia e um referendo, boicotado pela população azeri de Nagorno-Karabakh, foi realizado, em que a maioria dos eleitores votaram a favor da independência. A demanda de unificação com a Armênia, iniciou de forma relativamente pacífica; no entanto, nos meses seguintes, com a desintegração da União Soviética se aproximando, cresceu e se tornou um conflito cada vez mais violento entre armênios e azeris, resultando em alegações de limpeza étnica por ambos os lados. [8][9]

Os confrontos inter-étnicos entre os dois eclodiu logo após o parlamento do Oblast Autónomo de Nagorno-Karabakh no Azerbaijão votar para unificar a região com a Armênia em 20 de fevereiro de 1988. As circunstâncias da dissolução da União Soviética permitiu um movimento separatista armênio no Azerbaijão soviético. A declaração de secessão do Azerbaijão foi o resultado final de um conflito territorial em relação ao território. [10] Enquanto o Azerbaijão declarou sua independência da União Soviética e removeu os poderes detidos pelo governo do enclave, a maioria armênia votou pela secessão do Azerbaijão em um processo de proclamou a não reconhecida República de Nagorno-Karabakh. [11]

Os combates em grande escala eclodiram no final do inverno de 1992. A mediação internacional por vários grupos, incluindo a Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) falhou em trazer uma resolução final que ambos os lados pudessem trabalhar. Na primavera de 1993, as forças armênias capturaram regiões fora do próprio enclave, ameaçando o envolvimento de outros países na região.[12] Até o final da guerra em 1994, os armênios estavam no total controle da maior parte do enclave e também mantinham e controlam atualmente cerca de 9% do território do Azerbaijão fora do enclave.[13] Tal como muitos, 230 mil armênios do Azerbaijão e 800.000 azeris da Armênia e Karabakh foram deslocados como resultado do conflito. [14] Um cessar-fogo mediado pelos russos foi assinado em maio de 1994 e as negociações de paz, mediadas pelo Grupo de Minsk da OSCE, têm sido realizadas desde então pela Armênia e Azerbaijão.

Violência pós-guerra[editar | editar código-fonte]

Incidentes fronteiriços entre armênios e azeris (1999-2005)[editar | editar código-fonte]

Em 1999, ocorreu confrontos em Karmiravan (Qızıloba em azeri), um vilarejo situado na região de Martakert, junto à linha de fronteira da República de Nagorno-Karabakh e do Azerbaijão.[15] A área foi palco de batalhas durante a Guerra do Nagorno-Karabakh, mas também de numerosas violações da trégua subsequente. Fontes da época relataram genericamente "intensos combates", sem especificar a causa, a dinâmica e o balanço dos mesmos; sendo, no entanto, apontadas "vítimas" de ambos os lados. [16]

Em março de 2000, um grave incidente ocorreu ao longo da linha de contato entre Nagorno-Karabakh e o Azerbaijão, em Martakert, mesmo distrito que no ano anterior havia conhecido outra grave violação do cessar-fogo. A tentativa de incursão azeri no território de Nagorno-Karabakh teria resultado em pelo menos uma dúzia de mortes entre as fileiras dos atacantes, enquanto que não se sabe o número de vítimas armênias. [17][15]

Novos confrontos ocorreram em junho de 2003 ao longo da fronteira entre Nagorno-Karabakh e Azerbaijão, perto do vilarejo de Karakhambeili na parte meridional próximo da fronteira com o Irã.[18] A tentativa de incursão azeri no território de Nagorno-Karabakh teria provocado pelo menos dez mortes entre as fileiras dos atacantes enquanto que não se sabe o número de vítimas armênias. [15]

Outra tentativa de invadir a mesma região foi registrada em julho de 2003.[19]

Uma violação grave do cessar-fogo ocorre em 9 de março de 2005. Os incidentes foram precedidos por outras escaramuças em 7 de março, ao norte da fronteira, perto do vilarejo desabitado de Seysulan na região de Martakert. [20] Dois dias depois, fontes armênias denunciam uma tentativa de incursão de soldados do Azerbaijão ao longo da linha de contato perto da cidade de Agdam que já foi palco durante a Guerra do Nagorno-Karabakh de violentos combates. Os azeris, por sua vez, relataram violações do cessar-fogo pelos armênios.[21] Outras fontes falam de uma ação de desvio de penetração pelos azeris no território da República de Nagorno-Karabakh, com um balanço de pelo menos uma dúzia de vítimas. [15]

