Coquetel

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Margarita, um dos mais populares drinks em bares e eventos.

Um coquetel (português brasileiro) ou cacharolete ou cocktail (português europeu) é uma bebida que combina duas ou mais bebidas alcoólicas ou não alcoólicas, à qual costumam ser adicionados gelo (em cubos ou picado), às vezes frutas, creme de leite, açúcar etc.[1] É geralmente servido em festas e eventos sociais.

História[editar | editar código-fonte]

Um coquetel sendo preparado

Sua origem é bastante remota. Na Grécia Antiga, se misturava, ao vinho, desde água do mar a mel de abelhas ou mesmo vinagres para dissolver e abrandar seu gosto, tendo, assim, um cocktail. A exemplo do Irish Coffee, que, quando surgiu, nada mais era que álcool de centeio e água quente servidos aos marinheiros do capitão "Grog", da marinha britânica. Na Idade Média, durante as festas de Natal, se misturavam sucos de frutas e passas e frutas secas aos destilados, acompanhados sempre de Vinhos, espumantes ou não, pois estes eram muito fortes, com graduação alcoólica de 60 a 80 graus G.L.

Naturalmente, a coisa foi evoluindo das primitivas misturas para combinações mais elaboradas e atraentes. Como em quase todos os conhecimentos adquiridos pela humanidade, a habilidade em se produzir coquetéis deu-se empiricamente, com o acumulo gradual de experiências, passando da mistura aleatória de bebidas para uma prática sistemática de produção, de manifestação reconhecida de talento e criatividade. Desta forma, não o surgimento, como defendem alguns estudiosos do assunto, mas sim a consolidação e o amadurecimento da habilidade técnica na manipulação e na combinação de bebidas aconteceu na Inglaterra em meados do século XIX. Em seguida, alastrou-se pelo resto da Europa.

Entretanto, foram os americanos que realmente popularizaram e consagraram o cocktail, principalmente a partir da década de 1920, ironicamente durante a vigência da lei seca nos Estados Unidos. Era um meio de se amenizar o terrível gosto das bebidas fabricadas ilegalmente e também uma forma disfarçada de se beber sem chamar a atenção das autoridades. Foi o caso por exemplo, do Bloody Mary.

Muitos coquetéis são populares no mundo todo mas alguns alcançaram a condição de astros, verdadeiros ícones pops da cultura ocidental, como o Martini, o drinque americano que é um dos símbolos do american way of life, ou a Margarita, a latina que emigrou para o norte e conquistou o coração e o paladar dos gringos. E é claro, a Caipirinha, que, se ainda não é tão universal quanto os demais, é, com certeza, o predileto dos brasileiros.[carece de fontes?]

Existe, nos Estados Unidos, uma cultura alcoólica muito rica e diversificada e um mercado muito forte, o que, evidentemente, propiciou condições adequadas e favoráveis, se não ao surgimento, pelo menos para uma enorme popularização dos coquetéis. Por outro lado, é na Europa que se encontra a grande produção das mais diversas bebidas alcoólicas, além, é claro, de ser o berço destas mesmas bebidas.

Ao importar-se métodos, conceitos, denominações, ingredientes e demais tópicos agregados à produção de coquetéis, fatores como diferenças culturais, de costumes, de hábitos, de clima e até mesmo modismos interferem no resultado final da produção de um coquetel. Além do que certos ingredientes originais ou não existem ou não são tão facilmente encontrados num outro país, obrigando, muitas vezes, a utilização de produtos similares (geralmente mais baratos) na feitura de um coquetel. Assim, a soma destes fatores faz com que, eventualmente, um mesmo coquetel, com a mesma denominação, com a mesma provável origem e com mais ou menos a mesma base de ingredientes chegue a um resultado diferente em um novo país, às vezes sutil, às vezes tão marcantemente distinto que se poderia classificá-lo como sendo um outro coquetel.

O nome[editar | editar código-fonte]

Existem diversas teorias para a origem da expressão inglesa Cocktail. Algumas são plausíveis, enquanto que outras têm um teor mais folclórico.

