Conquista do Pará (Governo do Norte)

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Conquista do Pará (região inicialmente chamada pa'ra, do tupi-guarani: "rio-mar"), também denominado Império das Amazonas (atual estado brasileiro do Pará), era um território indígena, transformado em território colonial português em 1615 por Alexandre de Moura no início da colonização da Amazônia e conquista do rio das Amazonas na época do Brasil Colônia,[1] localizado na então Capitania do Maranhão.[2][3]

A Capitania do Maranhão tinha 75 léguas de costa, estendendo-se do cabo de Todos os Santos até a foz do rio da Cruz, cobrindo a área nordeste do atual estado do Maranhão e a região oriental da Conquista do Pará (onde hoje está Belém) e a Ilha de Marajó.[4]

Em 1621, a Conquista do Pará foi transformada em Capitania do Grão-Pará, junto a criação do Estado do Maranhão,[1] com a expansão do domínio português para a região da Amazônia Oriental e com a criação da cidade de Belém do Pará, assegurando o domínio na Amazônia Oriental e sobre as drogas do sertão, que os estrangeiros disputavam.[5][6][1]

História[editar | editar código-fonte]

Em 1534, a Capitania do Maranhão foi criada junto com mais 13 capitanias hereditárias, [7] no período colonial da América Portuguesa, combinando elementos feudais e capitalistas; sistema que havia sido utilizado com êxito no desenvolvimento das ilhas da Madeira e dos Açores.[8]

Em 1572, a Coroa Portuguesa, percebendo ainda falhas na administração colonial, dividiu a América Portuguesa em dois Governos-Gerais: Governo do Norte (capital Salvador) que teve o domínio político-administrativo sobre a Conquista do Pará; Governo do Sul (capital Rio de Janeiro).[9][10]

Em 1616, na então região indígena de Mairi (atual cidade paraense de Belém) moradia dos Tupinambás e Pacajás (sob comando do cacique Guaimiaba),[11][12][13] foi criado pelos portugueses o Forte do Presépio, fundando assim na foz do igarapé do Piry, próximo ao entreposto comercial do cacicado marajoara, o povoado colonial Feliz Lusitânia;[14][15][16][17] a fim de proteger das incursões dos Holandeses e Ingleses em busca de especiarias.[18][19]

Referências

  1. a b c «Capitania do Grão-Pará». Atlas Digital da América Lusa. Consultado em 27 de dezembro de 2017 
  2. «PROJETO PEDAGÓGICO INSTITUCIONAL 2019 - 2023» (PDF). Faculdade Metropolitana do Pará - FAMETRO. 2019. Consultado em 26 de janeiro de 2022 
  3. de Lacerda, Joaquim Maria (1911). Pequena História do Brasil (PDF). [S.l.]: Bertrand 
  4. Houaiss 1993, p. 2044.
  5. «Brasil, Pará, Belém, História». Enciclopédia dos Municípios Brasileiros. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. 2012. Consultado em 8 de março de 2018 
  6. Pereira, Carlos Simões (28 de outubro de 2020). «Das origens da Belém seiscentista e sua herança Tupinambá». Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento (10): 146–160. ISSN 2448-0959. Consultado em 13 de janeiro de 2022 
  7. «O Sistema de Capitanias Hereditárias». Portal MultiRio. Consultado em 18 de janeiro de 2017 
  8. Boxer. Charles, R..O Império Marítimo Português. São Paulo: Companhia das Letras, 2003. Página 101.
  9. «Governo-Geral: resumo, antecedentes e primeiro Governo-Geral». Mundo Educação. Consultado em 27 de janeiro de 2022 
  10. «Reficio». reficio.cloud. Consultado em 22 de fevereiro de 2022 
  11. Brönstrup,, Silvestrin, Celsi; Gisele,, Noll,; Nilda,, Jacks, (2016). Capitais brasileiras : dados históricos, demográficos, culturais e midiáticos. Col: Ciências da comunicação. Curitiba, PR: Appris. ISBN 9788547302917. OCLC 1003295058. Consultado em 30 de abril de 2017. Resumo divulgativo 
  12. «Brasil, Pará, Belém, História». Enciclopédia dos Municípios Brasileiros. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. 2012. Consultado em 8 de março de 2018 
  13. Pereira, Carlos Simões (28 de outubro de 2020). «Das origens da Belém seiscentista e sua herança Tupinambá». Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento (10): 146–160. ISSN 2448-0959. Consultado em 13 de janeiro de 2022 
  14. «Brasil, Pará, Belém, História». Enciclopédia dos Municípios Brasileiros. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. 2012. Consultado em 8 de março de 2018 
  15. da Costa TAVARES, Maria Goretti (2008). «A Formação Territorial do Espaço Paraense». Universidade Federal do Pará (UFPa). Revista ACTA Geográfica nº 3 - Ano II. ISSN 1980-5772. doi:10.5654/actageo2008.0103.0005. Consultado em 4 de maio de 2016 
  16. «Veja como foi a fundação de Belém em 1616 e conheça sua história». G1 Pará. 9 de janeiro de 2016. Consultado em 4 de maio de 2016 
  17. «I DECLARAÇÃO AOS POVOS SOBRE O TERRITÓRIO MURUCUTU TUPINAMBÁ». Idade Mídia. 7 de janeiro de 2022 
  18. «História do Pará». Info Escola. Consultado em 11 de agosto de 2013 
  19. «O Estado do Pará» (PDF). Itamaraty Ministério das Relações exteriores. Revista Textos do Brasil. Edição 01: 2. 1997. Consultado em 22 de outubro de 2015