Escaramuças em Mardakert em 2008[editar | editar código-fonte]

As escaramuças em Mardakert de 2008 tiveram inicio no dia 4 de março após os protestos eleitorais armênios. Envolveu os combates mais pesados ​​entre os armênio étnicos[22] e as forças do Azerbaijão[23] sobre a disputada região de Nagorno-Karabakh [23][24] desde o cessar-fogo de 1994, após a Guerra de Nagorno-Karabakh.

Fontes armênias acusaram o Azerbaijão de tentar tirar proveito da instabilidade permanente na Armênia. As fontes azeris responsabilizam a Armênia, alegando que o governo armênio estava tentando desviar a atenção de tensões internas na Armênia.

Após o incidente, em 14 de março a Assembleia Geral das Nações Unidas por votação nominal de 39 votos a favor e 7 contra, aprovou a Resolução 62/243, exigindo a retirada imediata de todas as forças armênias dos "territórios ocupados" do Azerbaijão. [25]

Violência e incidentes em 2010 e 2011[editar | editar código-fonte]

As escaramuças em Nagorno-Karabakh de fevereiro de 2010 foram trocas de tiros dispersos, que ocorreram em 18 de fevereiro na linha de contato dividindo os azeris e as forças militares armênias de Karabakh. O Azerbaijão acusou as forças armênias de disparar sobre as posições azeris perto dos vilarejos de Tap Qaraqoyunlu, Qızıloba, Qapanlı, Yusifcanlı e Cavahirli, bem como nos planaltos do Rayon de Agdam com pequenas armas de fogo, incluindo atiradores de elite.[26][27] Como resultado, três soldados azeris foram mortos e um ferido. [28]

As escaramuças em Mardakert de 2010 foram uma série de violações do cessar-fogo da Guerra de Nagorno-Karabakh. Ocorreram em toda a linha de contato que divide o Azerbaijão e as forças militares armênias da não reconhecida, mas de facto independente, República de Nagorno-Karabakh. Ambos os lados acusaram o outro de violar o regime de cessar-fogo. Estas foram as piores violações do cessar-fogo (que tem estado em vigor desde 1994) em dois anos e deixaram as forças armênias com as mais pesadas baixas desde as escaramuças de Mardakert de março de 2008. [29]

No final de abril de 2011, os confrontos fronteiriços deixaram três soldados de Nagorno-Karabakh mortos,[30] enquanto que em 5 de outubro, dois azeris e um soldado armênio foram mortos.[31]

Confrontos fronteiriços de 2012[editar | editar código-fonte]

Em 2012, os confrontos fronteiriços entre as forças armadas da Armênia e do Azerbaijão ocorreram entre o final de abril até o início de junho. Os confrontos resultaram na morte de cinco azeris e quatro soldados armênios. Ao todo, durante 2012, dezenove azeris e catorze soldados armênios foram mortos.[32]

De acordo com os meios de comunicação armênios, na noite de 3 a 4 de junho de 2012, soldados azeris tentaram uma incursão no nordeste do país, perto dos povoados de Berdavan e Chinari. Três soldados armênios foram mortos e outros cinco feridos. O Azerbaijão denuncia uma manobra de desvio armênio responsável pelo confronto.[33] No dia seguinte, os combates prosseguem, com o Azerbaijão denunciando uma invasão armênia e anunciando a morte de cinco soldados azeris.[34]

Os confrontos persistem durante o mês de junho. De acordo com fontes armênias, entre 50 e 100 soldados azeris foram mortos como resultado dos combates desde o primeiro confronto, contra quatro soldados armênios.[35][36] O Azerbaijão anuncia a morte de 40 soldados armênios contra cinco do seu no mesmo período.[37]

Confrontos fronteiriços e 2013 e 2014[editar | editar código-fonte]

