Contrainformação

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Disambig grey.svg Nota: Se procura a série de televisão, veja Contra Informação.

Contrainformação refere-se a ação, estratégia ou conjunto de recursos que visam a neutralizar os serviços de informação do inimigo para impedir ou dificultar seu acesso a informação verdadeira, mediante, sobretudo, a divulgação de informações falsas.[1][2]

Exemplos de situações de contrainformação[editar | editar código-fonte]

Na história de Portugal, um dos primeiros exemplos de contrainformação foi o caso da Padeira de Aljubarrota.

Um exemplo mais recente, datado da Segunda Guerra Mundial, precedeu os desembarques do Dia D, no que ficaria conhecido como Operação Fortitude: os serviços secretos britânicos convenceram as forças armadas da Alemanha Nazi de que dispunham de uma força invasora muito maior do que a que de facto passou pelo Canal da Mancha a partir de Kent.

A contrainformação era especialmente frequente durante a Guerra Fria. Alguns exemplos de alegada contrainformação soviética contra os Estados Unidos incluem[3]:

Em 1957, a CIA sabia que tinha havido um acidente na central nuclear de Mayak mas a informação não foi divulgada publicamente por causa da "(...) relutância da CIA em destacar um acidente nuclear na União Soviética, que poderia causar preocupação às pessoas que viviam perto de instalações nucleares nos Estados Unidos. (...)".[5]

O jornalista soviético Yuri Bezmenov, correspondente da agência de notícias RIA Novosti e informante da KGB, desertou para o ocidente em 1970. Durante as décadas de 1970 e 1980, Bezmenov denunciou as estratégias de desinformação usadas pela União Soviética para fomentar a subversão pelo mundo. Estas estratégias, também usadas para manipular a opinião pública soviética, visavam a implantar governos pró-União Soviética em vários países.

Em 1986, o conselheiro para a segurança nacional dos Estados Unidos John Poindexter escreveu, para o presidente Ronald Reagan, um "programa de contrainformação" para desestabilizar o coronel líbio Muammar al-Gaddafi através de relatórios na imprensa estrangeira sobre um conflito entre os dois países. Todavia, a informação falsa chegou ao The Wall Street Journal, um fenómeno conhecido no meio como blowback[6].

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências