Coro Misto da Universidade de Coimbra

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
Text document with red question mark.svg
Este artigo ou secção contém fontes no fim do texto, mas que não são citadas no corpo do artigo, o que compromete a confiabilidade das informações. (desde dezembro de 2009)
Por favor, melhore este artigo inserindo fontes no corpo do texto quando necessário.

O Coro Misto da Universidade de Coimbra (CMUC) (Página Oficial ) foi fundado a 12 de Dezembro de 1956 e é um dos sete organismos autónomos da AAC. Trata-se do coro misto, em actividade, mais antigo da Academia de Coimbra, tendo sido criado por iniciativa de alguns elementos do Conselho Feminino então existente na A.A.C..

Houve, à data, a necessidade de criar um coro que pudesse integrar as estudantes do sexo feminino, que começavam a ocupar o seu lugar na Academia.

O CMUC teve como primeiro director artístico o Prof. Raposo Marques, sendo também de destacar os Maestros Adelino Martins e César Nogueira, directores artísticos durante 25 e 12 anos, respectivamente.

Actualmente o coro conta com cerca de 40 elementos, estudantes nas diversas Faculdades da Universidade de Coimbra que lhe dá o nome, assim bem como elementos oriundos de outras instituições de ensino da cidade e de outros países.

Apresenta um repertório diversificado que abrange diversos períodos artísticos, desde o Renascimento até aos nossos dias, prestando também uma atenção especial a compositores portugueses e à tradição coral portuguesa. Para trabalhar este repertório, o coro conta desde 2008 com o profissionalismo e dedicação de Rodrigo Carvalho.

Historial[editar | editar código-fonte]

Desde a sua fundação, o coro actuou já em todo o País e também um pouco por toda a Europa. Participou em vários festivais e encontros corais em Portugal e no estrangeiro, a maioria dos quais enquadrada no contexto universitário, e é frequentemente convidado para participar em cerimónias oficiais da Universidade de Coimbra e da Câmara Municipal.

Desde 1986, o CMUC organiza o Encontro Internacional de Coros Universitários (E.I.C.U.®), que conta já com 11 edições. Entre 1990 e 1993 promoveu o Concurso Nacional de Composição Coral.

Das actividades mais recentes do coro, destacam-se em 1998 a participação na comemoração do 700º aniversário da Universidade de Lérida e no Doutoramento Honoris Causa de Perez de Cuellar por aquela universidade, onde interpretou, juntamente com vários coros europeus e a Orquestra de Heidelberg, Carmina Burana de Carl Orff.

Foi o representante português do encontro de coros organizado pelo centro EURO BISKAIA em Dezembro de 2001 para comemorar a entrada em vigor da moeda europeia, juntamente com coros dos restantes países aderentes.

Em 2002, apresentou, numa série de concertos com a Orquestra de Câmara de Coimbra, as Cantatas BWV 4 (Christ Lag in Todes Banden) e BWV 147 (Herz und Mund und Tat und Leben) de Johann Sebastian Bach.

Já em 2003, participou no espectáculo musical encenado O Primeiro Dia, juntamente com a Tuna Académica da Universidade de Coimbra, onde celebrou e homenageou a Revolução do 25 de Abril de 1974.

No ano de 2004 além de ter representado Portugal no Iº Encontro Europeu de Coros Universitários em Ancona, trouxe a palco a obra Miserere de Francisco Lopes Lima de Macedo, compositor de Coimbra do século XIX que já não era apresentada ao público desde a sua estreia havia mais de cem anos.

No ano lectivo 2004/ 2005, participou no Espectáculo Comemorativo da Abertura Solene das Aulas na Universidade de Coimbra, editou o CD Miserere e participou na gravação dos CD’s Cantar Coimbra, da Orquestra de Câmara de Coimbra e Ano Carlos Seixas 2004, da Universidade de Coimbra e Câmara Municipal de Coimbra. Organizou ainda o XI Encontro Internacional de Coros Universitários (E.I.C.U.®), tendo terminado o ano lectivo com uma Digressão aos Açores.