Em 2013, doze azeris e sete soldados armênios foram mortos em confrontos fronteiriços. [32]

Em 2014, irromperam vários confrontos fronteiriços que ocasionaram em dezesseis mortes de ambos os lados até 20 de junho.[38]

Em 2 de agosto, as autoridades azeris anunciaram que oito de seus soldados foram mortos em três dias de confrontos com as forças de Nagorno-Karabakh, o maior número de militares mortos para um único país desde a guerra de 1994.[39] A República de Nagorno-Karabakh negou qualquer baixa do lado deles, enquanto afirmou que os azeris sofreram catorze mortos e muitos mais feridos.[39] Os oficiais locais em Nagorno-Karabakh relataram pelo menos duas mortes de militares armênios no que foi o maior incidente na área desde 2008.[40] Outros cinco soldados azeris foram mortos na noite seguinte, elevando o número de mortos dos confrontos de agosto a pelo menos quinze. A violência levou a Rússia a emitir uma declaração forte, advertindo ambos os lados para não que agravassem ainda mais a situação. [41]

Até 5 de agosto, os combates que começaram em 27 de julho haviam deixado catorze azeris e cinco soldados armênios mortos. No geral, 27 soldados azeris morreram desde o início do ano em confrontos fronteiriços. [42]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «Nagorno-Karabakh After Crimea». Foreign Affairs. 3 de Maio de 2014 
  2. «'Nagorno-Karabakh is Turkey's problem too,' says Erdoğan». Today's Zaman. 13 de Novembro de 2013. ...Erdoğan noted that Turkey's unconditional support for Azerbaijan... 
  3. Özden Zeynep Oktav (2013). Turkey in the 21st Century: Quest for a New Foreign Policy. [S.l.]: Ashgate Publishing. p. 126. ISBN 9781409476559. ...Turkey's support for Azerbaijan in the conflict over Nagorno-Karabakh... 
  4. Flanagan, Stephen J.; Brannen, Samuel (2008). Turkey's Shifting Dynamics: Implications for U.S.-Turkey Relations. Washington, DC: Center for Strategic and International Studies. p. 17. ISBN 9780892065363. Turkey's border with Armenia has remained sealed since 1994, due to Turkish support for Azerbaijan in the Nagorno-Karabakh conflict. 
  5. «'Pakistan will continue supporting Azerbaijan on Nagorno-Karabakh'». Daily Times. 14 de março de 2015 
  6. Hunter, Shireen (2004). «Russia and the Transcaucasus: The Impact of the Islamic Factor». Islam in Russia: The Politics of Identity and Security. [S.l.]: M.E. Sharpe. p. 349. Aliev thanked Pakistan for its support in the Karabakh conflict. 
  7. «The Nagorno-Karabakh conflict: A festering sore». The Economist 
  8. Rieff, David (junho de 1997). «Without Rules or Pity». Council on Foreign Relations. Foreign Affairs. 76 (2) 
  9. Lieberman, Benjamin (2006). Terrible Fate: Ethnic Cleansing in the Making of Modern Europe. Chicago: Ivan R. Dee. pp. 284–292. ISBN 1-56663-646-9 
  10. Croissant, Michael P. (1998). The Armenia-Azerbaijan Conflict: Causes and Implications. London: Praeger. ISBN 0-275-96241-5 
  11. Deve ser notado que, à época da dissolução da URSS, o governo dos Estados Unidos reconheceu como legítimas as fronteiras do país de 1933 do pré-Pacto Molotov-Ribbentrop (o governo de Franklin D. Roosevelt estabeleceu relações diplomáticas com o Kremlin no final daquele ano). Devido a isso, o governo de George H. W. Bush, apoiou abertamente a secessão das repúblicas soviéticas do Báltico, mas considerou as questões relacionadas com a independência e os conflitos territoriais da Geórgia, Armênia, Azerbaijão e do resto da Transcaucásia como assuntos internos soviéticos.
