Copa Brasil

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Campeonato Brasileiro de Futebol
Copa Brasil
Cbf brazilian championship trophy.svg
Ilustração do Troféu Copa Brasil, oferecido ao campeão de cada edição do certame.
Dados gerais
Organização CBD
Edições 10
Local de disputa  Brasil
Sistema Fase de grupos e mata-mata
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Copa Brasil foi o nome oficial utilizado pela CBD (precursora da atual CBF) para designar, em sua época de disputa, os campeonatos nacionais realizados entre 1975 e 1980, quando passou a ser denominado oficialmente de Taça de Ouro. Entretanto, esta denominação voltou a ser empregada posteriormente para designar os torneios de 1984, 1986, 1987 e 1988.[1] Porém, estes dois últimos ficaram popularmente conhecidos como Copa União, nomenclatura que foi criada em 1987 pelo Clube dos 13 para designar seu certame, competição esta que segundo os regulamentos da CBF tratou-se apenas do Módulo Verde do campeonato nacional daquele ano. Antes de 1975, o atual Campeonato Brasileiro de Futebol, era denominado pela entidade máxima do futebol brasileiro de Campeonato Nacional de Clubes.[2][3]

História[editar | editar código-fonte]

O Brasil já contava com a realização de campeonatos nacionais desde 1959. Quando a Taça Brasil começou a ser disputada, entretanto, devido a questões econômicas, de transporte e de calendário, esta competição contemplava, geralmente, apenas as equipes campeãs estaduais. Em 1967, como o Brasil já se encontrava um pouco mais estruturado, tendo meios de transporte melhores, foi possível ousar em um campeonato mais integrado, surgindo assim, o Torneio Roberto Gomes Pedrosa/Taça de Prata, que tornou-se na primeira competição nacional a englobar os principais clubes brasileiros. Porém, devido a grande popularidade do futebol no Brasil, o governo militar enxergou uma excelente oportunidade para promover o ufanismo e a imagem de integração nacional, passando a intervir regularmente no esporte. Colocando, na prática, o futebol no ambicioso Plano de Integração Nacional (PIN) e, no decorrer desse processo político, surge em 1971, um novo torneio, o Campeonato Nacional de Clubes, que viera com a proposta de integrar totalmente os times de todas as regiões do País.[4][5][6]

Em 1975, chegou ao fim a era João Havelange na Confederação Brasileira de Desportos (CBD): ele deixou a entidade brasileira para assumir o comando da FIFA. Em um período em que a ditadura intervinha frequentemente no futebol brasileiro e forçava o inchaço do principal campeonato do País, não apenas para tornar o esporte realmente nacional, mas também para agradar os coronéis da política brasileira em regiões onde o futebol não era exatamente uma potência, a CBD ganhou um novo presidente, o almirante Heleno Nunes, de forte atuação na política do governo militar.[5] Neste ano, a CBD lançou um troféu mais elaborado, o Troféu Copa Brasil, produzido pelo designer Maurício Salgueiro e o maior certame de futebol do Brasil que desde a edição de 1971 era denominado de Campeonato Nacional de Clubes, passou a ser chamado oficialmente de Copa Brasil (lembrando que, assim como a Taça Brasil, a Copa Brasil não tem nada a ver com a atual Copa do Brasil). A nova nomenclatura da primeira divisão do certame perdurou até a edição de 1979.[7] Em 1980, foi alterado mais uma vez, agora para Taça de Ouro — entretanto, nota-se que aqui ocorre uma contradição, já que tudo indica que o campeonato envolvendo as duas divisões chamou-se oficialmente Copa Brasil.[8] Em 1984, a CBF muda novamente o nome do campeonato nacional para Copa Brasil. Com isso, a segunda divisão que era denominada de Taça de Prata também teve seu nome alterado para "Taça CBF". Em 1985, o campeonato voltou novamente a se chamar Taça de Ouro, e a Taça CBF também teve seu nome alterado, voltando a receber a designação de Taça de Prata.[9] No ano de 1986, a competição voltou novamente a designar-se de Copa Brasil.[9]

