Conjunto Hospitalar de Sorocaba

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CHS
Fachada do Hospital Regional
Nome completo Conjunto Hospitalar de Sorocaba
Localização Sorocaba,  Brasil
Fundação Novembro de 1969
Sistema de saúde SUS
Financiamento Orçamento anual: 130 milhões de reais[1]. Governo de São Paulo
Tipo Público
Leitos 400 (250 no Regional e 150 no Leonor)
Especialidades Hemodiálise, traumatologia, neurocirurgia e urgência e emergência de alta complexidade, etc.
Site Conjunto Hospitalar de Sorocaba
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O Conjunto Hospitalar de Sorocaba teve sua origem no Hospital Prof. Dr. Lineu Matos Silveira (conhecido por Hospital Regional), inaugurado em novembro de 1969, com 300 leitos. Anos depois foi construído o Hospital Leonor Mendes de Barros (inicialmente apenas para tuberculosos) que também integra o CHS.

É responsável pelo atendimento do nível terciário de 48 municípios do sudoeste paulista com uma população de mais de três milhões de habitantes. É referência em trauma, pois é o único hospital com neurocirurgião de plantão presencial em toda a região.

A origem do hospital remonta à perseverança de antigos alunos de Medicina da PUC-Sorocaba. A 15ª turma promoveu pressão ao governo para que o Hospital Regional fosse construído com recursos públicos. “Em plena ditadura militar, resolvemos ir a São Paulo para pedir ao então governador Ademar de Barros, que a obra fosse executada dessa maneira”, recorda o ex-aluno Sandro Fabi.

E assim, quase cem estudantes do curso de Medicina da PUC-SP decidiram ir de trem até São Paulo. “Ao chegarmos à estação ferroviária, agentes da polícia nos interceptaram e só permitiram que três colegas descessem para explicar qual era o nosso objetivo”, conta Sandro.

Depois de dadas as explicações, os agentes autorizaram o desembarque do restante do grupo, mas sob uma condição: que se dirigissem até a residência do governador em fila e ordenadamente, sem qualquer tipo de algazarra.

“Durante todo o trajeto fomos escoltados por policiais e seguidos por um brucutu (veículo militar). Ao chegarmos à residência do governador, no Palácio dos Campos Elísios, ele nos recebeu e fizemos nossa solicitação”, lembra-se Sandro. A pressão deu certo e o Hospital Regional foi erguido com recursos públicos e até hoje é um dos campos de estágio e residência médica utilizados pela PUC-SP.[2]

É referência estadual no tratamento de queimados [3]. Em 2010, o serviço de Cirurgia Plástica da PUC recebeu três importantes prêmios nacionais. Um no 7º Congresso Brasileiro de Queimaduras e os outros dois no 47º Congresso Brasileiro de Cirurgia Plástica. Destinado aos melhores trabalhos científicos apresentados por médicos residentes no Congresso Brasileiro de Queimaduras, o prêmio “Germano Riquet”, foi conferido à equipe pelos resultados em um tratamento de queimaduras da face, no Conjunto Hospitalar de Sorocaba. O tratamento foi realizado na unidade de queimados do CHS, em uma mulher de aproximadamente 30 anos, que teve a face gravemente queimada e deformada pelo fogo, enquanto trabalhava. O caso foi acompanhado e tratado no CHS durante seis anos e levou diversos procedimentos, como enxerto de pele e de sobrancelha, além de expansor do couro cabeludo - para reparar as sequelas da queimadura.[4] O CHS foi, em 2012, alvo de uma operação do GAECO/Sorocaba, que por meio de escutas telefônicas interceptadas pela policia, denunciou 48 servidores do hospital por crime, lavagem de dinheiro, peculato, corrupção ativa e passiva, entre outros crimes. O fato principal da denuncia seria o fato de medicos, enfermeiros, dentistas e funcionarios do hospital estariam recebendo por plantos simultaneamente em dois lugares, sem estarem presentes no momento do plantão, gerando prejuízos de 2,0 milhoes de reais aos cofres públicos. O caso segue em apuração ate os dias atuais, sem conclusões no inquérito. [5]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]