Conus striatus

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Como ler uma infocaixa de taxonomiaConus striatus
Cinco vistas da concha de C. striatus, uma das seis espécies de moluscos Conidae potencialmente perigosas ao homem na região do Indo-Pacífico.[1]
Cinco vistas da concha de C. striatus, uma das seis espécies de moluscos Conidae potencialmente perigosas ao homem na região do Indo-Pacífico.[1]
Fotografia da vista inferior da concha de C. striatus, encontrado em substrato arenoso, a pouca profundidade.[2]
Fotografia da vista inferior da concha de C. striatus, encontrado em substrato arenoso, a pouca profundidade.[2]
Estado de conservação
Espécie pouco preocupante
Pouco preocupante
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Mollusca
Classe: Gastropoda
Subclasse: Caenogastropoda
Ordem: clade Hypsogastropoda
clade Neogastropoda
Superfamília: Conoidea
Família: Conidae
Género: Conus
Linnaeus, 1758[3]
Subgénero: Pionoconus[4]
Mörch, 1852[4]
Espécie: C. striatus
Nome binomial
Conus striatus
Linnaeus, 1758[3]
Distribuição geográfica
A região do Indo-Pacífico é o habitat da espécie C. striatus, em águas rasas de substrato arenoso.[2]
A região do Indo-Pacífico é o habitat da espécie C. striatus, em águas rasas de substrato arenoso.[2]
Sinónimos
Conus (Pionoconus) striatus (Linnaeus, 1758)
Pionoconus striatus (Linnaeus, 1758)
Conus leoninus [Lightfoot], 1786
Conus floridus G. B. Sowerby II, 1858
Conus chusaki da Motta, 1978
(WoRMS)[3]

Conus striatus (nomeada, em inglês, Striate Cone[2] ou Striated Cone[5]; na tradução para o português, "Conus estriado") é uma espécie de molusco gastrópode marinho predador do gênero Conus, pertencente à família Conidae.[1] Foi classificada por Carolus Linnaeus em 1758, descrita em sua obra Systema Naturae[3]; sendo uma espécie variável, com estrias espirais muito finas.[5] É nativa do Indo-Pacífico[2][5] e considerada uma das seis espécies de moluscos Conidae potencialmente perigosas ao homem, por apresentar uma glândula de veneno conectada a um mecanismo de disparo de sua rádula, em formato de arpão, dotada de neurotoxinas que podem levar ao óbito.[1][6][7] Eles foram observados provocando uma paralisia espástica, em peixes, após a injeção de seu veneno (conotoxina), utilizando-se de duas toxinas peptídicas O-glicosiladas, relacionadas.[8][9][10] Pertence ao subgênero Pionoconus[4], não Strioconus.[11]

Descrição da concha[editar | editar código-fonte]

Conus striatus possui concha cônica, com uma espiral baixa, em ângulo reto, e última volta cilíndrica, com relevo exterior moderadamente curvo, revestida com marcas de estrias espirais, muito finas, sobre um fundo de um brilho sedoso e, na maioria das vezes, branco com marcas e faixas marrom-azuladas, acinzentadas ou negras; possuindo no máximo 13 centímetros de comprimento. Abertura pouco arredondada, com lábio externo afinado e interior branco.[2][5][12][13]

Habitat e distribuição geográfica[editar | editar código-fonte]