Em 1987, a CBF, mal administrada e sem recursos, declarou-se incapaz de promover o campeonato nacional nos mesmos moldes e tentaria um acordo com os clubes, um patrocinador ou realizaria um certame regionalizado. Isso levou os principais clubes do país a criarem, no dia 11 de julho, uma liga independente, chamada de Clube dos 13 (C13), que prontamente formulou sua própria competição a revelia da CBF, a Copa União, com somente as treze primeiras equipes do Ranking da CBF que seriam dezesseis após a nova entidade convidar mais três equipes. No entanto, pressionada pelas agremiações que ficaram de fora do novo certame e sem estar no seu comando, a CBF não aceitou, em 14 de julho, e iniciou uma briga com o recém-criado Clube dos 13, para poder discutir um novo formato para o campeonato nacional. Seguiram-se quase dois meses de discussões. Até que, em 3 de setembro, ficou acordado entre as duas entidades, uma competição com trinta e dois clubes, divididos em dois módulos: o verde, com as dezesseis equipes convidadas pelo Clube dos 13, e o amarelo, com outros dezesseis clubes, escolhidos com base no ranking histórico da entidade máxima do futebol nacional, a CBF. Vale ressaltar que os jogos de ambos os módulos só começaram a ser disputados após o acordo que previa que os dois melhores times de cada módulo iriam disputar um quadrangular final para definir o campeão nacional da Copa Brasil. Em 1988, o nome fantasia Copa União foi usado novamente na grande mídia, desta vez, com o campeão da CBF.[10] Entre 1988 e 1989, o nome oficial Copa Brasil foi alterado pela CBF recebendo pela primeira vez o nome definitivo de Campeonato Brasileiro.[11][1]

Esta evolução dos torneios nacionais anteriores e principalmente posterior ao surgimento do Campeonato Nacional de Clubes, envolve a contribuição de vários outros fatores além dos campos. O contexto da época era de vender o espetáculo do Milagre Econômico, do Plano de Integração Nacional, das obras gigantescas. A partir desse momento para a ditadura militar começar a usar o futebol para mostrar como esses conceitos se aplicavam foi um passo natural. A forma como o regime militar utilizou o futebol brasileiro para legitimar alguns de seus dogmas é evidente. O tricampeonato da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1970 é o exemplo mais marcante das intervenções realizadas pelo governo militar no futebol nacional. Porém, também determinaram diversas diretrizes que influenciaram os clubes. A criação do Campeonato Nacional de Clubes em 1971 veio na esteira do Plano de Integração Nacional do presidente brasileiro Emílio Garrastazu Médici.[6][12][6][4] Não era apenas nos centros periféricos que o regime exercia sua influência através do futebol. Também havia uma ação direta dentro das administrações do futebol. Enquanto a Seleção Brasileira passou por uma militarização em sua comissão técnica, também existia uma forte presença de pessoas ligadas ao governo no controle das federações. E, em mais uma ação com pano de fundo político, a Lei 6.251 foi aprovada em 8 de outubro de 1975, centralizando as decisões na CBD e nos poderes locais. Com os clubes passando a ter ainda mais autonomia em suas ações, principalmente na organização do campeonato nacional. Uma realidade que não se difere tanto da atual, com as votações da CBF restritas apenas aos presidentes das entidades estaduais.[5]

Estas manipulações do governo militar sobre o futebol brasileiro para agradar as lideranças políticas locais, é evidente devido ao aumento na quantidade de equipes participantes a cada edição do certame nacional. Em 1971, na época do surgimento do Campeonato Nacional de Clubes, havia apenas vinte agremiações disputando a sua divisão principal. Entretanto, em sua última edição, ocorrida em 1974, o Nacional já contava com quarenta e dois competidores. Este foi somente os primeios anos do processo de integração promovido pelo governo Médici, através do torneio. Em 1975, na primeira edição da Copa Brasil, foram apenas incluídos mais dois clubes. Com a Paraíba completando a lista de estados participantes — em 1979, com a criação do Mato Grosso do Sul, vinte e um dos vinte e dois Estados passaram a contar com representantes, somente o Acre acabou ficando de fora porque se profissionalizou apenas em 1989. A partir de 1976, o inchaço da competição passa a decorrer de forma mais agressiva, chegando a contemplar cinquenta e quatro competidores, quando todos os Estados da federação passaram a contar com pelo menos um representante na liga. Segundo alguns autores, dando continuidade a algumas características do mandato de João Havelange, o certame nacional, que por priorizar o interesse político, tornou-se um grande "cabide de emprego", enchendo-se de clubes que não tinham qualidade para disputar a competição mais importante do país. A partir desse momento a famosa frase: "Onde a Arena vai mal, mais um time no Nacional. Onde vai bem, outro também", chegava ao seu auge no começo da gestão de Heleno Nunes, que tentava contornar as crises políticas do partido do regime através do futebol. A ARENA era o partido do governo e através de convites a clubes de todas as regiões do País, contentava-se as suas torcidas e a simpatia do povo era garantida. Deixou de haver o mérito esportivo. Equipes sem currículo ou tradição eram convidadas por conveniência política. Os militares viviam a febre da integração do país, com o Projeto Rondon, a Transamazônica e o futebol. Para entrar no Nacional, bastava a indicação e a proteção de um político influente. Na sequência deste contexto, foram sessenta e duas equipes em 1977, setenta e quatro em 1978 e o recorde absoluto de noventa e quatro participantes na primeira divisão em 1979 — quando Corinthians, Portuguesa, Santos e São Paulo optaram por desistir de participar do campeonato excessivamente inchado.[5][6][13][4]