  1. Teria sido criada pelo escritor londrino doutor Johnson. Ele teria comparado a "pecaminosa" mistura de vinhos com destilados fortes aos cavalos de sangue misturado, sem raça definida, que, no interior da Inglaterra, tinham a ponta do rabo cortada (em inglês, cocked tails, "rabos cortados").
  2. Na Guerra da Independência dos Estados Unidos (1775-1783), uma taberneira chamada Betsy Flanagan, viúva de um soldado revolucionário, teria roubado as penas do rabo de um galo do inimigo (ou do vizinho) para decorar os drinques que servia em sua taberna. Os clientes, então, sempre que queriam mais uma bebida, pediam um "rabo de galo" (em inglês, cock tail).[2]
  3. Outros relatos relacionam a palavra às rinhas de galo que ocorriam na região do Mississippi, nos Estados Unidos, onde penas retiradas do galo vencedor eram usadas para mexer os drinques dos apostadores vencedores.
  4. Uma outra teoria ainda mais extravagante diz que os beberrões frequentadores dessas rinhas utilizavam as penas para massagear a garganta, permitindo assim, a ingestão de mais um gole, já que as bebidas eram intragáveis mesmo para estes beberrões.

Classificação dos coquetéis[editar | editar código-fonte]

Em função da dosagem alcoólica, tamanho e temperatura dos cocktails, convencionou-se dividi-los em Short Drinks, Long Drinks e Hot Drinks.

  • Hot Drinks ("drinques quentes"): são bebidas servidas em copos especiais, tendo, como finalidade principal, aquecer o corpo. São bebidas apropriadas para dias mais frios. Exemplos: Irish coffee, grogue, eggnog.

Em função dos utensílios utilizados, forma de preparação e densidade dos ingredientes utilizados, convencionou-se dividi-los em três modalidades: Batidos, Mexidos e Montados.

  • Batidos: são os cocktails cujos componentes têm diferentes densidades entre si. Por isso, é necessário batê-los para misturar melhor. Exemplos: alexander, whiskey sour, daiquiri, piña colada.
  • Mexidos: são cocktails cujos componentes têm, entre si, densidades muito semelhantes, bastando, por isso, mexê-los para misturá-los. Exemplos: dry martini, manhattan, rob roy, gibson.
  • Montados: são os cocktails que, em sua composição, há ingredientes de densidades diferentes ou semelhantes. Estes cocktails são preparados nos próprios copos onde serão servidos. São bebidas com visuais às vezes muito exóticos. Seus componentes devem ser colocados um a um, criando um visual bonito. Exemplos: negroni, old fashioned, pousse coffee, tequila sunrise, black russian.

Em função do grau etílico de seus componentes, os cocktails foram classificados como: estimulantes de apetite, digestivos, refrescantes, nutritivos e estimulantes físicos.

  • Estimulantes de apetite: são cocktails com sabor seco, amargo ou ácido, devendo ser servidos antes das refeições. Normalmente, são preparados com bebidas destiladas, bitters, suco de frutas ácidas, vermutes e pequenas quantidades de açúcar.
  • Digestivos: são cocktails preparados com componentes que ajudam na digestão dos alimentos. Entram, em sua composição, destilados, açúcar, licores, cremes etc.
  • Refrescantes: cocktails preparados normalmente com destilados, sucos de frutas, licores, refrigerantes, águas gaseificadas e muito gelo.
  • Nutritivos: são cocktails em que usamos, em sua composição, ingredientes com alto teor calórico, tais como ovos, cremes, açúcar, mel, leite, chocolate, xaropes, vinhos fortificados etc.

Exemplos[editar | editar código-fonte]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • BARRETO, A. R. M. 500 Receitas de Dona Anita. Editora Livraria do Globo. Porto Alegre/Rio Grande do Sul. 1950.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Commons
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Referências

  1. FERREIRA, A. B. H. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. 2ª edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 1986. p. 475.
  2. A História da Origem dos Coquetéis. Disponível em http://www.consultorialcb.com.br/arearestrita/uploads/16440127012010_A_HISTORIA_DO_COQUETEL.pdf. Acesso em 24 de dezembro de 2015.
  3. Beer Storm Portal BOL
  4. Beer Storm Comidas e Bebidas UOL
  5. Michelada Portal BOL
  6. Beer Far Niente Portal BOL
  7. Shandy Portal BOL
  8. Black and Tan Portal BOL
  9. Black and Tan Comidas e Bebidas UOL
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