Conjunto Confisco (Belo Horizonte)

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Conjunto Confisco (Belo Horizonte)
—  Bairro do Brasil  —
Fonte: Não disponível

Conjunto Confisco é um bairro da região administrativa da Pampulha, na cidade de Belo Horizonte, em Minas Gerais.

O Conjunto Confisco foi criado no ano de 1988 e está localizado na divisa entre Contagem e a capital mineira, ocupando áreas dos dois Municípios.

Histórico do Conjunto Confisco

O Conjunto Confisco nasceu em 1988 e está localizado na Regional Pampulha, divisa com o município de Contagem. Segundo moradores mais antigos, o terreno era de propriedade de um homem chamado Luciano Farah. Num primeiro momento, sessenta famílias de várias partes da cidade e que desejavam uma moradia, ocuparam o espaço, aguardando que a Prefeitura de Belo Horizonte cedesse material para iniciarem a construção das casas. Logo depois, chegaram mais cem famílias provenientes do acampamento do Conjunto Mariquinhas, que ocuparam as áreas remanescentes, as mais altas e acidentadas do terreno.

De acordo com moradores, o nome do bairro não foi escolhido pelas famílias, que gostariam que a comunidade se chamasse bairro São Jorge, por causa de um morador importante para o movimento comunitário. Mas eles contam que a Prefeitura, por sua vez, optou pelo nome Confisco.

Segundo Roseli Martins Torres, uma das moradoras mais antigas da região e vice-presidente da Associação Pró-Melhoramentos do Conjunto Confisco, a área foi cedida pelo Governo do Estado e na época da ocupação houve alguns conflitos devido à discriminação na entrega do material de construção aos moradores. De acordo com ela, quem era originário da Fazenda Mariquinhas demorou mais a receber o material, gerando desentendimentos e insatisfação na comunidade.

As primeiras moradias eram improvisadas em lonas e as condições de habitação eram insuficientes, havia carência de água, luz, rede de esgoto, transportes e pavimentação. Ela fala também da presença de um enorme buraco no loteamento. A área servia como depósito de lixo, já que não havia coleta. De acordo com Roseli, era comum a presença de ratos, baratas, cobras, escorpiões e mosquitos. Além do mais, o buraco também dificultava que os moradores subissem o terreno a pé e impedia o trânsito de carros. “Se alguém adoecia, precisava transportar em carrinho de mão”, conta.

As inúmeras dificuldades existentes no começo da ocupação fizeram da solidariedade um traço marcante na comunidade do Conjunto Confisco. De acordo com moradores antigos, quando houve desabamentos, as famílias se abrigaram umas nas casas das outras. Este mesmo sentimento de coletividade fez com que a comunidade se mobilizasse para conquistar melhorias. A princípio foi formada uma comissão de quinze pessoas que buscava apoio junto ao governo estadual, prefeitura, CEMIG, Copasa para a obtenção de infra-estrutura básica.

Segundo os mais antigos, a primeira associação de moradores criada para representar, de fato, os interesses da comunidade foi a Associação Pró-Melhoramentos do Conjunto Confisco, criada em 1993. Através de muitas reuniões e comparecimento no Orçamento Participativo, hoje a comunidade se orgulha das lutas travadas e vitórias alcançadas no que consideram, relativamente, pouco tempo de existência. O buraco, que antes abrigava lixo e insetos, hoje é uma bela praça de lazer, com árvores preservadas, quadras e campo de futebol. A Praça Confisco foi viabilizada por recursos do OP e atualmente é o ponto de encontro dos moradores que conversam com os amigos, praticam esportes e levam as crianças para brincar no local.

Hoje a comunidade possui água tratada, rede de esgotos, ruas pavimentadas, escolas, igrejas e posto de saúde. Segundo Maria das Graças Silva Ferreira, conhecida como Graça, a presidente da Associação Pró-Melhoramentos do Conjunto Confisco, existem ainda muitos problemas a serem sanados, como por exemplo a obtenção do título de propriedade para as famílias, batalha que já está em andamento há dez anos.

A localização do Conjunto, que fica desmembrado em duas partes, uma pertencente a Belo Horizonte e outra a Contagem, também configura um dificultador do diálogo entre comunidade e poder público. O posto de saúde, por exemplo, não atende toda a população do Conjunto Confisco, os moradores localizados em Contagem ficam sem atendimento, tendo que deslocar-se para bairros mais distantes.

Os moradores entrevistados apontaram demandas por investimentos na área sócio-cultural e carência de atividades voltadas para crianças e adolescentes da comunidade. A comunidade hoje conta com um parque, área na qual podem ser realizados shows e apresentações artísticas.

Veja também[editar | editar código-fonte]

Confisco (Contagem)


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