Devido a estas intervenções, a maioria dos historiadores consideram que muitas das mazelas que travam o futebol brasileiro atualmente têm origem na forma como o regime militar utilizou os clubes para manobras políticas.[5] Embora, segundo o jornalista Juca Kfouri, seja importante salientar que grande parte desses problemas são anteriores ao golpe militar, vem desde o período do governo de Getúlio Vargas. "Mas o futebol ainda padece de questões posteriores", afirma o jornalista, que foi chefe de reportagem e diretor de redação da revista Placar durante a ditadura.[6]

Campeões[editar | editar código-fonte]

Ano Campeão Vice-campeão 3º lugar 4º lugar Artilheiro Gols
1975
Detalhes
Rio Grande do Sul Internacional Minas Gerais Cruzeiro Rio de Janeiro Fluminense Pernambuco Santa Cruz Flávio (INT) 16
1976
Detalhes
Rio Grande do Sul Internacional São Paulo Corinthians Minas Gerais Atlético Mineiro Rio de Janeiro Fluminense Dadá Maravilha (INT) 16
1977
Detalhes
São Paulo São Paulo Minas Gerais Atlético Mineiro Mato Grosso do Sul Operário-MS Paraná Londrina Reinaldo (CAM) 28
1978
Detalhes
São Paulo Guarani São Paulo Palmeiras Rio Grande do Sul Internacional Rio de Janeiro Vasco da Gama Paulinho (VAS) 19
1979
Detalhes
Rio Grande do Sul Internacional Rio de Janeiro Vasco da Gama Paraná Coritiba São Paulo Palmeiras César (AME) 13
1980
Detalhes
Rio de Janeiro Flamengo Minas Gerais Atlético Mineiro Rio Grande do Sul Internacional Paraná Coritiba Zico (FLA) 21
1984
Detalhes
Rio de Janeiro Fluminense Rio de Janeiro Vasco da Gama Rio Grande do Sul Grêmio São Paulo Corinthians Roberto Dinamite (VAS) 16
1986
Detalhes
São Paulo São Paulo São Paulo Guarani Minas Gerais Atlético Mineiro Rio de Janeiro America Careca (SAO) 25
1987
Detalhes
Pernambuco Sport São Paulo Guarani Rio de Janeiro Flamengo Rio Grande do Sul Internacional Müller (SAO) 10
1988
Detalhes
Bahia Bahia Rio Grande do Sul Internacional Rio de Janeiro Fluminense Rio Grande do Sul Grêmio Nílson (INT) 14[1]

Títulos por clube[editar | editar código-fonte]

Títulos Clube Edições
3 Rio Grande do Sul Internacional 1975, 1976 e 1979
2 São Paulo São Paulo 1977 e 1986
1 São Paulo Guarani 1978
1 Rio de Janeiro Flamengo 1980
1 Rio de Janeiro Fluminense 1984
1 Pernambuco Sport 1987
1 Bahia Bahia 1988

Títulos por Estado[editar | editar código-fonte]

Estados Títulos Vices
 São Paulo 3 4
 Rio Grande do Sul 3 0
 Rio de Janeiro 2 2
 Pernambuco 1 0
Bahia Bahia 1 0
 Minas Gerais 0 3

Médias de público[editar | editar código-fonte]

  • 1975 - 15 984 (total: 6 873 120)
  • 1976 - 17 091 6 (total: 7 024 637)
  • 1977 - 16 472 (total: 7 988 920)
  • 1978 - 10 539 (total: 834 688)
  • 1979 - 9 136 (total: 5 326 288)
  • 1980 - 20 792 (total: 6 362 352)
  • 1984 - 18 523 (total: 5 668 038)
  • 1986 - 10 620 (total: 7 221 574)
  • 1987 - 20 877 (total: 4 989 603)
  • 1988 - 13 811 (total: 4 005 190)

Maiores médias de públicos por clubes[editar | editar código-fonte]

  • 1975 - Internacional (51 962)
  • 1976 - Corinthians (47 729)
  • 1977 - Atlético Mineiro (55 664)
  • 1978 - Palmeiras (31 359)
  • 1979 - Internacional (46 491)
  • 1980 - Flamengo (66 507)
  • 1984 - Flamengo (38 543)
  • 1986 - Bahia (46 291)
  • 1987 - Flamengo (47 610)
  • 1988 - Bahia (35 537)

Maiores públicos[editar | editar código-fonte]

