Convento de Santo Antônio do Paraguaçu

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Igreja e Convento de Santo Antônio do Paraguaçu

O Convento de Santo Antônio do Paraguaçu é o primeiro a ser estabelecido no Brasil logo após a independência da custódia religiosa de Lisboa, está localizado no povoado de São Francisco do Paraguaçu, Cachoeira e pertence à Ordem Religiosa Franciscana.

A fundação do Convento ocorreu em 1649 mas a primeira pedra só foi lançada 9 anos depois, no dia 4 de fevereiro de 1658, na presença do guardião, Frei Ângelo Nascimento. Inicialmente os frades construíram uma pequena capela a Nossa Senhora da Glória e pequeno Cruzeiro (ambos já destruídos) na área chamada Pontal e supõe-se que as obras da Igreja duraram apenas 2 anos e o convento levaria 28 anos para ser concluído (1686),[1] repleto de obras de arte como imagens, pinturas e móveis.

Neste Convento funcionou um Noviciado, o segundo a ser construído no Brasil, onde os jovens eram admitidos para se tornarem novos sacerdotes e muitos deles foram figuras importantes como Frei Antônio de Santa Maria Jaboatão, autor do "Novo Orbe Seráfico Brasílico", registro da história dos franciscanos no Brasil.

Ali também funcionou durante 43 anos um pequeno hospital com enfermaria, chamado Hospital de N. Srª de Belém, e muitos serviços ele prestou em 1686 quando ocorreu a epidemia da febre amarela, chamada "peste da bicha", servindo às diversas comunidades da região, até ser transferido em 1729 para cidade de Cachoeira (Bahia), onde seria construído o hospital que futuramente seria levado à categoria de Santa Casa de Misericórdia.

Com a proibição imperial de admitir noviços (1855), vários conventos foram abandonados e posteriormente, Convento e Igreja foram doados à Arquidiocese da Bahia. Em 19 de fevereiro de 1915, o Arcebispo D. Jerônimo Tomé da Silva assina Portaria designando uma comissão para proceder levantamento do estado do Convento, autorizando demolição e venda das terras para financiar reparos e manutenção da Igreja, sacristia e corredores e tal decisão acelerou a ruína do patrimônio que foi duramente espoliado. Este mesmo Arcebispo foi o responsável pela demolição da Igreja da Sé em Salvador. Aos olhos da atualidade, ambas autorizações se constituem um crime contra o patrimonio histórico.

O imóvel foi tombado em 1941 pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), que ali tem realizado trabalhos de conservação e consolidação das estruturas e restauração das imagens.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Flexor, Maria Helena Ochi. «Igrejas e conventos da Bahia» (PDF). Consultado em 5 de fevereiro de 2013