Constantino Barradas

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Constantino Barradas
Bispo da Igreja Católica

Título

Bispo de São Salvador da Bahia de Todos os Santos
Ordenação e nomeação
Ordenação episcopal 2 de fevereiro de 1603
Brasão episcopal
BishopCoA PioM.svg
Dados pessoais
Nascimento Lisboa
1550
Morte Salvador
1 de setembro de 1618 (68 anos)
dados em catholic-hierarchy.org
Bispos
Categoria:Hierarquia católica
Projeto Catolicismo

Dom Constatino Barradas (Lisboa, 1550 - Salvador, 1 de setembro de 1618) foi um bispo português, o quarto bispo de São Salvador da Bahia de Todos os Santos.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Foram seus pais André Henrique e Francisca Barradas, ambos naturais de Lisboa. Fez longos estudos, obtendo os graus acadêmicos em artes, filosofia e doutor em teologia pela Universidade de Coimbra. Era sacerdote secular da Arquidiocese de Lisboa, quando em 9 de setembro de 1602, o Papa Clemente VIII o confirmou Bispo de São Salvador da Bahia de Todos os Santos, no Brasil. No ano de 1608, criou as Paróquias de Cairu, do Espírito Santo de Boipeba, de Nossa Senhora da Vitória de São Cristóvão, de Sergipe, a de Nossa Senhora da Ajuda de Jaguaripe, e a de Nossa Senhora da Assunção, em Fortaleza e de Nossa Senhora da Vitória, no Estado do Maranhão.

Na verdade, segundo vários historiadores, em 1617, o cônego Marcos Teixeira de Mendonça fora escolhido para o bispado episcopal da Bahia, sendo ele doutor formado também em Coimbra, como Dom Constantino, e além disto, cônego doutoral da Sé de Évora, por indicação do monarca, e inquisidor de Évora. Dom Marcos Teixeira, foi escolhido para suceder a Dom Constantino Barradas, que estava doente e teve desavenças com as autoridades civis, renunciando seu cargo episcopal, em 1617. A renuncia e a nomeação foi feita pela Santa Sé, antes que Dom Constantino por procuração pronuncia-se, devido aos extremecimentos com as autoridades civis da Bahia, e a emergente sucessão necessitada pelo Monarca, no entanto, a situação se tornou definitiva com a morte de Dom Constantino que falecera, no mesmo ano de 1618.

Controvérsias[editar | editar código-fonte]

No artigo “A Inquisição e Maria Barbosa, mulher endemoninhada” de Dirce Lorimier Fernandes, a autora discute a trajetória de Maria Barbosa, parda, acusada de feiticeira, os desentendimentos entre o Governador da Bahia e o Bispo Dom Constantino Barradas e as dificuldades de a Inquisição atuar no Brasil, devido à inexistência de Tribunais do Santo Ofício, tendo que enviar os acusados para a corte, a fim de serem julgados.[1]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Revista Faces de Eva. Estudos sobre a Mulher, número 16, Lisboa.
  2. AZZI, Riolando, in A Igreja Católica na Bahia, vol I e II, Vozes, 1992, p.176.

Precedido por
Antônio Barreiros, O.Cist.
Brasão episcopal
Bispo de
São Salvador da Bahia de Todos os Santos

1602 - 1618
Sucedido por
Marcos Teixeira de Mendonça