Esta espécie é encontrada espalhada no Indo-Pacífico e Pacífico Ocidental, no Japão (Ryūkyū), Taiwan, Tailândia, Filipinas até Polinésia Francesa (lá tornando-se rara a muito rara, no arquipélago da Sociedade), Havaí, Nova Caledônia, norte da Austrália Ocidental, território do Norte e Queensland (incluindo a Grande Barreira de Coral; Austrália), em direção à África Oriental (ilhas Mascarenhas, Madagáscar, Maurícia e Tanzânia[14]), no oceano Índico, a pouca profundidade e em fundos arenosos e coralinos da zona nerítica, entre 1 a 25 metros, normalmente. É uma espécie carnívora, que se alimenta de peixes, imobilizando suas presas; se abrigando durante o dia e saindo para caçar à noite.[1][2][11][5][8][12][13][15][16][17][18]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c d LINDNER, Gert (1983). Moluscos y Caracoles de los Mares del Mundo (em espanhol). Barcelona, Espanha: Omega. p. 83-84. 256 páginas. ISBN 84-282-0308-3 
  2. a b c d e f ABBOTT, R. Tucker; DANCE, S. Peter (1982). Compendium of Seashells. A color Guide to More than 4.200 of the World's Marine Shells (em inglês). New York: E. P. Dutton. p. 255. 412 páginas. ISBN 0-525-93269-0 
  3. a b c d «Conus striatus» (em inglês). World Register of Marine Species. 1 páginas. Consultado em 9 de novembro de 2018 
  4. a b c «Conus (Pionoconus)» (em inglês). World Register of Marine Species. 1 páginas. Consultado em 9 de novembro de 2018 
  5. a b c d e WYE, Kenneth R. (1989). The Mitchell Beazley Pocket Guide to Shells of the World (em inglês). London: Mitchell Beazley Publishers. p. 139. 192 páginas. ISBN 0-85533-738-9 
  6. Haddad Junior, Vidal; Paula Neto, João Batista de; Cobo, Válter José (outubro de 2006). «Venomous mollusks: the risks of human accidents by conus snails (gastropoda: conidae) in Brazil» (em inglês). Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, vol 39; nº 5. (SciELO). 1 páginas. Consultado em 9 de novembro de 2018 
  7. Haddad Junior, Vidal; Coltro, Marcus; Simone, Luiz Ricardo L. (julho–agosto de 2009). «Report of a human accident caused by Conus regius (Gastropoda, Conidae)» (em inglês). Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, vol.42; no.4. (SciELO). 1 páginas. Consultado em 9 de novembro de 2018 
  8. a b Chen, Po-Wei; Hsiao, Sheng-Tai; Chen, Kao-Sung; Tseng, Chen-Te; Wu, Wen-Lung; Hwang, Deng-Fwu (julho de 2016). «The complete mitochondrial genome of Conus striatus (Neogastropoda: Conidae (em inglês). Mitochondrial DNA Part B: Vol 1, No 1. (Taylor & Francis Online). pp. 493–494. Consultado em 9 de novembro de 2018 
  9. Kelley, W. P.; Schulz, J. R.; Jakubowski, J. A.; Gilly, W. F.; Sweedler, J. V. (28 de novembro de 2006). «Two toxins from Conus striatus that individually induce tetanic paralysis» (em inglês). Biochemistry;45(47). (PubMed-NCBI). pp. 14212–14222. Consultado em 9 de novembro de 2018 
  10. Wen L.; Yang, S.; Qiao, H.; Liu, Z.; Zhou, W.; Zhang, Y.; Huang, P. (julho de 2006). «O-3, a new O-superfamily conopeptide derived from Conus striatus, selectively inhibits N-type calcium currents in cultured hippocampal neurons» (em inglês). Br J Pharmacol. 145(6). (PubMed-NCBI). pp. 728–739. Consultado em 9 de novembro de 2018 
  11. a b LINDNER, Gert (Op. cit., p.208.).
  12. a b Wang, Pei-Jan (10 de abril de 2006). «striatus (馬達加斯加)-細線芋螺» (em chinês). Flickr. 1 páginas. Consultado em 7 de novembro de 2018. Conus striatus Linnaeus, 1758-(Madagascar). 
  13. a b «Conus striatus Linnaeus, 1758 - striated cone» (em inglês). SeaLifeBase. 1 páginas. Consultado em 9 de novembro de 2018 
  14. Fonte: Wikipédia inglesa.
  15. «Conus striatus Linnaeus, 1758» (em inglês). Jacksonville Shells. 1 páginas. Consultado em 9 de novembro de 2018 
  16. Touitou, David; Balleton, Michel. «CONIDAE DE POLYNESIE» (PDF) (em francês). XENOPHORA N° 111 (SEASHELL COLLECTORS). p. 28. Consultado em 9 de novembro de 2018. Rareté: Devenu assez rare dans l’archipel de la Société. Particularité: L’espèce était assez commune mais elle s’est raréfiée au même titre que Conus tulipa et que Conus obscurus. 
  17. KAY, E. Alison (1994). A Natural History of the Hawaiian Islands. Selected Readings II (em inglês). Honolulu: University of Hawaii Press - Google Books. p. 211. 520 páginas. ISBN 0-8248-1659-5. Consultado em 9 de outubro de 2018 
  18. a b Fonte: ligações externas
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