  12. Quatro resoluções do Conselho de Segurança da ONU, aprovadas em 1993, requereram a retirada das forças armênias das regiões não abrangidas nas fronteiras do antigo Oblast Autónomo de Nagorno-Karabakh.
  13. Usando números fornecidos pelo jornalista Thomas de Waal para a área de cada rayon, bem como a área do Oblast de Nagorno-Karabakh e a área total do Azerbaijão são (em km2): 1,936, Kelbajar; 1,835, Lachin; 802, Kubatly; 1,050, Jebrail; 707, Zangelan; 842, Aghdam; 462, Fizuli; 75, exclaves; totalizando 7.709 km2 ou 8,9%: De Waal. Black Garden, p. 286.
  14. The Central Intelligence Agency. «The CIA World Factbook: Transnational Issues in Country Profile of Azerbaijan»  Envolvimento militar negado pelo governo armênio.
  15. a b c d E. Aliprandi, Le ragioni del Karabakh, AndMyBook, 2010, pag. 90
  16. «Four Armenian soldiers killed in Karabakh skirmish». Armenian Reporter 
  17. «FOUR ARMENIAN SOLDIERS KILLED IN KARABAKH SKIRMISH». Armenian Reporter 
  18. «Border Clash Between Azeris and Armenia's». Asbarez.com 
  19. «Azeri Defense Ministry Reports Skirmish on Armenia Nakhijevan Border; Armenian Defense Ministry Denies It». Asbarez.com 
  20. «AZERI GUERILLA-DIVERSIONARY GROUP TRIED TO PENETRATE INTO KARABAKH ARMY REAR». Panarmenian 
  21. «NKR DEFENSE MINISTRY: AZERBAIJAN RESPONSIBLE FOR CASUALTIES AT CONTACT LINE MARCH 7 AND 9». Panarmenian 
  22. «Karabakh casualty toll disputed». BBC News. 5 de março de 2008. Cópia arquivada em 9 de março de 2008 
  23. a b «Fatal Armenian-Azeri border clash». BBC News. 5 de março de 2008. Cópia arquivada em 5 de março de 2008 
  24. «Armenia/Azerbaijan: Deadly Fighting Erupts In Nagorno-Karabakh». Radio Free Europe/Radio Liberty. 4 de março de 2008. Cópia arquivada em 6 de março de 2008 
  25. General Assembly adopts resolution reaffirming territorial integrity of Azerbaijan... UN.org
  26. «Azerbaijan announces names of soldiers killed and wounded by Armenian fire». News.az 
  27. «Azerbaijan: Baku Claims Three Dead in Karabakh Crossfire». Eurasianet 
  28. «Three Azerbaijani Soldiers Killed Near Nagorno-Karabakh». RFE/RL. Cópia arquivada em 27 de novembro de 2010 
  29. Fuller, Liz. "OSCE, EU Condemn Karabakh 'Armed Incident'." RFE/RL. 22 de Junho de 2010.
  30. Azerbaijan goes beyond all permissible limits, two Artsakh servicemen killed
  31. Armenia, Azerbaijan Report More Deadly Skirmishes
  32. a b Bloody clashes between Azerbaijan and Armenia over disputed territory
  33. (em francês) armenews.com: 3 soldats Arméniens tués et 5 blessés par une attaque azérie cette nuit entre Pertavan et Tchinar
  34. (em francês) Nouvel Obs: Huit morts en deux jours à la frontière Arménie-Azerbaïdjan
  35. (em inglês) Armenia gave adequate response to Azerbaijani provocations - expert
  36. (em francês) Plus d’une centaine de soldats Azéris tués début juin sur la ligne frontalière
  37. (em inglês) Clinton Visits Baku, Yerevan As Frontline Clashes Persist
  38. «Armenia Says Two Soldiers Killed In Fresh Border Skirmishes». Rferl.org. 20 de junho de 2014 
  39. a b «At least eight Azerbaijani soldiers killed on border with Armenia». Todayszaman.com 
  40. Guliyev, Emil. «Azeri troops killed in clashes with Armenia as tensions flare - Yahoo News». News.yahoo.com 
  41. Five more killed in clashes between Azeris, ethnic Armenians (Reuters, August 2, 2014)
  42. «PUTIN MEDIATES AZERI-ARMENIAN TALKS» 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]