Conus geographus

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
Como ler uma infocaixa de taxonomiaConus geographus
Vista superior de uma concha de C. geographus, uma das seis espécies de moluscos Conidae potencialmente perigosas ao homem na região do Indo-Pacífico.[1] Esta é particularmente considerada a mais venenosa das 500 espécies de Conidae conhecidas, e várias mortes humanas lhes foram atribuídas. Seu veneno, uma mistura complexa de centenas de diferentes toxinas, é liberado por um dente (pertencente à sua rádula) parecido com um arpão, impulsionado por uma probóscide extensível.[2]
Vista superior de uma concha de C. geographus, uma das seis espécies de moluscos Conidae potencialmente perigosas ao homem na região do Indo-Pacífico.[1] Esta é particularmente considerada a mais venenosa das 500 espécies de Conidae conhecidas, e várias mortes humanas lhes foram atribuídas. Seu veneno, uma mistura complexa de centenas de diferentes toxinas, é liberado por um dente (pertencente à sua rádula) parecido com um arpão, impulsionado por uma probóscide extensível.[2]
Fotografia de C. geographus com o animal, em substrato arenoso, a pouca profundidade.[3]
Fotografia de C. geographus com o animal, em substrato arenoso, a pouca profundidade.[3]
Estado de conservação
Espécie pouco preocupante
Pouco preocupante
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Mollusca
Classe: Gastropoda
Subclasse: Caenogastropoda
Ordem: clade Hypsogastropoda
clade Neogastropoda
Superfamília: Conoidea
Família: Conidae
Género: Conus
Linnaeus, 1758[4]
Subgénero: Gastridium[5][6]
Modeer, 1793[5]
Espécie: C. geographus
Nome binomial
Conus geographus
Linnaeus, 1758[4]
Distribuição geográfica
A região do Indo-Pacífico é o habitat da espécie C. geographus, em águas rasas de substrato arenoso.[3]
A região do Indo-Pacífico é o habitat da espécie C. geographus, em águas rasas de substrato arenoso.[3]
Sinónimos
Conus (Gastridium) geographus Linnaeus, 1758
Gastridium geographus (Linnaeus, 1758)[4]
Conus geographicus (sic)[7]

Conus geographus (nomeada, em inglês, Geography Cone; na tradução para o português, "Conus geografia")[2][3][8] é uma espécie de molusco gastrópode marinho predador do gênero Conus, pertencente à família Conidae.[1] Foi classificada por Carolus Linnaeus em 1758, descrita em sua obra Systema Naturae[4]; sendo nativa do Indo-Pacífico e muito popular por sua picada; considerada a mais temida das seis espécies de moluscos Conidae potencialmente perigosas ao homem, por apresentar uma glândula de veneno conectada a um mecanismo de disparo de sua rádula, em formato de arpão, dotada de neurotoxinas que podem levar ao óbito. Também é capaz de espalhar na água, ao redor, um tipo específico de insulina, com cadeias de moléculas proteicas mais curtas, causadoras de choque hipoglicêmico, inibindo os movimentos natatórios de suas presas.[1][2][3][8][9][10][11]

Descrição da concha[editar | editar código-fonte]

Conus geographus possui uma concha cônica, fina e leve, com uma espiral baixa e nodulosa em seu ângulo com a última volta, dotada de relevo exterior curvo, convexo, mais ou menos acentuado, dando-lhe um aspecto geral arredondado; com no máximo 13 centímetros de comprimento e de coloração geral creme, creme-rosada ou azulada, com marcações mais ou menos difusas, por toda a sua superfície, incluindo faixas visíveis, em castanho-avermelhado. Abertura levemente arredondada, com lábio externo fino e interior branco; mais alargada na segunda metade da concha, em direção a seu canal sifonal.[3][8][12][13]

Habitat e distribuição geográfica[editar | editar código-fonte]

