Conquista portuguesa de Goa

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Captura de Goa
Conflitos Luso-Turcos
"Plan de Goa", in Histoire générale des voyages,1750.jpg
Mapa de Goa, da obra Histoire générale des Voyages de Jean-François de la Harpe (1750).
Data 10 de dezembro de 1510
Local Goa Velha, Índia
Desfecho Vitória do Império Português, com Goa conquistada
Beligerantes
Portugal Império Português
Emblem of vijayanagar.jpg Reino de Bisnaga
Sultanato de Bijapur
Comandantes
Afonso de Albuquerque
Timoja
Hidalcão
Ismail Adil Shah
Forças
1 500 portugueses
300 malaialas
34 navios
9 000
Baixas
Informação não disponível 6 000


A conquista portuguesa de Goa ocorreu em 1510 em nome do almirante português D. Afonso de Albuquerque. Goa (ou também Velha Goa) não estava entre as cidades para Albuquerque conquistar, cuja ordem este último recebeu do rei para capturar Ormuz, Áden e Malaca.[1]

Albuquerque atacou Goa a convite do corsário Timoja, um hindu exilado de Goa que era almirante da frota Honavar, que havia recebido apelos da população hindu de Goa para ajudá-los a se libertarem do domínio muçulmano.[1] Goa foi um grande e próspero porto comercial da costa indiana.[2]

Arma de retrocarga giratória, acredita-se ter sido usada pelos portugueses em Goa, Índia. Foi exportada ao Japão e utilizada por Oda Nobunaga.

Albuquerque chegou à cidade de Goa com seu almirante António de Noronha em fevereiro de 1510.[3] Albuquerque entrou triunfante na cidade a 17 de fevereiro de 1510, com pouco conflito.[3]

Uma tropa muçulmana, em seguida, aproximou-se para reconquistar Goa.[3] Sitiados, os portugueses finalmente abandonaram Goa a 30 de maio de 1510, deixando a cidade ao seu ex-governante Ismail Adil Shah, o rei muçulmano de Bijapur.[3][4]

Albuquerque partiu de Cananor (capital de Kolathunad) e voltou três meses depois, a 24 de novembro, com uma frota mais forte, composta por trinta e quatro navios, mil e quinhentos portugueses e trezentos malaialas.[3] Novamente, ele juntou forças com Timoja em Honavar.[3] Ele temia pela aliança de Goa com Gujarate, Samorim de Calecute e os mamelucos egípcios.[3]

Albuquerque foi então capaz de capturar Goa em menos de um dia, quando estava sob posse de Ismail Adil Shah e seus aliados otomanos, que se renderam a 10 de dezembro.[5]

A partir de então, Goa foi suplantada por Calecute na prosperidade.[4]

Albuquerque capturou Goa sem ordens reais, mas foi contestado por seus capitães ao fazê-lo. O rei contestou o estabelecimento português em Goa, mas os fidalgos finalmente aprovaram a posse, para o desagrado do rei.[1] No entanto, a cidade de Goa constituiu uma forte posição que reforçou a presença estratégica do Império Português na Índia.[1]

O Império Português manteve-se incerto sobre suas posses na Índia, como foi discutido em 1542 e 1570 sobre abandonar ou não o Estado da Índia, para se concentrar melhor na conquista de Marrocos.[1]

Referências

  1. a b c d e de Mendonça, Délio (2002). Conversions and Citizenry: Goa Under Portugal, 1510-1610 (em inglês). Nova Deli: Concept Publishing Company. 454 páginas 
  2. F. Lach, Donald (2008). Asia in the Making of Europe, Volume I: The Century of Discovery (em inglês). 1. Chicago: University of Chicago Press. 584 páginas 
  3. a b c d e f g M. Mathew, K. (1988). History of the Portuguese Navigation in India, 1497-1600 (em inglês). Deli: Mittal Publications. 352 páginas 
  4. a b Guillaume Thomas François Raynal, Denis Diderot, Barão d'Holbach, Jacques-André Naigeon e Jean de Pechméja (1770). Histoire philosophique et politique des établissements et du commerce des Européens dans les deux Indes (em francês). [S.l.: s.n.] 
  5. Morse Stephens, Henry (1892). Rulers of India: Albuquerque (em inglês). Oxford: Clarendon Press 
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