  1. Flamengo 3 a 2 Atlético Mineiro, Maracanã, 154 335 pessoas, 1 de junho de 1980
  2. Flamengo 1 a 1 Corinthians, Maracanã, 146 043 pessoas, 5 de dezembro de 1976
  3. Fluminense 0 a 0 Vasco da Gama, Maracanã, 128 781 pessoas, 27 de maio de 1984
  4. Vasco da Gama 2 a 2 Internacional, Maracanã, 118 777 pessoas, 28 de julho de 1974
  5. Fluminense 0 a 0 Corinthians, Maracanã, 118 370 pessoas, 20 de maio de 1984
  6. Flamengo 1 a 0 Atlético Mineiro, Maracanã, 118 162 pessoas, 29 de novembro de 1987
  7. Corinthians 4 a 1 Flamengo, Morumbi, 115 002 pessoas, 6 de maio de 1984
  8. Corinthians 2 a 1 Internacional, Morumbi, 113 286 pessoas, 21 de novembro de 1976
  9. Vasco da Gama 2 a 1 Cruzeiro, Maracanã, 112 993 pessoas, 1 de agosto de 1974
  10. Flamengo 1 a 4 Palmeiras, Maracanã, 112 047 pessoas, 9 de dezembro de 1979
  11. Vasco da Gama 3 a 0 Grêmio, Maracanã, 110 877 pessoas, 19 de maio de 1984

Número de jogos, gols e média de gols por edição[editar | editar código-fonte]

  • 1975: 430 jogos, 975 gols e média de 2,27 gols por jogo
  • 1976: 411 jogos, 950 gols e média de 2,31 gols por jogo
  • 1977: 485 jogos, 1203 gols e média de 2,48 gols por jogo
  • 1978: 792 jogos, 1771 gols e média de 2,24 gols por jogo
  • 1979: 583 jogos, 1361 gols e média de 2,33 gols por jogo
  • 1980: 306 jogos, 821 gols e média de 2,68 gols por jogo
  • 1984: 306 jogos, 737 gols e média de 2,41 gols por jogo
  • 1986: 680 jogos, 1422 gols e média de 2,09 gols por jogo
  • 1987: 239 jogos, 430 gols e média de 1,8 gols por jogo
  • 1988: 290 jogos, 548 gols e média de 1,89 gols por jogo

Número de participantes por edição[editar | editar código-fonte]

  • 1975: 42
  • 1976: 54
  • 1977: 62
  • 1978: 74
  • 1979: 94
  • 1980: 44
  • 1984: 41
  • 1986: 80
  • 1987: 32
  • 1988: 24

Número de Estados representados em cada edição[editar | editar código-fonte]

  • 1975: 21
  • 1976: 21
  • 1977: 20
  • 1978: 22
  • 1979: 22
  • 1980: 22
  • 1984: 22
  • 1986: 22
  • 1987: 13
  • 1988: 9

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c O Estado de S. Paulo, 03/09/1988 pág. 25 - "Vitória na Copa Brasil vale três pontos" e edição de 12/02/1989 pág. 33 - "Saem hoje os finalistas da Copa Brasil"
  2. «A História do Campeonato Brasileiro». Jornal Press. Consultado em 25 de junho de 2016. 
  3. «Oito jornalistas da Globo dizem se Taça de Prata de 1970 foi mais um título brasileiro do Fluminense. E eu analiso o que eles dizem…». Odir Cunha. Consultado em 25 de junho de 2016. 
  4. a b c «Futebol e política: a criação do Campeonato Nacional de Clubes de Futebol» (PDF). Fundação Getúlio Vargas. Consultado em 25 de junho de 2016. 
  5. a b c d e «O futebol também foi uma obra faraônica dos militares, e sofremos com isso até hoje». Trivela. Consultado em 25 de junho de 2016. 
  6. a b c d e «[Ditadura] Da criação do Brasileirão aos elefantes brancos, como o futebol entrou no Plano de Integração Nacional». Trivela. Consultado em 25 de junho de 2016. 
  7. «A história dos campeonatos nacionais - Anos 70: O início de muita bagunça no futebol brasileiro». RCB. Consultado em 25 de junho de 2016. 
  8. «VI Copa Brasil - 1980 [Brazilian Championship]» (em inglês). RSSSF Brasil. Consultado em 25 de junho de 2016. 
  9. a b «A história dos campeonatos nacionais - Anos 80: Tempo de mudanças e reformulação». RCB. Consultado em 25 de junho de 2016. 
  10. «A história dos campeonatos nacionais - A criação do rebaixamento e a polêmica de 1987». RCB. Consultado em 25 de junho de 2016. 
  11. Jornal do Brasil, 02/09/1988 pág. 32 do acervo - "Campeonato Brasileiro começa sem destino" - Com o nome, ao que parece definitivo, de Campeonato Brasileiro, começa esta noite, com a programação...
  12. «[Ditadura] O governo militarizou a Seleção, e 1982 foi o símbolo da redemocratização». Trivela. Consultado em 25 de junho de 2016. 
  13. «Campeonato Nacional, um retrocesso idealizado pelo governo militar». Odir Cunha. Consultado em 25 de junho de 2016. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]