Em 2006, integrado na VIII Semana Cultural da Universidade de Coimbra, apresentou a obra Te Deum de Marcos de Portugal, na Capela de São Miguel. Apostando sempre na divulgação de compositores portugueses, homenageou Fernando Lopes Graça com um espectáculo que culminou na atribuição do seu nome à sala de ensaios, no edifício da AAC. Em Outubro de 2006, participou na Abertura Solene das Aulas, com a Missa brevis in D, de W.A. Mozart.

Em Dezembro de 2006, o Coro Misto da Universidade de Coimbra iniciou as Comemorações do seu 50º Aniversário com um concerto dirigido à cidade de Coimbra, que contou com as participações especiais de João Braga, Giovanni d’Amore e Rao Kyao.

Em Março de 2007, inserido na Semana Cultural da Universidade de Coimbra, apresentou à cidade o espectáculo " Cantigas do Novo Mundo – Espirituais Negros".

Ainda no âmbito das comemorações do seu cinquentenário, organizou uma exposição durante os meses de Outubro e Novembro com documentos e recordações do historial deste organismo desde a sua origem.

Para marcar o 50º aniversário, gravou o CD CANTARES no Palácio de São Marcos, juntando algumas músicas do variadíssimo repertório, tendo sido o mesmo lançado em Maio de 2008, estando disponível para venda.

Em 22 de Novembro de 2008, participou nas Comemorações da Tomada da Bastilha, organizadas pela Associação de Antigos Estudantes de Coimbra em Lisboa, realizadas no Casino Estoril. -->

Direcção Artística[editar | editar código-fonte]

Breve Biografia do Director Artístico[editar | editar código-fonte]

Rodrigo Carvalho nasceu em Penacova, onde iniciou os seus estudos musicais com o Professor Celestino Ortet.

Em 2002 ingressou no Conservatório de Música de Coimbra no curso de Piano, sob orientação do Professor Augusto Mesquita. Fez parte da Orquestra Clássica do Conservatório de Música de Coimbra entre 2003 e 2005.

Frequentou master-classes com os professores Álvaro Teixeira Lopes, Amílcar Vasques-Dias e Filipe Melo tendo estudado improvisação ao Piano com os Professores Paulo Loureiro e Pedro Almeida.

Faz parte do Choral Aeminium desde 2003, tendo participado em obras como a 9ª Sinfonia de Beethoven, Missa de Baldi, Auto de Coimbra de Manuel Faria, Messias de Haendel, Carmina Burana de Carl Orff, David Penitente e Requiem de Mozart.

É licenciado, pela Escola Superior de Educação de Coimbra, no Curso de Professores de Educação Musical do Ensino Básico, onde estudou Direcção Coral e Instrumental com o Maestro Rui Ferreira. No âmbito do trabalho de final de curso fez parte da organização do Festival Nacional da Canção para pessoas portadoras de deficiência mental em 2007.

Participa regularmente em cursos de Direcção Coral, tendo já trabalhado com nomes como Edgar Saramago, John Ross, Artur Pinho, Cara Tasher, Eugene Rodgers e Paulo Lourenço.

Frequenta o Curso de Canto do Conservatório de Música de Coimbra na Classe da Professora Joaquina Ly, tendo já frequentado workshops de técnica vocal com Isabel Alcobia, António Salgado, João Lourenço e Vianey da Cruz. Participou no Concurso Nacional de Canto dos conservatórios (categoria B) onde obteve a 2ª menção honrosa, em 2008.

É desde 2005 director artístico do Coral Magister da Mealhada, tendo fundado em 2007 o Coro Vox et Communio de Penacova.

É, desde Outubro de 2008, o director artístico do CMUC.


