Conflitos armados em Myanmar

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Conflitos armados em Myanmar
MyanmarEthnolinguisticMap1972.jpg
Mapa étnico de Birmania (1972).
Data Abril de 1948–presente
Local Myanmar
Desfecho
Status Não resolvido; revoltas menores continuam
Combatentes
Birmânia (Governo militar da Birmânia)
Exército Democrático Karen Budista
Birmânia (facções anti-junta)
Vários grupos étnicos

Alegados:
 Reino Unido
 França
 Estados Unidos

Apoio ideológico / financeiro:
 Singapura

Os conflitos armados em Mianmar/Birmânia refere-se à violência interna no país, tanto por motivos políticos como por razões étnicas, entre vários grupos armados e o governo daquele país. Esses conflitos iniciaram-se com a independência de Myanmar (antiga Birmânia ou Burma) em Abril de 1948. Sucessivos governos centrais combateram uma miríade de rebeliões separatistas e comunistas. As primeiras insurreições contra o Estado birmanês são as do Partido Comunista da Birmânia e a União Nacional Karen (KNU), que luta pela independência de um Estado karen no sul da Birmânia. Outras rebeliões étnicas eclodiram no início dos anos 1960, depois que o governo central se recusou a considerar um Estado federado. Desde o início da década de 1980, porém, as insurgências de extrema-esquerda desapareceram em grande parte, principalmente por causa da queda do comunismo na Europa e da desintegração da União Soviética no final da Guerra Fria.

Estas insurreições foram apoiadas por alguns países estrangeiros, agravando o isolamento diplomático da Birmânia e a desconfiança e preocupação dos birmaneses em relação as minorias e as potências estrangeiras. Por exemplo, o Reino Unido apoiou os karens já em 1949. Facções religiosas armadas (muçulmanas e cristãs) também participaram dos combates contra a junta militar birmanesa.

Também no norte do país se instalaram tropas chinesas nacionalistas que fugiram para a Birmânia depois de sua derrota em 1949, desde então, o general chinês Li Mi lançou repetidos ataques no sul da China, entre 1953 e 1954 diante da pressão da Birmânia e da China cerca de 7.000 soldados do KMT foram transportados de helicóptero para Taiwan, incluindo seu comandante, mas nas áreas do norte do Laos, Birmânia e Tailândia outros 7.000 passaram a exercer o comércio de ópio.[1]

Atualmente, cada vez mais organizações estão lutando principalmente contra o governo. Como resultado dos conflitos, milhares de refugiados de Mianmar vivem na vizinha Tailândia e em outros países da região, além de centenas de milhares de pessoas deslocadas internamente.

O conflito centra-se principalmente na luta contra regime militar que governou o país de 1962 a 2011. O conflito foi rotulado como a guerra civil mais longa do mundo[2] e tem recebido atenção internacional como resultado da Revolta 8888 em 1988, do trabalho da ativista Aung San Suu Kyi, os protestos anti-governamentais no final de 2007, e a devastação causada pelo ciclone Nargis, que deixou mais de 80.000 mortos e 50.000 desaparecidos, em meados de 2008.

Os birmanes constituem o principal grupo étnico do país, estes mantem com outras importantes minorias (os shan, os karens, além dos arracaneses, chineses, indianos, mons, jingpos, karennis, chins, kachins) constantes conflitos e confrontos étnicos graves.[3] As principais frentes são:

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Kaufman, Victor S. "Trouble in the Golden Triangle: The United States, Taiwan and the 93rd Nationalist Division". The China Quarterly. No. 166, Jun., 2001. p.440.
  2. Patrick Winn (13 de Maio de 2012). «Myanmar: ending the world's longest-running civil war». Pittsburgh Post-Gazette 
  3. Guerra Étnica da Birmânia - Infopédia