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Congregação do Santíssimo Redentor

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 Nota: Se procura a ordem religiosa, veja Ordem do Santíssimo Redentor.

Congregação do Santíssimo Redentor
 
Congregatio Sanctissimi Redemptoris
Brasão Congregação do Santíssimo Redentor
Copiosa apud eum redemptio
sigla
C.Ss.R.
Tipo: Ordem religiosa
Fundador (a): Santo Afonso de Ligório
Local e data da fundação: Scala,
9 de novembro de 1732
Aprovação: 25 de fevereiro de 1749 por Papa Bento XIV
Superior geral: Pe. Rogério Gomes[1]
Membros: 4.519 membros (incluindo 3.415 sacerdotes) em junho de 2024
Sede: Via Merulana 31, Roma, Itália
Site oficial: www.cssr.news
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A Congregação do Santíssimo Redentor (latimː Congregatio Sanctissimi Redemptoris - CSsR), comumente conhecida como Redentoristas, é uma congregação religiosa católica fundada por Santo Afonso de Ligório, em Scala, perto de Amalfi, Itália, com o propósito de trabalhar entre os camponeses abandonados em torno de Nápoles em 1732. Os membros da congregação são padres católicos e irmãos religiosos consagrados e estão presentes em mais de 80 países.

A Congregação do Santíssimo Redentor foi a resposta de Santo Afonso de Ligório ao chamado que ele ouviu de Jesus por meio dos pobres, junto ao apoio místico e espiritual da Beata Maria Celeste Crostarosa.

Os Redentoristas são especialmente dedicados a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro e foram nomeados pelo Papa Pio IX em 1865 como guardiões e missionários do ícone desse título, que está consagrado na igreja redentorista de Santo Afonso de Ligório em Roma.

História[editar | editar código-fonte]

Nossa Senhora do Perpétuo Socorro cuja devoção foi propagada pelos redentoristas.

Fundação e desenvolvimento[editar | editar código-fonte]

Alphonsus Liguori ficou profundamente comovido com a situação dos pobres que viviam em Nápoles e arredores e estabeleceu sua comunidade com o objetivo de fornecer alimento espiritual. Entre seus companheiros estava Gerard Majella. Em 1748, Afonso fez uma petição ao Papa Bento XIV, permitindo-lhe estabelecer uma congregação para ministrar aos pobres na área ao redor de Nápoles. Bento XIV concordou e a congregação foi formada em 1749.[2]

Dez anos após a fundação, as comunidades foram estabelecidas em casas em Nocera, Ciorani, Deliceto e Caposele. Devido a complicações políticas, houve uma dificuldade inicial com as casas nos Estados papais sendo separadas das do Reino de Nápoles, mas isso foi superado em 1793 e a congregação logo abriu casas na Sicília e em outras partes do sul da Itália.

A congregação logo deveria se mudar para além das fronteiras da atual Itália. Em 1785, dois austríacos, Clemens Maria Hofbauer e Thaddeus Hübl juntaram-se aos Redentoristas. Em 1786, Hofbauer e Hübl foram para Varsóvia, na Polônia, onde o núncio papal lhes deu a responsabilidade pela paróquia de São Benno; sua missão prosperou até que a comunidade foi expulsa em 1808. Em 1793, Hofbauer voltou seus olhos para o estabelecimento de comunidades em terras germânicas. Logo casas foram abertas no sul em Jestetten, Triberg im Schwarzwald e Babenhausen. Em 1818, uma casa foi estabelecida na Suíça no mosteiro cartuxo abandonado em La Valsainte.[2]

Século XIX[editar | editar código-fonte]

Em 1826, a pedido do governo da Áustria, os Redentoristas estabeleceram uma comunidade em Lisboa, Portugal, com o objetivo de ministrar aos católicos de língua alemã. Outras casas seguiram rapidamente em áreas de língua alemã: Mautern an der Donau (1827), Innsbruck (1828), Marburgo (1833), Eggenburg (1833) e Leoben (1834).

A congregação também se expandiu rapidamente para a Bélgica com comunidades em Tournai (1831), Sint-Truiden (1833), Liège (1833) e Bruxelas (1849). Uma comunidade foi até estabelecida na Holanda, na época um tanto anticatólica, quando uma casa foi aberta em Wittem em 1836. As revoluções de 1848 que varreram a Europa causaram muita agitação, e os Redentoristas foram expulsos da Suíça e da Áustria e foram em risco em outro lugar.[2]

A congregação prosperou durante o restante do século XIX. Em 1852 havia quatro províncias e em 1890 aumentou para doze, com comunidades estabelecidas no Chile, Colômbia, Equador, Inglaterra, Escócia, Espanha e Suriname. O século XX viu a continuação da expansão para onde a congregação criou novas províncias, vice-províncias e missões em cada década e estabeleceu uma rede de associados leigos e voluntários que trabalham com os Redentoristas para levar o Evangelho aos pobres.