Discografia[editar | editar código-fonte]

Projecto Miserere[editar | editar código-fonte]

Caracterização[editar | editar código-fonte]

Desde sempre que o Coro Misto da Universidade de Coimbra (CMUC), Organismo Autónomo da Associação Académica de Coimbra, se empenha na divulgação do que de melhor se faz naquela cidade e Universidade.

O CMUC tem sido, efectivamente, caracterizado por se dedicar a trabalhos ambiciosos e o ano de 2004 não é excepção. Assim, em 2004 e 2005 o CMUC levou a cabo um importante projecto da história do Coro, com um preponderante interesse para a Academia, para a Universidade, para a Cidade e para o País.

Partindo de uma investigação levada a cabo pelo Director Artístico do CMUC, Dr. César Nogueira, sobre um dos mais prolíficos compositores do Século XIX da Universidade de Coimbra, mais concretamente Francisco Lopes de Macedo, compositor da Universidade do século XIX.

Assim, o projecto consistiu na exibição e divulgação do "Miserere" de Lopes de Macedo, culminando com a gravação de um CD, hoje nos circuitos comerciais.

A obra desperta o mais estimulante interesse fora do nosso país, especialmente no Brasil, tendo sido, até agora, um tanto ignorada aquém fronteiras. Os registos de Imprensa do século XIX dão conta do extraordinário êxito que teve, não tido sido mais cantada desde então. Foi apresentada no século XIX e coube ao CMUC homenagear o compositor da Universidade do século XIX no século XXI.

Além deste desígnio, foi também objectivo do CMUC levar esta obra a vários pontos do país, mostrando o que foi a Cultura da Universidade e da Cidade no século XIX: foi a Divulgação Nacional da Obra.

A primeira exibição no século XXI foi a 2 de Abril de 2004, na Capela da Universidade de Coimbra.

Lopes de Macedo[editar | editar código-fonte]

Lopes de Macedo foi um compositor da cidade de Coimbra do século XIX, tendo sido organista da Universidade por 20 anos, desde meados do século até 1875, data da sua morte. Contudo, a sua ligação à Universidade não se fica pela qualidade de organista, tendo sido também Professor de Música da Universidade.

A sua obra não se encontra publicada. Todavia, existem na Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra 86 maços de música manuscrita de Lopes de Macedo, tendo sido essa a fonte que nos possibilitou este projecto.

A obra dos compositores de Coimbra do século XIX não tem, infelizmente, grande projecção no nosso país. Contudo, o interesse que esta desperta no estrangeiro, mais concretamente no Brasil, é preponderante, sendo esta projecção fora do nosso país cada vez maior, dada a riqueza musical que apresenta.

Na Biblioteca Geral está armazenada talvez toda a obra de Lopes de Macedo, consistindo esta, quase na sua totalidade, em música sacra.

Em 1875, com a sua morte, Lopes de Macedo é substituído como organista da Universidade pelo seu filho, com o mesmo nome, que também era compositor. Este foi celebrizado pelas récitas dos quintanistas da Queima das Fitas na viragem do século, dado que compôs diversas Operetas Cómicas encenadas pelos estudantes na Queima das Fitas.

Estas informações foram recolhidas por um trabalho de investigação do Director Artístico do CMUC, o Mestre César Augusto Nogueira, já que a música de Coimbra do século XIX peca por uma enorme lacuna em termos de investigação, apesar do interesse que por ela existe no estrangeiro.

O "Miserere"[editar | editar código-fonte]

A obra que o CMUC gravou, o "Miserere", foi composta na parte final da vida de Lopes de Macedo, sendo, por isso, uma das que apresentam maior riqueza artística. Esta obra nunca havia sido cantada nos tempos modernos, apesar do interesse por ela existente, cabendo ao CMUC a responsabilidade mas também o orgulho de ser o primeiro coro a cantá-la depois do século XIX.

Lopes de Macedo compôs este "Miserere" em homenagem ao "Miserere" de José Maurício, também compositor de Coimbra do início do século XIX.

