Correio da Manhã (Brasil)

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Correio da Manhã
Fundação 15 de junho de 1901 (116 anos)
Fundador(es) Edmundo Bittencourt
Idioma (português brasileiro)
Circulação Indisponível


O Correio da Manhã foi um periódico brasileiro, publicado no Rio de Janeiro, entre 15 de junho de 1901 a 8 de julho 1974. Fundado por Edmundo Bittencourt, vangloriava-se por dar ênfase à informação em detrimento da opinião.

Caracterizou-se por fazer oposição a quase todos os presidentes brasileiros no período, razão pela qual foi perseguido e fechado em diversas ocasiões, e os seus proprietários e dirigentes, presos.

Em março de 1929, quando se iniciava a campanha para a sucessão de Washington Luís, Edmundo Bittencourt transmitiu a direção do Correio da Manhã a seu filho Paulo Bittencourt.

Foi em sua redação que o escritor carioca Lima Barreto se inspirou para compor as peripécias jornalísticas do personagem Isaías Caminha na obra "Recordações do Escrivão Isaías Caminha", o que tornou o autor em "persona non grata" ao periódico e seus redatores. Ali também trabalharam Otto Maria Carpeaux, Ledo Ivo, Renard Perez, Antônio Callado, Carlos Drummond de Andrade, Márcio Moreira Alves, Holoassy Lins de Albuquerque, Vicente Piragibe, Rodolpho Motta Lima e o influente crítico Antônio Moniz Vianna, entre outros.

O Correio da Manhã não sobreviveu ao regime militar instalado após o golpe de 1964 no país, por ser um feroz opositor do governo. Acabou sendo asfixiado pela prisão de sua proprietária Niomar Moniz Sodré e principais redatores, e por falta de verbas publicitárias, quadro causado pela pressão do governo militar.

Hermano de Deus Nobre Alves fez parte do grupo de jornalistas que, na redação do periódico, resistiu ao golpe militar de 1964, ao lado de nomes como Carlos Heitor Cony, Otto Maria Carpeaux, Edmundo Moniz, Newton Rodrigues.

Em 14 de outubro de 1966, foi publicada uma crônica de Carlos Drummond de Andrade sobre a música "A Banda" de Chico Buarque, em tom de crítica ao governo militar da época.

O episódio das cartas falsas[editar | editar código-fonte]

Em outubro de 1921 publicou a série de cartas — conhecidas como “cartas falsas” — supostamente dirigidas por Artur Bernardes ao senador Raul Soares, nas quais era questionada a integridade moral das forças armadas. As cartas chegaram ao Correio da Manhã através do senador antibernardista Irineu Machado, que pôs o redator político Mário Rodrigues em contato com o detentor dos documentos, Oldemar Lacerda. Ao longo das diligências que se estabeleceram no sentido de comprovar ou refutar a autenticidade das cartas, o Correio da Manhã insistiu com veemência em sua veracidade. Por fim, Oldemar Lacerda confessou tê-las falsificado.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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