Contabilidade social

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No Brasil, Contabilidade Nacional ou Contabilidade Social é uma disciplina de Economia, que não deve ser confundida com a Contabilidade Pública ou Contabilidade Governamental, que advém da lei 4.320/64.[1]

Definições[editar | editar código-fonte]

Segundo Rossetti (1995:18), Contabilidade Social é uma técnica de registro e de mensuração de um conjunto interligado de grandezas e de variáveis definidas pela Ciência Econômica. E, com efeito, uma forma especial de estatística econômica, de natureza contábil, que se propõe a apresentar valores que expressam os montantes das transações econômicas verificadas em determinada economia nacional.[2]

Pressupostos básicos[editar | editar código-fonte]

  • As contas procuram medir a produção corrente;
  • As contas referem-se a um fluxo, normalmente de um ano;
  • A moeda é neutra, no sentido de que é considerada apenas como unidade de medida e instrumento de trocas.

As três óticas de mensuração da atividade econômica[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Atividade econômica

São elas o Produto, a Despesa e a Renda[3][4][5]

  • PRODUTO NACIONAL () - É o valor de todos os bens e serviços finais produzidos em determinado período de tempo. Medida do fluxo de produção.

Valor: os preços permitem agregar bens diferentes; moeda é a unidade-padrão de agregação. Bens e serviços finais: não se consideram os bens e serviços intermediários. Período de tempo: mês, ano.

  • DESPESA NACIONAL () - É o valor das despesas dos vários agentes na compra de bens e serviços finais.

Despesas das famílias com bens de consumo, despesas com investimentos das empresas, gastos do governo e gastos do setor externo.

  • RENDA NACIONAL () - É a soma dos rendimentos pagos às famílias, que são proprietárias dos fatores de produção, pela utilização de seus serviços produtivos.
-
  • VALOR ADICIONADO - Consiste no cálculo do que cada ramo da atividade adicionou ao valor do produto final, em cada etapa do processo produtivo.
,
  • POUPANÇA () - É a parcela da não consumida no período, isto é, da renda gerada (salários, juros, aluguéis, lucros), parte não é gasta em bens de consumo.
  • INVESTIMENTO () - É o gasto em bens que representam aumento da capacidade produtiva da economia, isto é, da capacidade de gerar rendas futuras; É o gasto em bens produzidos, que não foram consumidos no próprio período e que serão utilizados para consumo futuro.
  • DEPRECIAÇÃO - É o consumo do estoque de capital físico, em dado período.
  • PRODUTO NACIONAL A PREÇOS DE MERCADO E A CUSTO DE FATORES
PN a preços de mercado () - é o medido a partir dos valores transacionados no mercado (ou seja, medido pelo preço pago pelo consumidor final).
PN a custo de fatores () - é o medido a partir dos valores que refletem os custos de produção, a remuneração aos fatores.
  • Renda Líquida de fatores externos () - é a remuneração dos ativos pertencentes a estrangeiros, divide-se em:
  1. Renda Enviada ao Exterior () - parte do que foi produzido internamente não pertence aos nacionais (capital e tecnologia). A remuneração desses fatores vai para for a do país.
  2. Renda Recebida do Exterior () - recebemos renda devido à produção de nossas empresas operando no exterior.
  • PIB (Produto Interno Bruto) - é a renda devida à produção dentro dos limites territoriais do país.
  • Produto Nacional Bruto () - renda que pertence efetivamente aos nacionais, incluindo a renda recebida de nossas empresas no exterior, e excluindo a renda enviada para o exterior pelas empresas estrangeiras localizadas no Brasil.
  • DESPESA NACIONAL[6]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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