Lopes de Macedo não chegou a conhecer José Maurício, mas era um compositor ainda muito famoso no círculo universitário coimbrão nos fins do século XIX. Este "Miserere" de José Maurício está publicado pela Biblioteca Geral da Universidade.

A obra gravada foi composta para Coro a três vozes (dois naipes masculinos e um terceiro de voz mais aguda que pode ser interpretado por um naipe feminino), duas Trompas, um Figle (nome comum dado ao instrumento Oficleide), órgão e rabecão.

A Divulgação Nacional[editar | editar código-fonte]

Tem sido uma questão de atitude, levada a cabo desde a fundação do CMUC — há já 50 anos — levar a música coral aos pontos do nosso país que, de outra forma, dificilmente teriam contacto com ela.

É um gáudio muito grande para o CMUC poder divulgar e representar a Universidade naquilo que tem de mais único e mais admirável: uma cultura histórica sem paralelo.

O Projecto de Divulgação Nacional da Obra iniciou-se em Coimbra a 2 de Abril na Capela da Universidade, devolvendo à cidade de Coimbra uma obra que é sua.

Seguiu depois para o sul do país, tendo sido apresentado em Abril de 2004 na Sé de Portalegre, na Igreja Matriz de Castelo de Vide e em Ponte de Sor.

O CD[editar | editar código-fonte]

Para que a obra jamais se perca, o CMUC procedeu ao registo desta obra musical num CD, dada a importância do projecto e o interesse que tal seja gravado por um Coro da Universidade de Coimbra. Aliás, foi com esse propósito que Lopes de Macedo escreveu, devendo por isso a gravação ser feita por um coro universitário.

No mesmo CD, o CMUC gravou ainda o "Miserere" que serviu de inspiração a Lopes de Macedo, pelo que o CD conta ainda com o "Miserere" de José Maurício, também interpretado pelo Coro Misto da Universidade de Coimbra.

Nesta gravação o CMUC contou com a colaboração do organista Paulo Bernardino.

Corpos sociais[editar | editar código-fonte]

O CMUC, enquanto Organismo Autónomo, é uma pessoa colectiva dotada de órgãos próprios, os quais são democraticamente eleitos anualmente entre os sócios ordinários.

Assembleia Geral do CMUC[editar | editar código-fonte]

A Assembleia Geral é o órgão deliberativo máximo, composto por todos os sócios ordinários. Os trabalhos são presididos por uma Mesa de Assembleia, composta por um Presidente e dois secretários.

As deliberações da Assembleia Geral são apenas revogáveis pelo mesmo órgão e constituem obrigações para todos os coralistas e para os demais órgãos do Coro.

Direcção[editar | editar código-fonte]

A Direcção é o órgão executivo, ao qual compete assegurar o regular funcionamento do Coro, bem como organizar as actividades tendentes ao cumprimento dos objectivos estatutariamente fixados (promoção da música coral, divulgação dos compositores portugueses, etc.).

A direcção é composta por 7 elementos, a saber:

- 1 Presidente.

- 1 Vice-Presidente.

- 3 Secretários.

- 2 Tesoureiros.

Conselho Fiscal[editar | editar código-fonte]

Ao Conselho Fiscal compete zelar pela boa gestão dos recursos financeiros do CMUC, dispondo para isso de poderes de inspecção da documentação da Direcção.

Nesses termos, o relatório anual de contas é precedido de um parecer do Conselho Fiscal, apresentado na Assembleia Geral.

Conselho Artístico[editar | editar código-fonte]

O 'Conselho Artístico' determina a orientação musical do Coro Misto da Universidade de Coimbra. É presidido pelo Director Artístico (o Maestro do CMUC) e integrado pelos 4 delegados de naipe (sopranos, contraltos, tenores e baixos).

o Conselho Artístico reúne ainda um elemento da Direcção, fazendo-se assim a ligação entre a gestão administrativa e artística do Coro.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]