Esta espécie é encontrada espalhada no Indo-Pacífico e Pacífico Ocidental, no Japão (Ryūkyū) e Filipinas até Polinésia Francesa (lá tornando-se rara a muito rara, no arquipélago da Sociedade), Nova Caledônia, norte da Austrália Ocidental, território do Norte e Queensland (incluindo a Grande Barreira de Coral; Austrália), em direção à África Oriental (Chagos, Reunião, Madagáscar, Maurícia, Moçambique e Tanzânia[14]) e Mar Vermelho, no oceano Índico, a pouca profundidade e em fundos arenosos e coralinos da zona entremarés à zona nerítica, entre os 5 a 20 metros, normalmente. É uma espécie carnívora, que se alimenta de peixes, imobilizando suas presas; se abrigando durante o dia e saindo para caçar à noite.[1][3][6][8][12][15][16][17][18][19]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c d LINDNER, Gert (1983). Moluscos y Caracoles de los Mares del Mundo (em espanhol). Barcelona, Espanha: Omega. p. 83-84. 256 páginas. ISBN 84-282-0308-3 
  2. a b c «Geography Cone» (em inglês). National Geographic. 1 páginas. Consultado em 8 de novembro de 2018 
  3. a b c d e f ABBOTT, R. Tucker; DANCE, S. Peter (1982). Compendium of Seashells. A color Guide to More than 4.200 of the World's Marine Shells (em inglês). New York: E. P. Dutton. p. 247. 412 páginas. ISBN 0-525-93269-0 
  4. a b c d «Conus geographus» (em inglês). World Register of Marine Species. 1 páginas. Consultado em 8 de novembro de 2018 
  5. a b «Conus (Gastridium)» (em inglês). World Register of Marine Species. 1 páginas. Consultado em 8 de novembro de 2018 
  6. a b LINDNER, Gert (Op. cit., p.206.).
  7. BÜCHERL, Wolfgang; BUCKLEY, Eleanor E. (1971). Venomous Animals and Their Venoms. Volume III: Venomous Invertebrates (em inglês). New York / London: Academic Press Books, Elsevier - Google Books. p. 392. 562 páginas. ISBN 978-1-4832-6289-5. Consultado em 10 de novembro de 2018 
  8. a b c d WYE, Kenneth R. (1989). The Mitchell Beazley Pocket Guide to Shells of the World (em inglês). London: Mitchell Beazley Publishers. p. 136. 192 páginas. ISBN 0-85533-738-9 
  9. Haddad Junior, Vidal; Paula Neto, João Batista de; Cobo, Válter José (outubro de 2006). «Venomous mollusks: the risks of human accidents by conus snails (gastropoda: conidae) in Brazil» (em inglês). Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, vol 39; nº 5. (SciELO). 1 páginas. Consultado em 8 de novembro de 2018 
  10. Haddad Junior, Vidal; Coltro, Marcus; Simone, Luiz Ricardo L. (julho–agosto de 2009). «Report of a human accident caused by Conus regius (Gastropoda, Conidae)» (em inglês). Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, vol.42; no.4. (SciELO). 1 páginas. Consultado em 8 de novembro de 2018 
  11. Press Association (19 de janeiro de 2015). «Deadly sea snail uses weaponised insulin to make its prey sluggish» (em inglês). The Guardian. 1 páginas. Consultado em 8 de novembro de 2018 
  12. a b Wang, Pei-Jan (31 de março de 2014). «geographus (菲律賓)-殺手芋螺» (em chinês). Flickr. 1 páginas. Consultado em 8 de novembro de 2018. Conus geographus Linnaeus, 1758-(Philippines). 
  13. DANCE, S. Peter (2002). Smithsonian Handbooks: Shells. The Photographic Recognition Guide to Seashells of the World (em inglês) 2ª ed. London, England: Dorling Kindersley. p. 188. 256 páginas. ISBN 0-7894-8987-2 
  14. Fonte: Wikipédia inglesa.
  15. «Conus geographus Linnaeus, 1758 - geographer cone» (em inglês). SeaLifeBase. 1 páginas. Consultado em 8 de novembro de 2018 
  16. «Conus geographus Linnaeus, 1758» (em inglês). Jacksonville Shells. 1 páginas. Consultado em 8 de novembro de 2018 
  17. «Geography Cone: Conus geographus» (em inglês). Queensland Museum. 1 páginas. Consultado em 8 de novembro de 2018 
  18. Touitou, David; Balleton, Michel. «CONIDAE DE POLYNESIE» (PDF) (em francês). XENOPHORA N° 111 (SEASHELL COLLECTORS). p. 28. 27-42 páginas. Consultado em 8 de novembro de 2018. Rareté: Devenu assez rare dans l’archipel de la Société. Particularité: L’espèce était assez commune mais elle s’est raréfiée au même titre que Conus tulipa et que Conus obscurus. 
  19. a b Fonte: ligações externas
Ícone de esboço Este artigo sobre gastrópodes, integrado no Projeto Invertebrados é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.