Igreja de Santo Afonso de Ligório, em Roma.
A construção da Basílica de Nossa Senhora Aparecida foi incentivada pelos missionários redentoristas.

A Congregação hoje[editar | editar código-fonte]

Os Missionários Redentoristas, popularmente conhecidos, dão continuidade ao carisma de Santo Afonso na Igreja e na sociedade: "Fortes na fé, alegres na esperança, ardentes na caridade, inflamados pelo zelo, humildes e sempre dados à oração, os Redentoristas, como homens apostólicos e genuínos discípulos de Santo Afonso, seguem o Cristo Redentor com o coração cheio de alegria, abnegados de si mesmos e sempre prontos a enfrentar o que é exigente e desafiador, participam do mistério de Cristo e o proclamam com simplicidade no viver e no falar, a fim de levar a Copiosa Redenção". Constituição dos Redentoristas, No. 20

Dedica-se fundamentalmente à pregação de missões populares e ao atendimento dos mais desfavorecidos. Em 2019, havia aproximadamente 5,5 mil Redentoristas em 82 países em todo o mundo.[3]

Faculdades[editar | editar código-fonte]

Em Roma, sede do seu governo geral, os Redentoristas têm um instituto de teologia moral, o Alfonsianum, principal escola mundial de estudos desta matéria. Foi fundado em 1949. Desde 1960, faz parte da Faculdade de Teologia da Pontifícia Universidade Lateranense. Assim, a Academia outorga tanto a licenciatura como o doutoramento em teologia moral.

Também em Madrid (Espanha), os Redentoristas fundaram, em 1971, o Instituto Superior de Ciências Morales, incorporado na Faculdade de Teologia da Universidade Pontifícia de Comillas (Madrid).

No Brasil, mantiveram até 2018 uma escola técnica de nível médio, a Escola Técnica Redentorista, localizada na cidade de Campina Grande.

Santos e Beatos[editar | editar código-fonte]

Santos[editar | editar código-fonte]

Beatos[editar | editar código-fonte]

  • Beata Maria Celeste Crostarosa
  • Beato Gennaro Maria Sarnelli
  • Beato Pedro Donders
  • Beato Francisco Xavier Seelos
  • Beato Dominick Metodius Trchkay
  • Beato Gaspar Stanggassinger
  • Beato Ivan Ziatyk
  • Beato Mykola Carneckyj
  • Beato Vasyl Velychkovsky
  • Beato Zenon Kovalyk
  • Beato Xavier Gorosterratzu Jaunarenaj
  • Beato Ciríaco Olarte y Perez de Mendiguren (Mártires de Cuenca)
  • Beato Miguel Goñi Ariz
  • Beato Julian Pozo Ruiz
  • Beato Victoriano Calvo
  • Beato Pedro Romero Espejo
  • Beato Vicente Renúncio Toríbio (Mártires da Espanha) [4]
  • Beato Crescêncio Ortiz Blanco
  • Beato Antônio Girón González
  • Beato Angelo Martínez Miquélez
  • Beato Donato Jimênez Bibiano
  • Beato José Maria Urruchi Ortiz
  • Beato Gabriel Saiz Gutiérrez
  • Beato Pascual Erviti Insausti
  • Beato Nicesio Pérez Del Palomar
  • Beato Gregório Zugasti Fernández
  • Beato Aniceto Lizasoain Lizaso
  • Beato Máximo (Rafael) Perea Pinedo

Venerável[editar | editar código-fonte]

Servos de Deus[editar | editar código-fonte]

Superior Geral dos Redentoristas[editar | editar código-fonte]

  1. Afonso de Ligório (1743-1787)
  2. Francesco Antonio De Paola (1787-1793)
  3. Pietro Paolo Blasucci (1793-1817)
  4. Nicola Mansione (1817-1823)
  5. Celestino Maria Cocle (1824-1831)
  6. Giancamillo Ripoli (1832-1850)
  7. Vincenzo Trapanese (1850-1853)
  8. Nicolas Mauron (1855-1893)
  9. Matthias Raus (1894-1909)
  10. Patrick Murray (1909-1947)
  11. Leonardus Buys (1947-1953)
  12. William Gaudreau (1954-1967)
  13. Tarcísio Ariovaldo Amaral (1967-1973)
  14. Josef Georg Pfab (1973-1985)
  15. Juan Manuel Lasso de la Vega y Miranda (1985-1997)
  16. Joseph William Tobin (1997-2009)
  17. Michael Brehl (2009-2022)
  18. Rogério Gomes (2022-atual)

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]