Construtora Norberto Odebrecht

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Construtora Norberto Odebrecht S.A.
Tipo Subsidiária da Organização Odebrecht
Indústria Engenharia civil, construção
Fundação 1944
Fundador(es) Norberto Odebrecht
Sede Salvador, Bahia,[1]
Pessoas-chave Newton Sergio de Souza (CEO)
Parentesco Organização Odebrecht
Lucro Baixa R$ 905,6 milhões (2011)
Faturamento Aumento R$ 8,39 bilhões (2011)[2]
Página oficial www.odebrecht-ec.com

A Construtora Norberto Odebrecht (CNO) é uma empresa brasileira de engenharia e construção civil fundada pelo engenheiro pernambucano Norberto Odebrecht no ano de 1944 em Salvador. Atualmente a CNO tem sede no Rio de Janeiro e faz parte da holding Organização Odebrecht, sediada na capital baiana.

É a maior empresa na área de engenharia e indústria da construção na América Latina e a quinta maior empresa brasileira.[3] A Odebrecht é uma das 25 maiores empresas de construção internacional e tem um volume de negócios médio anual de seis bilhões de Reais. É dirigida pela terceira geração da família Odebrecht,[4] de Diretor-Geral Marcelo Odebrecht.[5] [6] Em 2009, a empresa foi dividida em seis empresas independentes.[7]

Principais obras[editar | editar código-fonte]

Participação no escândalo da Petrobras[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Petrolão

Em novembro de 2014, a Polícia Federal deflagrou uma nova fase da Lava Jato, que envolveu buscas em grandes empreiteiras, como a Camargo CorrêaOAS, Odebrecht e outras sete companhias.[9]  Além de corromper funcionários do alto escalão da Petrobras, foi descoberto indícios de cartel entre construtoras na agenda do executivo Márcio Faria, ligado à Construtora Odebrecht. Márcio Faria foi diretor da Construtora Norberto Odebrecht e, segundo os procuradores, era o representante do grupo no ‘clube vip’ de empresas que apossaram de contratos bilionários da Petrobras entre 2004 e 2014. Segundo denúncia do MPF, eram oferecidos vantagens indevidas (propina) para que funcionários da Petrobras não só se omitissem na adoção de providências contra o funcionamento do “clube”, como também para que estivessem à disposição sempre que fosse necessário para garantir que o interesse das cartelizadas fosse atingido.[10] [11]

Condenação do ex-presidente e executivos[editar | editar código-fonte]

No dia 8 de março de 2016, o empreiteiro Marcelo Odebrecht, foi condenado a 19 anos e 4 meses de prisão por corrupção, lavagem de dinheiro e associação criminosa na Operação Lava Jato. Na sentença de 234 páginas, o Juiz Sérgio Moro destrincha os argumentos do Ministério Público Federal, das defesas dos executivos e as informações do Ministério Público suíço sobre contas controladas pela Odebrecht no exterior para concluir que Marcelo Odebrecht foi o “mandante” dos crimes praticados pelo grupo empresarial. Foram sentenciados com a mesma pena e pelos mesmos crimes no processo, os executivos Márcio Faria e Rogério Araújo, ex-diretores da Odebrecht. Também foram condenados os executivos César Ramos Rocha e Alexandrino Alencar, ligados à empreiteira. Marcelo Odebrecht, Márcio Faria e Rogério Araújo estavam presos desde 19 de junho de 2015 quando foi deflagrada a Operação Erga Omnes, 14ª fase da Lava Jato.[11] [12]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «Organização Odebrecht - 60 anos» (em português). Consultado em 15 de julho de 2009. 
  2. http://www.valor.com.br/empresas/2627244/odebrecht-ve-salto-na-receita-mas-cambio-derruba-lucro-em-2011
  3. http://rankings.americaeconomia.com/2010/500/brasil.php
  4. «três gerações Odebrecht: Emílio, Marcelo and Norberto Odebrecht, com fotografias». Odebrecht Online. Consultado em 21 de agosto 2011. 
  5. «Bloomberg Businessweek: Executive profile - Marcelo Bahia Odebrecht». Investing Businesswek (en). Consultado em 21 de agosto 2011. 
  6. «Historia da Organização Odebrecht». Site Oficial da Odebrecht. Consultado em 21 de agosto 2011. 
  7. «Odebrecht: negócios e participações]». Site Oficial da Odebrecht. Consultado em 21 de agosto 2011. 
  8. «Moro diz que não é necessário ‘domínio do fato’ para condenar Odebrecht». Fausto Macedo. Consultado em 2016-03-10. 
  9. «Entenda a Operação Lava Jato, da Polícia Federal». Folha de S.Paulo. 14 de novembro de 2014. Consultado em 10 de março de 2016. 
  10. Fausto Macedo. «Lava Jato vê indícios de cartel em agenda de executivo da Odebrecht». Estadão. Consultado em 10 de março de 2016. 
  11. a b «Moro condena Marcelo Odebrecht a 19 anos de prisão». Valor Econômico. Consultado em 10 de março de 2016. 
  12. Fausto Macedo. «Moro diz que não é necessário ‘domínio do fato’ para condenar Odebrecht». Estadão. Consultado em 10 de março de 2016. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]