Cosac Naify

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Cosac Naify
Tipo Editora
Fundação 1997
Fundador(es) Charles Cosac
Michael Naify
Encerramento 30/11/2015
Sede São Paulo
Proprietário(s) Charles Cosac
Michael Naify
Pessoas-chave Charles Cosac
Michael Naify
Produtos Livros
Divisões Adulto
Infantojuvenil
Website oficial Cosac Naify

Cosac Naify foi uma editora brasileira fundada por Charles Cosac e Michael Naify em 1997 em São Paulo, publicando livros de arte, arquitetura, cinema, dança, design, fotografia, infantojuvenil, literatura, moda, música, antropologia, sociologia, e teatro.

Histórico[editar | editar código-fonte]

A história da Cosac Naify começou em junho de 1997, quando as livrarias brasileiras receberam o volume Barroco de Lírios[1], de Tunga. Com mais de dez tipos de papéis e 200 ilustrações, o livro criado por um dos principais artistas contemporâneos do mundo tinha recursos como a fotografia de uma trança que, desdobrada, chegava a um metro de comprimento.

Primeiro, vieram as artes plásticas, área na qual a editora publicou mais de cem títulos, incluindo 50 monografias sobre artistas brasileiros e títulos da crítica de arte nunca antes traduzidos para o português, como os três volumes de História da arte italiana[2], de Giulio Carlo Argan, e Piero della Francesca, de Roberto Longhi, com introdução de Carlo Ginzburg.

150 dos títulos da editora são de ficção, em edições de títulos como Os Miseráveis, Anna Kariênina e Moby Dick, além de nomes da literatura moderna como o americano William Faulkner e o brasileiro João Antônio. Também publica o espanhol Enrique Vila-Matas, o russo Dostoievski, o argentino Alan Pauls, o alemão Ingo Schulze, o mexicano Mario Bellatin, o francês J. M. G. Le Clézio (Prêmio Nobel de 2008), entre outros.

Também edita as obras de Murilo Mendes, Glauber Rocha e Manuel Bandeira. A editora também publica ensaístas recentes,[quando?] de Bento Prado Jr. a Fernando Novais, de Davi Arrigucci Jr. a Ismail Xavier, de Eduardo Viveiros de Castro a Ferreira Gullar.

Os títulos infantojuvenis englobam desde obras como O livro inclinado (1909), de Peter Newell, e Na noite escura (1958), de Bruno Munari; até livros feitos por jovens criadores brasileiros, como Lampião & Lancelote, de Fernando Vilela, um dos livros brasileiros mais premiados de todos os tempos, inclusive pela Feira de Bologna[3], que em 2010 premiou Tchibum!'.

Outro carro-chefe da Cosac são os livros de arquitetura. A editora publica a obra do Prêmio Pritzker de 2006, Paulo Mendes da Rocha, num catálogo que tem obras de e sobre alguns dos criadores mais importantes da arquitetura brasileira: de Oscar Niemeyer a Vilanova Artigas, de Lucio Costa a Joaquim Guedes, de Vital Brazil a Lina Bo Bardi. Recentemente,[quando?] lançou O complexo arte arquitetura, de Hal Foster.

Encerramento das atividades[editar | editar código-fonte]

Em 30 de novembro de 2015, Charles Cosac anuncia o encerramento das atividades da editora. Dentre as causas do fechamento da Cosac Naify, Charles elencou a crise econômica brasileira, a alta do dólar, o aumento da inflação e a burocrática legislação vigente no país[4]. A Amazon e a Cosac Naify fecharam um acordo para que todos os livros disponíveis no estoque da editora, bem como possíveis reimpressões do catálogo e lançamentos anteriormente previsto até 2017, sejam disponibilizados exclusivamente na Amazon.com.br.

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Referências

  1. Barroco de lirios, Tunga .
  2. «Folha Online - Ilustrada - Obra de Argan sintetiza história artística italiana - 08/11/2003». www1.folha.uol.com.br. Consultado em 3 de agosto de 2015 
  3. «Brazilian Publishers Thrive at Bologna Children's Book Fair». publishnewsbrazil.com. Consultado em 3 de agosto de 2015 
  4. «Dono da Cosac Naify explica os motivos para o fechamento da editora». Globo. Consultado em 3 de dezembro de 2015 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]